Julgamento livre de 7 dias

Consultor Jurídico - Notícias, 29/8/2020 - Julgamento sobre imposição de horário para A Voz do Brasil é suspenso [Administrativo, Constitucional, Judiciário] Usando porções dessa Escritura, propomos 7 dias de oração e arrependimento, iniciando dia 27 de fevereiro e terminando dia 05 de março. Pediremos ao Deus de toda graça que perdoe e livre o nosso povo da promiscuidade, da embriaguez, dos entorpecentes, dos acidentes e das violências físicas e emocionais, mais frequentes no período ... Alemanha Julgamento reaviva lembranças da violência de extrema direita em Freital. Em 2015, habitantes de cidade do leste alemão que demonstraram solidariedade com refugiados passaram a ser ... A Comarca do Porto agendou para hoje a primeira sessão do julgamento de um empresário pronunciado por mandar atear dois incêndios a um prédio daquela cidade para o poder vender livre de inquilinos, provocando a morte de um deles. O julgamento foi atribuído ao tribunal criminal de São João ... AGENDA INTERNACIONAL DE QUARTA-FEIRA, 16 DE SETEMBRO DE 2020 ATÉ QUARTA-FEIRA, 23 DE SETEMBRO DE 2020A hora e a data dos eventos são expressas em horário de B Ninguém Fala: O Julgamento de uma Imprensa Livre 2017 13+ 1 h 35 min Documentários aclamados pela crítica O caso de Hulk Hogan contra a Gawker Media é uma demonstração de como os ricos e poderosos podem desafiar a liberdade de imprensa para silenciar críticos. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, marcou para 7 de novembro a retomada do julgamento sobre a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. O placar até o momento é de quatro votos a favor da execução antecipada de pena e três contra. Ainda faltam votar quatro ministros – Cármen Lúcia, […] Então, agora você vai ter um total de 360 dias para usar o Windows 7 sem ativação se você somar todos os dias a mais. E se você quiser, quando o período de avaliação expirar, você pode simplesmente reinstalar o Windows 7 e começar outro julgamento de 360 dias em mais livre! Diverta-se! (0) (0) Link para o site / blog :

Stannis Baratheon (Parte 8)

2020.09.14 04:58 altovaliriano Stannis Baratheon (Parte 8)

No mesmo dia em que a notícia da morte de Joffrey chega a Pedra do Dragão, Davos tira Edric Storm da ilha. Ao saber da notícia, Stannis fica abalado com a traição de sua Mão. Ele havia mantido Davos nas celas por ter ameaçado a vida de Melisandre. Naquela ocasião, a mulher vermelha vira nas chamas a ameça e lhe contou. Agora, porém, ela nem mesmo previu. Davos o traiu por debaixo do nariz até mesmo de R’hllor.
O Rei se sente cansado da sucessão de Mãos traidoras. Alester Florent quase fez um acordo de rendição com os Lannister e entregou Shireen para se casar com o abominável bastardo Tommen. O cavaleiro das cebolas o privou da única ferramenta que poderia encerrar a guerra, unir o reino e trazer dragões de volta a vida. Stannis sabe que a pena para traição é a morte, por isso mesmo ele desembainha luminífera para oferecer a Davos um pouco mais da mesma justiça que o fez perder seus dedos.
Ajoelhado, Davos então pede para ler algo, que nem Stannis ou Melisandre sabem ser a carta de meistre Aemon pedindo ajuda. Stannis concede, com os músculos do pescoço projetando-se “como cordões” de tanta raiva. O resto dos acontecimentos, não ficamos sabendo. Dez capítulos depois, Stannis está na Muralha e presumimos que as tensões em Pedra do Dragão acabaram e todo mundo se perdoou.
Mas, obviamente, não foi isso que aconteceu. A viagem de Stannis é cercada de nuances inusitadas e inescrutáveis.
Como Davos convenceu Stannis a ajudar a Patrulha?
Para muitos esta pergunta deve parecer um pouco ridícula. Parece óbvio que Stannis, após ter tido a visão com “um anel de archotes, [...] um monte alto qualquer numa floresta [...] homens de negro atrás dos archotes, e [...] silhuetas em movimento através da neve”, ele entenderia que estava olhando para a Patrulha da Noite, certo?
Talvez, mas é necessário entender que a luta de Azor Ahai não era contra os selvagens, mas sim contra um inimigo feito de escuridão, frio e morte. A visão que Stannis teve foi a de um monte alto em uma floresta e silhuetas na neve, o que de forma nenhuma coincide com o terreno de Castelo Negro.
Por outro lado, vejam que até mesmo uma pessoa com inclinações humanitárias como Davos não vê qualquer vantagem para Stannis em socorrer a Patrulha quando lê a carta pela primeira vez:
Onde está o mal em um rei selvagem qualquer conquistar o Norte? Afinal, Stannis sequer controlava o Norte. Sua Graça dificilmente podia ser acusada de não proteger pessoas que se recusavam a reconhecê-lo como rei.
(ASOS, Davos V)
Davos obviamente não faz este cálculo usando a moral como bússola. Ele provavelmente faz um cálculo político, como Mão do Rei, como alguém que conhece a cabeça de seu próprio Rei. Afinal, Stannis não tinha homens para oferecer uma ajuda real à Patrulha. Nas condições que Stannis estava, para dar uma ajuda real ele teria que ir enviar praticamente toda sua força.
Sou a Mão do Rei, certo. Stannis podia ser o Rei de Westeros no nome, mas na realidade era o Rei da Mesa Pintada. Controlava Pedra do Dragão e Ponta Tempestade e tinha uma aliança cada vez mais incômoda com Salladhor Saan, mas era só. Como podia a Patrulha ter voltado os olhos para ele em busca de ajuda? Podem não saber como ele é fraco, como a sua causa está perdida.
(ASOS, Davos V)
Sabe o que é interessante sobre isto? Quem foi que deu uma resposta igual a essa ao pedido de ajuda feito pela Patrulha? Tywin Lannister.
Tyrion lembrou-se de sua visita à Muralha [...].
[...] A Patrulha está com uma grave falta de efetivos. Se a Muralha cair...
... os selvagens inundarão o Norte – concluiu o pai – e os Stark e os Greyjoy terão outro inimigo para combater. Se, como parece, já não desejam ser súditos do Trono de Ferro, com que direito olham para ele em busca de ajuda? Tanto o Rei Robb como o Rei Balon reivindicamo Norte. Que eles o defendam, se conseguirem. E, se não conseguirem, esse Mance Rayder até pode se revelar um aliado útil.
(ASOS, Tyrion III)
Stannis divide alguns traços de personalidade com Tywin, especialmente no tocante a fachada de durões. Ambos são comandantes de guerra experientes, que preferem comandar da retaguarda, bons estrategistas e têm visões pragmáticas da política. Ambos se reconhecem como inimigos poderosos e tentam esconder suas estratégias do outro, pois têm mentalidades muito próximas. Nessa releitura, inclusive, reparei pela primeira vez que Tywin e Stannis usam a mesma expressão para avaliar Robb Stark:
Sim, pus os homens menos disciplinados na esquerda. Previ que quebrariam. Robb Stark é um rapaz verde, provavelmente mais ousado que sábio.
(AGOT, Tyrion VIII)
...
[...] O filho de Eddard Stark foi proclamado Rei no Norte e conta com todo o poderio de Winterfell e Correrrio.
Um jovenzinho verde – Stannis ironizou. – E outro falso rei. Devo aceitar um reino mutilado?
(ACOK, Prólogo)
Diante destas similaridades, me chamou a atenção que Tywin Lannister foi o único outro político a receber uma carta de apelo vinda da Muralha. Eis a resposta que ele deu a Pycelle:
Cinco reis? – o pai estava aborrecido. – Há um rei em Westeros. Esses tolos de negro podiam tentar se lembrar disso, se desejam que Sua Graça lhes dê ouvidos. Quando responder, diga-lhe que Renly está morto e que os outros são traidores e farsantes. […] – A Patrulha da Noite é formada por um bando de ladrões, assassinos e grosseirões ilegítimos, mas ocorre-me que poderiam demonstrar ser diferentes, desde que tivessem a disciplina adequada. Se Mormont está realmente morto, os irmãos negros têm de escolher um novo Senhor Comandante. […] solicite a Marsh que dê os melhores cumprimentos de Sua Graça ao seu fiel amigo e servidor, Lorde Janos Slynt.
(ASOS, Tyrion IV)
Essa deve ter sido exatamente a reação de Stannis quando Davos leu a carta. Portanto, se Davos queria estar preparado para convencer Stannis, ele deveria ter alguns argumentos na manga para mostrar que: 1) a Patrulha não quis ofender a pretensão de ninguém, apenas está desesperada; 2) São uma ordem com algum senso de honra; 3) que vale a pena salvar o Norte de uma invasão e 4) que os selvagens não são necessariamente uma ameaça.
Qual não foi minha surpresa quando notei que Davos reflete sobre todos esses argumentos no capítulo anterior a tirar Edric de Pedra do Dragão e ler a carta a Stannis e Melisandre. A história de Davos sendo aprendiz no barco de Roho Uhoris, que a primeira vista parece uma lembrança totalmente desconexa a princípio, parece ter uma função no convencimento de Stannis.
Davos sabia que Stannis ficaria ofendido pela menção ao cinco reis (“essa conversa de cinco reis teria sem dúvida enfurecido Stannis”), mas Davos sabe que se a carta também havia sido enviada a Stannis, a Patrulha deveria estar em uma situação tão desesperada que não tinham como escolher (“Só um homem esfomeado suplica pão a um pedinte”). Mas a Patrulha não sabia da situação de Stannis (“Podem não saber como ele é fraco, como a sua causa está perdida”), então, ao responder ao chamado Stannis poderia passar a impressão de força e ainda matar a fome de vitória de seus soldados.
Porém, como Tywin alegou a Patrulha é apenas um “bando de ladrões, assassinos e grosseirões ilegítimos”, por que Stannis gastaria recuros e se juntaria a este tipo de escória? É aqui que entra a história aparantemente aleatória do tyroshi em cujo barco Davos foi aprendiz.
A primeira vez em que viu a Muralha era mais novo do que Devan e servia a bordo do Gato da Calçada às ordens de Roro Uhoris, um tyroshi conhecido de cima a baixo do mar estreito como Bastardo Cego, embora nem fosse cego nem filho ilegítimo. Roro tinha passado por Skagos e entrado no Mar Tremente, visitando uma centena de pequenas angras que nunca antes tinham visto um navio mercante. Trouxe aço; espadas, machados, elmos, boas camisas de cota de malha, para trocar por peles, marfim, âmbar e obsidiana. Quando o Gato da Calçada voltou para o sul, trazia os porões repletos, mas na Baía das Focas surgiram três galés negras e pastorearam-no até Atalaialeste. Perderam a carga e o Bastardo perdeu a cabeça, pelo crime de vender armas aos selvagens.
Davos tinha comerciado em Atalaialeste nos seus dias de contrabandista. Os irmãos negros eram inimigos duros, mas bons clientes, para um navio com o tipo certo de carga. Mas apesar de ter aceitado o seu dinheiro, nunca esqueceu o modo como a cabeça do Bastardo Cego tinha rolado pelo convés do Gato da Calçada.
A história mostra que representa a Patrulha como uma ordem com uma certa noção de disciplina e justiça. Fiel no cumprimento de seu dever. Veja que o incidente ocorreu antes da vida de contrabandista de Davos, não havendo porque ninguém suspeitar que ele seria persona non grata. Ainda assim, a experiência foi marcante o suficiente para ficar na memória do cavaleiro das cebolas.
Por outro lado, a fama de bons clientes é uma sutileza interessante. Mostra que a Patrulha é aberta a negócios e não trata pessoas com ingratidão. Este tipo de julgamento de Davos deve ser capaz de aplacar qualquer medo que Stannis tivesse de seguir para o Norte, ajudar a Patrulha e, no fim, ser recompensado com ingratidão.
Todos estes detalhes soariam como música nos ouvidos de Stannis e muito possivelmente poderia neutralizar a opinião elitista que o rei certamente compartilha com Tywin.
Quanto ao convencimento de que o Norte merecia atenção, Davos buscou inspiração nas próprias palavras de Melisandre.
Quantos garotos vivem em Westeros? Quantas garotas? Quantos homens, quantas mulheres? A escuridão vai devorá-los todos, diz ela.
(ASOS, Davos V)
Assim, quando a nova Mão percebe que a visão fala sobre a Patrulha da Noite, que está no ponto mais ao Norte de Westeros, ele vê que as palavras de Melisandre prenunciam que todos ao Sul da Muralha estão indistintamente no mesmo barco. Portanto, poderia facilmente argumentar que a noção de povo que Baratheon deveria proteger com o sacrifício de Edric também incluía as pessoas que não se ajoelharam para ele. Afinal, era exatamente o que ele estava tentando fazer tendo o povo do Sul em mente.
Se Melisandre soubesse desta carta... O que foi que ela disse? Aquele cujo nome não pode ser proferido está reunindo o seu poder, Davos Seaworth. Em breve chegará o frio, e a noite que nunca termina... E Stannis teve uma visão nas chamas, um anel de archotes na neve, rodeados de terror.
(ASOS, Davos V)
sei que um rei protege o seu povo, caso contrário não é rei nenhum.
(ASOS, Davos VI)
O convencimento de que o Povo Livre não era uma ameaça, porém, não ocorreu com base neste mesmo argumento. Nós vimos Jon Snow fazer uma forte defesa de que os selvagens eram homens também, mas em nenhum momento a coisa ocorre do mesmo jeito com Stannis. Em verdade, no momento em que Davos lograsse demonstrar que o Norte precisaria ser salvo, pensar em uma parceria com Mance Rayder (como Tywin cogitou, então portanto passaria pela cabeça de Baratheon) seria um tiro no pé de Stannis. Ele sabia que os Nortenhos veriam Mance como uma ameaça constante e nenhum deles abrigaria o Povo Livre.
Assim, Davos precisava convencer Stannis de que os selvagens não eram todos clones de Mance Rayder, que era possível separar o joio do trigo. Por outro lado, uma visão humanista dos selvagens também se fazia necessária para que o rei não os visse como seres humanos e, portanto, seus súditos. Para isso, GRRM usa novamente a experiência de Davos com Roho Uhoris.
Conheci alguns selvagens quando era garoto – disse ao Meistre Pylos. – Eram ladrões razoáveis, mas ruins na pechincha. Um deles desapareceu coma nossa garota de cabine. Tudo somado, pareceram-me homens como os outros, uns bons, outros maus.
O argumento certamente convenceu Stannis, pois temos evidência de que ele já chegou em Castelo Negro com a intenção de dobrar os joelhos dos selvagens, não massacrá-los. Até o número de cativos é igual ao número de mortos. Uma quantidade enorme de prisioneiros, especialmente de um povo que não paga resgates.
Matei mil selvagens, capturei outros mil e dispersei o restante, mas ambos sabemos que eles voltarão. Melisandre viu isso em seus fogos. [...] E quanto mais nos sangrarmos uns aos outros, mais fracos estaremos todos quando o verdadeiro inimigo cair sobre nós. […] Seus irmãos não gostarão disso, não mais do que os senhores de seu pai, mas eu pretendo permitir que os selvagens atravessem a Muralha... [...] Quando os ventos frios se erguerem, sobreviveremos ou morreremos juntos. É hora de fazermos uma aliança contra o nosso inimigo comum.
(ASOS, Jon XI)
Stannis perdoou Davos?
Outra pergunta que parece ter uma resposta óbvia e ululante, mas só parece. Stannis não matou Davos, mas todas as pessoas envolvidas na extração de Edric de Pedra do Dragão foram sutilmente punidas por Stannis.
Rolland Storm e Meistre Pylos foram deixados para trás em Pedra do Dragão para tomar conta da fortaleza. Salladhor Saan somente não foi dispensado porque Stannis precisava dos navios dele para chegar a Atalaialeste, mas Stannis não deu qualquer outro passo para tentar pagar o pirata desde então, fato que pesou na decisão do liseno de abandonar Stannis.
No fim, Stannis enviou Davos em uma missão que dependia exclusivamente dos navios de Saan, um pirata a quem ele estava negligentemente negando pagamento.
Então, de certo modo, Stannis tornou-se um pouco mais negligente com Davos, o despachou para longe e passou a lhe exigir mais serviço. Uma punição tão sutil que pode nem ter sido deliberada, algo inconsciente.
Contudo, o rei não foi tão longe ao ponto de convocar os homens que estão guardando Edric em Lys.
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2020.08.21 04:22 clzedi "O que sobrou de mim" (Ou "Último texto")

A dor é real. Eu sinceramente não sei o que vou fazer com a minha vida quando acabar de escrever este texto. Tenho seis cartelas de remédio, um licor forte, uma dor calcinante, mas também muita vontade de viver. As cartas estão na mesa.
Escolhi o Reddit por nunca ter usado a plataforma, e sei minimamente como mexer aqui. Perdoe qualquer gafe, confidente anônimo, mas não tenho coragem de expor isso publicamente em minha rede social, pra amigos ou seja lá quem for.
Hoje eu fiz a melhor viagem da minha vida. Sim, viagem, literalmente. 25km de percusso, numa estrada irregular, dirigindo aos máximos 160km/hr. Foi libertador, e tenho extremo pavor dessa sensação: sensação de liberdade completa, sem medo da dor ou da morte. Numa curva mais ou menos na metade do trajeto, um lampejo me bateu, uma pisada mortal no acelerador me jogaria barranco abaixo em um voo de glória rumo a seja lá qual lugar esteja reservado para mim. De repente, estou na pista novamente, a curva feita com uma precisão automática do cérebro. Algo dentro de mim insiste em viver, insiste em lutar.
Eu amo a vida. Eu amo tudo e todas as experiências. Eu sou realizado, tenho conquistas, sonhos que caminham a passos largos ao sucesso, em todas as suas definições. Tenho duas filhas lindas, felizes, carinhosas, o tipo de criança que qualquer pai se orgulharia. São minhas jóias raras, e vou carregar elas comigo dentro do peito eternamente, mesmo que o pior aconteça.
Eu sou casado a 12 anos. Pelo menos era, até uma semana atrás. Minha esposa, sem cobrança, sem reclamação, e tenho certeza, sem nenhum evento extraconjugal, me pediu divórcio.
Parece um resumo porco, mas é simples como parece, e complexo na prática.
A 12 anos atrás, eu era só um garoto com uma mochila de roupas, 25 reais no bolso, um violão nas costas, viajando para outro estado, para conhecer o amor da minha vida que havia descoberto na internet. Desse nossa primeira conversa eu já sabia que ela era a pessoa da minha vida, que tinha descoberto o amor que muitos cantavam em suas poesias, mas eu não conhecia antes dela. Fui para seu estado sem ao menos ver uma foto sua: não me importava qual era seu gênero, ou sua cor ou seja lá o que me esperava. Eu sabia que aquela simbiose não seria acharia em mais ninguém, e ela, independente de quem ela fosse, era a pessoa da minha vida...
... Quando cheguei, pude constatar: ela era linda. Tenho certeza de tê-la visto em meus sonhos de infância. Era linda, era inteligente, era perfeita em tudo.
É incrível como o passado pode ser tão lindo e cruel ao mesmo tempo, e na mesma intensidade.
12 anos...
Construímos uma vida juntos. Não foram tempos fáceis, mas ela continuava perfeita em tudo. Passamos fome juntos. Planejamos e criamos nossas duas filhas juntos. Tivemos crises, e resolvemos juntos. Viajamos juntos. Abrimos juntos nossa empresa. Crescemos juntos. Conquistamos a vida juntos.
12 anos...
Minha filha mais velha acabou de me ligar, interrompendo meu texto e meu devaneio. Tudo está de ponta cabeça, não sei o fazer.
Tomei metade da garrafa e reli o texto. Não me parece grande coisa, e não reflete nem 1% da história em seu contexto original.
Vou nomear esta metade de garrafa de "Coragem". Agora faltam os remédios e a outra metade. O rosto de minha filha está fixado na minha mente.
Há quem acredite em divina providência. Essa coincidência gritante me desestabizou, e ao meu texto, e a sua interpretação, confidente. As palavras já nem fazem mais sentido a essa altura.
Meus dedos estão molhados de lágrimas, bagunçando a tela e impedindo minha escrita. Como eu queria um abraço agora, mesmo que um abraço de um desconhecido... No ombro dele, eu choraria e diria como minha vida foi boa até aquele momento... Contaria todos brilhos nos olhos e frio na barriga que vivi até aquela hora...
Brilho nos olhos que não via mais nos olhos dela no dia em que ela me fez o referido comunicado. Eu estou morto por dentro... Aqui jaz o amor verdadeiro.
Ela está na casa da mãe dela, em depressão. Disse ao psicólogo que ainda me ama, mas por algum motivo, não quer mais viver comigo. Isso é ainda mais castigante, o fato de não saber o que está acontecendo! Eu faria qualquer coisa para vê-la feliz, eu morreria mil vezes por ela, e simplesmente ela me corta, a custos altos, de sua vida.
Eu chorei, entrei em desespero: por que? O que aconteceu? Eu preciso entender! Minha mente está cansada...
O licor é de pêssego. Muito bom, por sinal. Presente de um casal de amigos em comum para nós. Três maços de cigarros estão na cama, e as cartelas esperando serem devoradas... Mas o rosto da minha filha brincando comigo na chamada de vídeo está estampado em todos as quinas do meu cérebro.
A inocência delas me causam inveja num momento como esse. Queria pensar que é tudo passageiro, mas estou apenas esperando o lampejo, o mesmo lampejo da curva, e contando que desta vez minha mente não me proteja.
Você, confidente, pode me chamar de fraco, pensar que eu mereço isso... Eu não ligo. Ainda não cheguei no fundo do poço, mas espero que ele chegue logo. Estou em queda livre, e ganhando velocidade. Enquanto isso, me poupe de palavras e julgamentos vazios de quem não sabe o que é o amor.
O amor é puro, é lindo, e eu amo ela... Esperar essa situação se resolver pode ser o caminho mais sensato, mas é de longe o mais difícil. Sei que ela está doente, sei que não está normal, mas as palavras machucam e as ações mais ainda. Não sei o que vai sobrar de mim se eu decidir encarar este processo.
Eu amo a vida, mas eu quero que essa dor passe.
Filha, o pai te ama.q
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2020.08.06 06:08 denesfernando Sou Babaca Por Querer Que O Namorado Da Minha Amiga Não Passe Mais A Quarentena Aqui E Volte Pra Casa Dele?

Olá Luba, editores, gatas e Turma. Essa história que vou compartilhar aqui é recente, ainda estou tratando em terapia, mas ela começa um pouquinho lá atrás.
Um ""pouco"" de background para situar a todos de onde tudo isso começou.
Em 2013 comecei namorar um cara que vou chamar de Karen, por ele ser muito, mas muito CUSÃO (inclusive, ele se parece muito com você Luba e por vocês serem tão idênticos, eu passei um bom tempo sem assistir o canal, pois não conseguia te ver sem lembrar dele). Mas, enfim, em 2015 ele e o grupo da faculdade dele decidiram morar todos juntos em uma casa perto da faculdade, pois estava exaustivo para todos trabalharem em pontos distintos da cidade (São Paulo, para se alguém quiser se situar).
Então, em janeiro de 2016, eles se mudaram e eu ia para lá aos fins de semana, até que acabei me mudando para a casa em Junho do mesmo ano, no dia do meu aniversário.
Pois bem, foi uma fase horrível da minha vida por causa do meu ex, terminamos em maio de 2017 e tive que sair da casa. Esse meu ex era um abusador, um aproveitador, a pior pessoa que eu poderia ter conhecido na minha vida. Os abusos psicológicos que ele cometeu comigo, afetaram totalmente minha confiança e em como eu viria a me relacionar com outros caras, fora as crises de ansiedade que eu arrasto até hoje.
Mas então, eu fiquei amigo dos amigos dele da faculdade e em especial da Karls que virou minha melhor amiga.
Em 2017 eles terminaram a faculdade e em 2018 o contrato da casa venceu e eles finalmente poderiam se mudar, áquela altura ninguém suportava mais olhar pra cara do Karen.
Então, foi nesse momento, que a Karls e o Akarls me chamaram para vir morar com eles numa nova casa. Sem o Karen. E hoje nós três vivemos como uma família feliz com os nossos pets.
2019
Eu conheci um cara, eu vou chamar ele de Lars.
Lars e eu começamos a trocar mensagens, se conhecer, nos aproximarmos. Até então, antes dele, todos os outros caras que eu acabei ficando, não davam certo, (tem muito gay problemático nessa cidade). Mas Lars foi diferente, conforme nos conhecíamos, ele ia transpondo todas as muralhas que eu usava como defesa, pois meu maior medo seria voltar para um relacionamento abusivo, tóxico e doentio.
Com o Lars eu fui bem devagar, realmente queria conhecer ele, pra ver se o que eu estava sentindo era o certo e se ele não iria me fazer mal.
Nesse tempo conhecendo ele, eu desabafava com Karls todas as minhas inseguranças, pois ela tinha vivido todo o meu drama com o meu ex, ela sabia dos meus medos, receios, inseguranças em me relacionar com alguém e ela me dava todo o apoio, pra poder voltar a acreditar e saber que nem todo mundo é igual o Karen, que na verdade eu dei azar com o Karen, mas que não seria assim de novo.
Depois de tantos embates sobre minhas agruras eu acabei me desarmando e me permiti começar algo com o Lars.
Um mês e meio depois, finalmente decidi trazer ele em casa, para conhecer meus amigos e 😏.
Então, foi nesse fim de semana de novembro de 2019 que coisas aconteceram.
Depois de ficarmos, acabei aceitando os meus sentimentos por ele, pensei que depois de tanto tempo solteiro, passando por aventuras fracassadas com pessoas que não se encaixavam, onde a química só proporcionava uma reação inicial. Ali estava talvez o momento de poder compartilhar momentos com alguém.
Mas aquele início de sonho desmoronou muito rápido. No domingo quando ele estava pra sair para trabalhar, Lars me contou que iria para o Beto Carrero com um amigo. Fui pego de surpresa, pois ele não havia mencionado nada nas nossas conversas durante a semana.
Na época, Lars trabalhava como bartender numa cafeteria e reclamava de trabalhar muito, não ter finais de semana livres e só folgar nas segundas-feiras.
Como não tínhamos oficializado nada, nossa primeira vez foi na noite anterior e o fato de estar disposto a querer começar a construir uma relação tinha sido algo que eu havia arrazoado no meu coração, achei absurdo demais eu questionar porque ele não tinha me falado nada antes.
Tudo bem, ele iria no Beto Carrero com um amigo, logo após sair da cafeteria. Pegaria o ônibus na estação do Tietê no domingo a noite, passaria o dia no parque, já que a folga seria na segunda, e na segunda a noite ele voltaria e iria trabalhar na terça-feira de manhã. Eu, pelo menos, imaginei que seria assim.
Na segunda-feira, eu fui trabalhar normal, vi as fotos dele no Beto Carrero, os stories no Instagram aparentemente nada de estranho, mas a primeira coisa que me chamou a atenção foi o fato dele não ter postado um único story com o amigo, mas até aí, se eu encucasse com isso, seria uma atitude tóxica e eu não queria isso. Numa relação deve existir confiança.
Nós não nos falamos o dia inteiro, pois eu não iria ficar o importunando num passeio como aquele, que ele aproveitasse o máximo possível. Foi quando às 18:00 eu resolvi mandar uma mensagem para ele, já que eu estava saindo do trabalho.
A mensagem era mandando um "oi" e desejando que ele tivesse se divertido bastante e fizesse uma viagem tranquila de volta.
Foi quando ele me respondeu que não voltaria aquela noite, que ele iria para Balneário Camboriú com o amigo passear de barco. Eu fiquei completamente sem reação, foi um choque. Ele só reclamava de como o trabalho explorava ele, não era flexível e do nada, de uma viagem totalmente espontânea que aconteceu aleatoriamente pra aproveitar um dia de folga num bate e volta, surgiu uma folga no dia seguinte.
Eu não tive como não ser arrastado de volta para os tempos do Karen, onde eu fui trouxa por anos, onde ele matava aula pra transar na escada da faculdade, dizia que ficava até mais tarde no serviço pra não pegar trânsito, mas na verdade ia para dates furtivos de apps de pegação (inclusive tenho uma história ótima com relação a isso da época do Karen), enfim, meu cérebro e meu coração ligaram o sinal vermelho, as sirenes começaram a zunir no meu ouvido, a última coisa que eu queria era ser enganado como fui na minha última relação.
Voltando, Lars não falou mais nada depois disso, fui pra casa naquele dia. Na terça-feira de manhã, outro sinal de alerta, não tinha nenhuma mensagem no celular. Isso poderia ser irrelevante, se a gente não tivesse passado o último mês e meio, trocando várias mensagens e memes da hora que acordava até a hora de dormir. Me senti mal, a conversa tinha morrido da noite para o dia, fiquei angustiado, pois eu estava começando a gostar dele e aquilo mudou da noite para o dia.
Terça-feira se foi, ele em Balneário Camboriú, fotos e stories no Instagram se seguiram e nada desse amigo misterioso.
Finalmente, a noite ele estava voltando e mandou uma mensagem dizendo que estava exausto, mas estava voltando. Nesse momento, minha mente já tinha formulado mil e uma histórias, mas resolvi ser prudente, apesar da angustia que estava sentindo.
Foi difícil dormir aquela noite, na manhã seguinte, ele mandou uma mensagem dizendo que havia chegado, estava exausto, mas estava indo trabalhar.
Nossa conversa, já não era a mesma, algo tinha mudado, as palavras ou a ausência delas são um termômetro para o coração, escrever para outra pessoa é um ato de conexão e o nosso elo havia se rompido.
Foi quando resolvi confrontá-lo.
Segue abaixo a conversa no whatsapp:
[28/11 11:56] Denes: Desculpa, Lars.
[28/11 11:56] Denes: Eu não sei de fato o que aconteceu
[28/11 11:56] Lars: Pelo o que ?
[28/11 11:56] Denes: mas desde terça que eu sinto que nossa conversa morreu
[28/11 11:56] Lars: :(
[28/11 11:56] Lars: Eu que peço desculpas
[28/11 11:57] Denes: se vc puder me dar uma luz
[28/11 11:57] Lars: Questão de conversa tbm não sei ... :(
[28/11 11:58] Lars: Não quero ser cuzao contigo
[28/11 11:58] Denes: me diz o que tá acontecendo
[28/11 11:59] Lars: Gosto olhando no olho
[28/11 11:59] Lars: Gosto de vc
[28/11 11:59] Denes: talvez não haja olho no olho se eu não entender o que está acontecendo
[28/11 12:00] Denes: eu tb descobri que estou gostando de vc
[28/11 12:00] Denes: descobri de uma maneira bem ruim
[28/11 12:00] Denes: só quero que vc me diga
[28/11 12:00] Denes: sem medo
[28/11 12:02] Lars: Eu recebi uma ligação de alguém antes de viajar que me deixou balanceado
[28/11 12:02] Denes: prossiga
[28/11 12:02] Lars: Não gosto da ideia por aqui
[28/11 12:03] Lars: Mas tá bom ...
[28/11 12:03] Denes: por favor, agora que começou, não pare
[28/11 12:03] Lars: Pouco antes de conhecer vc eu tinha acabado um relacionamento ...
[28/11 12:03] Denes: hum
[28/11 12:04] Lars: E tipo ainda algo que me deixa balançado e tal ...
[28/11 12:05] Denes: entendi
[28/11 12:05] Denes: ah...
[28/11 12:05] Lars: E tipo não quero mentir pra vc
[28/11 12:05] Lars: Nem ser um cuzao contigo me entende
[28/11 12:05] Lars: Quero ser sincero sempre
[28/11 12:05] Lars: Não só com vc mas comigo mesmo
[28/11 12:06] Denes: então, o livro de Harry Potter que está com vc, foi um presente de um amigo meu que faleceu esse ano, será que posso pegar com vc na catraca amanhã da Santos Imigrantes
[28/11 12:06] Lars: Sim ... Claro ... Mas queria conversar mais com vc pessoalmente
[28/11 12:06] Lars: Se não se importar
[28/11 12:07] Lars: Tenho um presente pra vc
[28/11 12:07] Denes: eu vou me importar
[28/11 12:07] Denes: por favor, sem presentes
[28/11 12:07] Lars: Tudo bem :(
[28/11 12:09] Denes: amanhã as 8:30 te encontro na Catraca
[28/11 12:09] Lars: :( eu lhe entendo sabe ... Mas confesso que gosto de vc e queria que vc permanecesse na minha vida independente de qualquer coisa
[28/11 12:09] Denes: não será possível
[28/11 12:09] Lars: Tudo bem eu entendo vc ... :(
[28/11 12:09] Lars: Me desculpa
[28/11 12:10] Denes: te encontro amanhã na catraca sem falta
[28/11 12:21] Lars: Hj vc sai que horas do trabalho?
[28/11 12:24] Denes: Desculpa, Lars. Mas eu só pretendo te encontrar para pegar o meu livro. Não, temos nada para conversar. Você não me deve satisfações, justificativas ou esclarecimentos. Apenas o meu respeito. Mas, mesmo assim. Esse ponto final precisa ser colocado.
[28/11 12:25] Lars: Tudo bem eu entendo e respeito vc ... Falei de hj pq posso te entregar hj o livro
[28/11 12:25] Lars: Ele está comigo aqui no trabalho
[28/11 12:26] Denes: Eu saio às 18:00
[28/11 12:26] Lars: Posso te entregar hj o mesmo horário ... Na estação melhor pra vc
[28/11 12:27] Denes: Que horas na Santos Imigrantes vc vai passar por lá?
[28/11 12:27] Lars: Umas 19h a 19:30
[28/11 12:28] Lars: Mas espero a sua hora
[28/11 12:28] Denes: Okay, as 19:00 estarei lá
[28/11 12:28] Denes: Se chegar antes estarei sentado em algum dos bancos da plataforma
[28/11 12:29] Lars: Tá bom
[28/11 12:29] Lars: Sei o que vc vai falar ... Mas desculpas :(
Quando ele falou dessa ligação do ex e ficou balançado, eu senti uma enxurrada de sentimentos negativos, o tsunami de chorume que eram as mentiras do Karen voltando a tona. Todas as desculpas esfarrapadas, parecia que eu estava vivendo tudo outra vez.
Eu estava cego, na gana de não querer cometer os mesmos erros do passado, acabei sendo seco, duro e intolerante, condenando um pelos erros de outro.
Eu já tinha sentenciado dentro de mim que aquela viagem foi algo que ele tinha programado com o ex e que tinha ido com ele e que eles tinham se acertado e que ele queria me manter como step se nada desse certo. Enfim…
Nesse mesmo dia, fui buscar o meu livro (um fato curioso, esse livro que foi presente de um amigo que veio a falecer em 2019, foi um presente pra me lembrar o quanto eu sou uma pessoa corajosa, era a edição de 20 anos da Pedra Filosofal nas cores da Grifinória e dentro ele escreveu a famosa frase da Luna "As coisas que perdemos sempre acabam voltando para nós. Mas nem sempre na forma em que pensamos." https://imgur.com/a/ebJFd2U
Ironicamente, quando paro pra olhar isso em particular, penso na grande ironia de tudo.
Eu cheguei antes na estação, fiquei esperando, sentado num banco na plataforma, vendo vários trens passando, várias pessoas descendo na estação vindo depois de mais um dia de trabalho. A minha ansiedade estava a mil, eu queria chorar, estava angustiado com tudo aquilo, pior, sem entender como "tinha cometido" o mesmo erro outra vez.
Ele chegou uns 15 minutos depois, estava com o livro na mão, eu peguei o livro e então ele me estendeu os braços pedindo um abraço, fiz com ele o que eu devia ter feito com o Karen, olhei para ele com a minha pior cara de desgosto e nojo e falei "Adeus", virei as costas e deixei ele lá.
Hoje, não me orgulho do que eu fiz, sinto vergonha quando penso, mas para que vocês entendam aquele gesto, mesmo ele não sabendo, era algo traumatizante, no término com o Karen, quando coloquei minhas malas e meus livros no táxi, ele chegou até mim e na maior cara de pau, na sua maior interpretação pra burguês ver, ele me pediu um abraço e o trouxa aqui cedeu esse abraço, então ele sussurrou no meu ouvido "Sou eternamente grato por tudo o que a gente viveu e você vai sempre poder contar comigo para o que você precisar" e quando eu precisei o que eu ouvi? "Não tenho obrigação nenhuma de te ajudar."
Quando eu saí da estação, bloqueei o Lars em todas as redes sociais, Facebook, Instagram, Whatsapp e até o número dele pra ele não me mandar SMS ou ligar. Não queria nunca mais ouvir falar dele pelo resto da minha vida.
Alguns dias se passaram e a Karls me contou que Lars havia mandado mensagem para ela no Instagram dizendo que estava preocupado comigo, queria falar comigo e eu irredutível falei que nunca mais queria saber nada a respeito dele.
Então ali eu tinha colocado uma pedra em cima desse assunto, vida que segue.
Dezembro de 2019
Karls é uma garota muito linda, mas em todos esses anos de amizade ela só se envolvia com os piores caras do Tinder, uma fase da vida dela que fazemos piada, mas que se você olhar atentamente, era bem triste.
Ela tinha o sonho de conhecer um cara bacana, compartilhar momentos, viver toda aquela fantasia de namoro, dormir abraçada, assistir anime, cantar músicas da Disney e cozinhar todos os pratos possíveis de todos os programas de culinária que existem no mundo.
Depois de anos, esse cara apareceu. Vamos chamá-lo de Darls.
Darls é um cara super carismático, que faz amizade por onde ele passa, falador, contador de piada, solicito, uma pessoa que todo mundo iria adorar ter como amigo.
JANEIRO 2020
Parecia que Darls sempre esteve nas nossas vidas, Akarls e eu o recebemos de braços abertos, pois víamos o quanto ele fazia Karls feliz.
Logo ele começou me pedir dicas e mais dicas de coisas que fariam a Karls feliz e nesses 5 anos de amizade eu era a pessoa que mais sabia de tudo o que a Karls gostava.
FEVEREIRO 2020
Eles oficializaram o namoro, (meio rápido, mas…), então ela entrou numa tour para conhecer todas os amigos dele, pois ele queria apresentar a namorada para as pessoas importantes na vida dele.
Darls mora a 35km de distância, num bairro distante, 2 horas de viagem no mínimo, mas ele sempre estava vindo passar mais tempo aqui.
MARÇO 2020
Pandemia chegou, isolamento social foi instaurado, pessoas em casa. Eu sou editor de vídeo, então estou trabalhando em casa desde que esse inferno começou. E quem acabou vindo para cá, também? Exatamente, Darls.
A companhia dele era agradável, e por vermos Karls feliz, nada objetamos, aceitamos naturalmente a estadia dele aqui. Mesmo que nunca tenhamos conversado isso entre nós, foi natural olharmos para a felicidade dela.
ABRIL 2020
Um mês de quarentena, eu sou uma pessoa ansiosa. Solteiro que passou da barreira dos 30, já havia sentenciado que não conheceria ninguém e morreria só, pois já estava sem esperança de conhecer alguém em um mundo sem um vírus mortal, imagina em um mundo onde estar perto 2 metros de alguém pode ser sua sentença de morte.
Eu comecei entrar numa crise terrível, comecei trabalhar demais, a fazer 12 horas de trabalho por dia e no meu tempo vago eu comecei a assistir todos os filmes e curtas gays já foram produzidos no mundo. E nisso, fiz a burrada de assistir um filme que superestimei por anos.
Brokeback Mountain.
'O que eu fiz da minha vida?'
Eu fiquei tão mal, mas tão mal, que naquela noite eu fui dormir chorando e os dias que se seguiram eu tive tanto remorso pelo final daquele filme, que certo dia eu comecei chorar na frente da Karls e do Darls enquanto a gente almoçava.
No final de abril, meu tio implorou que eu fosse na casa dele, pois estava tendo um problema entre minha mãe e minha irmã e ele estava preocupado da minha mãe acabar se metendo em um avião e vindo pra São Paulo no meio de uma pandemia. Fui, como se eu já não estivesse colapsando, ainda tinha que resolver o problema de outras pessoas.
Naquela semana, eu assisti um vídeo, tenho 80% de certeza que foi no LubaTV os outros 20% acho que foi no canal do Henry Bugalho, que falava sobre perdão, algo do tipo "se não perdoamos, do que adianta pedirmos desculpas" e eu já estava muito reflexivo.
De noite, eu estava no apartamento do meu tio, quando recebi uma notificação de que alguém tinha me seguido no Twitter.
Abri a notificação e vi que era o Lars me seguindo quase 6 meses depois. Ele não tinha twitter e tinha criado uma conta por causa da quarentena.
Minha primeira reação foi bloquear ele, mas aí bateu aquele turbilhão de coisas acumuladas nessa quarentena. O final de Brokeback Mountain, a fala sobre perdão e um detalhe sobre o Lars que pesou muito, ele tem diabetes, acho que é um tipo raro, ele desenvolveu super novo, ele toma dois tipos de insulina, ele é grupo do risco.
Sentei no sofá e me perguntei, 'o que ele queria depois de todos esses meses? Ele não entendeu o meu "Adeus"?'
Pois, bem. Fui até o Instagram, desbloqueei ele e mandei a seguinte mensagem:
"O que você quer?"
Ele levou uma meia hora pra me responder, o 'digitando…' parecia eterno.
Resumindo, ele falou que se importava muito comigo, que eu marquei a vida dele, que nunca quis se distanciar de mim, que jamais foi a intenção me magoar com o que quer que tenha acontecido e que nunca dei a oportunidade dele se explicar.
E eu respondi, que não importava o que ele tivesse para me dizer, não ia mudar a opinião que eu tinha sobre ele.
Ledo engano, meus caros.
Fui dormir às 4 da manhã, tirei tudo de dentro de mim, tudo o que eu inventei na minha cabeça. Porque no meu relacionamento anterior eu ouvi tantas mentiras, que acabei jurando que qualquer um iria mentir para mim, era o único referencial que eu tinha.
Só para que vocês saibam, era realmente um amigo, as fotos que ele tirou junto com o amigo no Beto Carrero, foram todas no celular do amigo a folga da Terça-feira, o chefe dele estava devendo uma folga para ele e como ele não iria poder tirar essa folga a mais do que as que estavam previstas para Dezembro, o chefe deu a folga pra ele na terça para que ele aproveitasse mais um dia de viagem. E sim, o ex dele ligou, ele ficou balançado, pois eles tinham tido uma história recém terminada, mas ele me contou, primeiro porque eu insisti, mas também porque ele não queria mentir pra mim, já que eu tinha todo esse problema com mentiras, então ele queria ser honesto comigo desde o início e que nunca foi a intenção dele voltar com o ex, tanto que ele não voltou, ele queria estar comigo, e que mesmo tendo passado todo aquele tempo ele nunca tinha me esquecido e não tinha desistido de mim.
Eu falei para ele que não sabia como reagir a tudo aquilo, disse que não sabia se seria capaz de confiar nele. E que ele não tivesse esperança, mas que eu iria refletir sobre tudo aquilo.
Então eu voltei pra casa e compartilhei a história com Karls e Darls.
Karls ficou meio com o pé atrás, mas Darls me apontou os erros que eu cometi, me fez enxergar o quanto eu tinha exagerado pelo medo e desconfiança que eu tinha, que não tinha nada a ver com Lars e minha ficha caiu.
Agora, tudo o que me restava era o meu orgulho, eu precisava passar por cima disso.
Voltei a conversar com Lars, aos poucos, foi difícil no início, mas ele foi muito tolerante, eu expliquei que não estava sendo fácil voltar a conversar com ele, mas que compreendi que muito daquela situação era culpa minha.
Ele começou a me mandar mensagens de manhã e a noite, de bom dia e boa noite e esporadicamente algum meme. Foram duas semanas conversando quando houve a necessidade da gente se ver. Eu não sabia como iria reagir.
Sim, ele viria aqui em casa no meio de uma quarentena, mas antes que cresça os julgamentos, moramos próximo um do outro, ele viria a pé, sem pegar nenhuma condução e num horário de pouco fluxo.
MAIO 2020
Então comuniquei que ele viria aqui em casa para Karls, Akarls e Darls. Aparentemente, achei que todos tinham recebido a notícia de bom grado.
Ele veio, a primeira coisa que ele fez foi ir para o banheiro tomar banho, com Covid não se brinca. Depois, sentamos e conversamos, e mais uma vez, eu falei tudo de novo, dessa vez olhando no olho, colocando tudo a limpo, uma conversa franca, contei de todas as impressões que eu tive de tudo o que aconteceu, como a narrativa se construiu na minha cabeça e porque agi da maneira que agi.
Em contra partida, ele disse que estava tudo bem, disse que ficou muito chateado, mas os amigos dele conversaram com ele dizendo que tinha um motivo para eu agir como eu tinha agido. Ele me falou que nunca me esqueceu e queria ter uma oportunidade de conversar comigo e esclarecer as coisas, pois sabia que tudo tinha sido um grande mal entendido. Ele falou que mandou várias mensagens para a Karls, mas não obteve resposta. E quando ele me mandou o convite no Twitter, ele disse que seria a sua última tentativa de se aproximar de mim, se não desse certo, ele mesmo desistiria de tudo.
Ele passou três dias aqui em casa, eu não me abri tanto com ele com relação a isso, mas eu senti muito remorso por como as coisas aconteceram por minha causa.
Outra coisa, lembra na mensagem, quando ele falou que tinha um presente para me dar e eu falei que não queria? Ele trouxe o presente, ele guardou o presente todo esse tempo e disse que toda vez que via o presente, ele lembrava de tudo o que a gente viveu e a coisa que ele mais queria era me dar esse presente, que ironicamente ele comprou na viagem para o Beto Carrero.
Era um funko do Harry Potter, já que eu amo muito Harry Potter. (Não, não sou transfóbico, eu amo Harry Potter desde 2000). http://imgur.com/gallery/cah0Ry7
Ele voltou pra casa dele. Continuamos a nos falar, reatar laços, ter essa troca.
Compartilhei minhas impressões com Karls e Darls, eu estava relutante, desacreditado. As pessoas subestimam relacionamentos abusivos, mas a gente carrega coisas por anos, os estragos são terríveis, estava eu provavelmente estragando uma oportunidade de ser feliz por medo de ser feliz.
As coisas foram devagar, estávamos conversando de nossas rotinas na quarentena, ele o quanto sentia falta do trabalho e não aguentava mais assistir séries e eu o quanto estava trabalhando e engordando, já que editor de vídeo trabalha em casa, praticamos isolamento social antes disso "estar na moda" (✌️ salve editores do canal, eu juro que tô escrevendo essa história que já passa de 4 mil palavras, pensando se realmente o Luba lerá essa história na Turma-Feira, fico imaginando no trabalhão que vocês vão ter pra editar, se eu puder pedir, posta a Timeline pra eu ver como ficou no final, curto muito timelines [Sim, pra quem não entende, isso é meio creep]).
JUNHO 2020
Lars voltou, veio para estar comigo no meu aniversário, inclusive ele me presenteou com Find Me do André Aciman, ele disse que queria me dar a muito tempo, pois em novembro do ano passado eu estava lendo Call me by your name e eu estava namorando pra comprar o livro quando fosse lançado, mas não deu nem tempo dele poder comprar na época.
No meu aniversário, resolvi cozinhar para comemorar, fazer escondidinho de frango. Eu estava de folga e queria fazer algo especial para Karls, Darls, Akarls e Lars. Eu passei a tarde e começo da noite cozinhando e Lars me ajudando.
Então, aconteceu o estopim de todo o caos.
Karls e Darls desceram e viram que o escondidinho não estava pronta ainda, ela fechou a cara e disse "Nossa, ainda não está pronto?". Depois eles fizeram um sanduíche e comeram e subiram, bastou aquilo pra me entristecer, até entendo que ela poderia estar com fome, mas ela bater porta de armário e a porta da geladeira acabou todo o meu ânimo, me senti super mal.
Comi aquele escondidinho triste, o clima na mesa estava tenso e na boa o que era pra ser uma comemoração no que eu acreditava ser entre família, foi a porcaria de um jantar de aniversário que eu perdi tempo fazendo.
Lars voltou pra casa dele, continuamos nos falando e estreitando os laços, aproveitando a companhia um do outro, e finalmente no meio de toda essa situação de merda que estamos vivendo no planeta, senti uma esperança de que talvez tudo daria certo, pelo menos uma vez.
Mais uma vez, ele veio passar o fim de semana aqui em casa, e foi divertido, assistimos filme, contamos piadas e o melhor, eu estava podendo dormir abraçado com ele, por a cabeça no travesseiro e não me sentir só.
JULHO 2020
O mês do caos, eu odeio Julho, por tantos motivos, sério. Eu tenho inúmeras histórias de desgraças nesse mês que PQP (Gif da Xuxa).
Lars me mandou mensagem dizendo que ele teve uma briga terrível com o sobrinho dele, na briga eles só faltaram sair na porrada, ele falou que estava mal por estar na casa da irmã dele e por toda essa indisposição com o sobrinho que tem 18 anos e é um completo folgado. Ele disse que iria procurar um lugar pra ficar, mas até lá, ele perguntou se poderia ficar aqui até encontrar esse lugar.
E como eu já fui colocado pra fora de casa pelo meu tio e me vi sozinho, eu sei o quanto é importante ter alguém pra estender uma mão amiga nessa hora.
Eu respondi que sim, mas que ia comunicar o Karls e o Akarls. Expliquei a situação Lars e eles falaram que tudo bem.
A Karls começou a fazer um freela permanente em um grande estúdio aqui de SP, então ela já não estava ficando em casa e quando estava, ficava a maior parte do tempo com o Darls, que ficou aqui em casa, mesmo ela trabalhando regularmente, já que as coisas estão flexibilizadas por aqui.
A princípio, Lars ficaria aqui até dia 10, ele tinha acertado de ir morar com um pessoal que ele achou num grupo do Facebook, mas o lugar onde esse pessoal ia morar não deu certo, pelo o que ele me contou, foi lance com a Porto Seguro, ele ficou decepcionado, porque os meninos eram legais. Então, ele voltou para a busca de encontrar um lugar pra ficar, eu inocente disse que ele poderia ficar o tempo que precisasse.
Interiormente, eu queria me redimir por toda a injustiça que foi o nosso início, queria fazer certo dessa vez, pois ele estava sendo bom pra mim e eu nunca tinha tido isso, esse convívio.
Enquanto ele estava aqui, comecei a ter companhia para o almoço, passei a comer direito, já que ele é obrigado a comer certo por causa da diabetes, eu estava até me alimentando nos horários certos. As noites assistíamos séries abraçados, até a hora de dormir. Parecia um oasis no meio de todo esse inferno que estamos vivendo, por um único instante eu esqueci de tudo de ruim.
Nesse período, ele estava procurando vários quartos, mas só encontrava cativeiros sendo alugados por mercenários.
Conforme o mês ia passando, Karls estava bem estressada com tudo e quando estava todo mundo na cozinha, ela parecia evitar querer falar com ele. No início, eu pensei que fosse TPM ou alguma coisa em particular dela com Darls.
Mas eu tive certeza que era alguma coisa com o Lars, no dia que estávamos jantando e ela veio informar que o botijão de gás tinha acabado e ela tinha comprado um novo, mas ela insinuou que estávamos cozinhando demais. Eu fiquei, sem reação, pois não esperava por aquilo, como eu falei, ela e o Darls estavam fazendo todas as receitas que existiam na internet, como que o Lars 10 dia aqui era a causa do botijão ter acabado?
Então aquilo começou a ficar espinhoso e o meu erro foi não ter confrontado. Eu comecei a me sentir acuado com o Lars e não sabia o que fazer, ele já estava numa puta situação frágil por ter saído da casa da irmã por indisposição com o sobrinho e a coisa que eu mais queria era que ele se sentisse confortável na minha própria casa.
No meio de tudo isso, ele voltou a trabalhar e eu passei a acordar cedo junto com ele, pra tomar café e abrir o portão pra ele poder sair, num desses dias, eu levantei e fui no banheiro e enquanto eu usava, a Karls bateu na porta perguntando quem é que estava lá dentro de uma maneira meio ríspida, no caso era eu, mas o Lars viu a situação toda, ele não me falou, mas eu reparei que ele parou de tomar banho de manhã antes do trabalho. Dizia ele que o banho da noite era suficiente.
Depois, ele parou de tomar café da manhã, disse que tomaria café na cafeteria que ele trabalha.
A próxima coisa que aconteceu foi um dia que eu estava na cozinha e fui informado que Karls e Akarls decidiram que não iríamos mais fazer as compras de mercado juntos. E que só manteríamos os produtos de limpeza e higiene e que o resto era cada um por si.
Confesso, que na hora não compreendi o que estava acontecendo, eu estava muito desligado, na verdade não acreditava que os meus amigos estavam me excluindo por causa do Lars, eu estava sendo ingênuo, pois não imaginaria que aquilo estava acontecendo.
No meio desse caos todo, Lars, virou pra mim e disse que a irmã dele pediu que ele fosse na casa dela. Então ele iria direto do trabalho e dormiria lá no sábado para o domingo, já que estaria de folga e voltaria pra cá no domingo a noite.
Só que ele não voltou, ele disse que a irmã dele pediu para que ele dormisse lá mais uma noite. Pensei, okay, ele vem então amanhã direto do trabalho pra cá, mas aí ele não veio na segunda, foi quando o peso de tudo bateu.
A essa altura eu já estava angustiado com tudo aquilo e direcionei minha frustração para o lado errado, em vez de confrontar quem estava causando toda essa situação insatistória, eu cobrei dele, porque ele não estava aqui. Perguntei, porque ele não queria estar mais aqui. Ele falou que queria. Então, eu perguntei porque o domingo, virou segunda e agora a segunda virou terça? Ele hesitou, aí eu perguntei se era por causa da Karls e ele disse que só não queria incomodar ninguém.
Eu fiquei mal, por ele se sentir mais incomodado na minha casa do que na casa da irmã dele com o sobrinho folgado que estava fazendo da vida dele um inferno.
Fiquei desapontado, ele veio na quarta, conversei com ele, disse que iria conversar com a Karls sobre toda essa situação. Mas já era tarde.
Era a última semana de Julho, e antes mesmo que eu pudesse conversar com a Karls, Akarls chegou dizendo que não dava mais para dividirmos a conta de água como estávamos fazendo, por 3, teríamos que dividir por 5, já que a conta ficou mais cara.
Na sexta-feira daquela semana, Lars encontrou um quarto numa casa que ele meio que alugou as pressas e ele se mudaria na primeira segunda de agosto. Quando eu pude confrontar Karls, no sábado, sobre tudo aquilo, já era tarde. Falei que fiquei chateado deles quererem repartir a conta da casa por 5 com o Lars pelo mês que ele passou aqui, mas isso nunca foi nem cogitado nos 5 meses do Darls aqui. Falei que fiquei decepcionado por ela não ser capaz de enxergar a minha felicidade. Por não ser capaz de ver o quanto eu estava feliz, como eu enxerguei a felicidade dela com o Darls e o recebemos de bom grado dentro de casa por causa da felicidade dela. Disse que foi muito cômodo pra ela ter alguém pra poder dormir junto, assistir coisas juntos, ter os momentos a dois e quando eu pude ter o mesmo, ela não olhou para mim com os mesmos olhos.
Enfim, Lars se mudou, tomei esse tempo que poderia estar assistindo uma série com ele para escrever tudo isso. Angustiado e decepcionado. Darls não tem culpa de nada do que está acontecendo, mas agora acho completamente injusto ele estar aqui e o Lars não estar, não sei o que fazer, minha vontade é de falar, "acabou a quarentena para os dois, pode voltar para sua casa". Me sinto injustiçado e triste por alguém que eu amo tanto, não ter sido capaz de enxergar que eu estava feliz. É isso, estou esperando a próxima sessão da minha terapia e Karls e Darls estão lá no quarto dela e eu estou só.
E para finalizar, essa foi minha conversa agora a pouco com o Lars.
Lars https://imgur.com/gallery/PRrxEI6
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2020.07.30 05:40 altovaliriano Um Julgamento de Sete para Cersei Lannister

Ao final de A Dança dos Dragões, Kevan Lannister nos conta que Cersei finalmente conseguiu nomear à guarda real o campeão invocado por Qyburn (Sor Robert Forte) e requisitou à Fé que, ao invés de ser julgada por sete juízes como ocorreu a Margaery, lhe seja conferido a provar sua inocência via julgamento por combate:
Temos duas rainhas para julgar por alta traição, como devem se lembrar. Minha sobrinha escolheu julgamento por combate, segundo me informou. Sor Robert Forte será seu campeão.
(ADWD, Epílogo)
A rainha vinha lutando para arranjar um campeão decente, haja vista que sua guarda real estava desfalcada, algo que Cersei pensava justamente em usar contra Margaery Tyrell.
Como rainha, sua honra tem de ser defendida por um cavaleiro da Guarda Real. Ora, qualquer criança em Westeros sabe como o Príncipe Aemon, o Cavaleiro do Dragão, foi o campeão de sua irmã, a Rainha Naerys, contra as acusações de Sor Morghil. Mas com Sor Loras tão gravemente ferido, temo que o papel de Príncipe Aemon tenha de cair sobre um de seus Irmãos Juramentados – encolheu os ombros. – Mas quem? Sor Arys e Sor Balon andam longe, em Dorne, Jaime está em Correrrio, e Sor Osmund é irmão do homem que a acusa, o que deixa apenas... Oh, puxa…
Boros Blount e Meryn Trant – Senhora Taena soltou uma gargalhada.
(AFFC, Cersei X)
Afinal, Blont e Trant eram considerados ambos péssimas opções.
Margaery não respondeu de imediato, mas seus olhos castanhos estreitaram-se com suspeita.
Blount ou Trant – disse por fim. – Teria de ser um deles. Gostaria disso, não? Osney Kettleblack faria qualquer um deles em pedaços.
(AFFC, Cersei X)
Entretanto, com Sor Robert a seu lado as chances de Cersei vencer seu julgamento por combate aumentam significativamente, de forma que ela poderia passar a perna na Fé e no Alto Septão. Alguém poderia arguir que a Fé gostaria de inspecionar o campeão de Cersei antes de permitir que ele entre no julgamento, porém isso seria completamente fora das regras que conhecemos até agora.
Portanto, qualquer inovação neste sentido poderia dar argumentos aos apoiadores do regime Lannister contra a transparência e legalidade do julgamento, especialmente quando se têm em mente que Cersei será julgada antes de Margaery (no epílogo, a data de Cersei foi marcada, mas não há menção sobre a de Margaery). A invenção de novas regras para Cersei poderia deixar os Tyrell e seus vassalos (e seus exércitos) pouco à vontade sobre o que esperar no julgamento de Margaery, para dizer o mínimo.
Entretanto, existe uma coisa que está no direito da Fé fazer para minar as chances de Cersei vencer com escolha de um campeão que não pode morrer, ao mesmo tempo em que aumenta-se a legitimidade e sacralidade do julgamento por combate, ao invés de reduzi-la.
Dunk estava perdido.
Vossa Graça, meus senhores – disse, dirigindo-se para o estrado. – Não entendo. O que é esse julgamento de sete?
O Príncipe Baelor se mexeu com desconforto em seu assento.
É outra forma de julgamento por combate. Antigo, raramente invocado. Veio do Mar Estreito com os ândalos e os sete deuses. Em qualquer julgamento por combate, o acusado e o acusador pedem aos deuses que decidam a questão entre eles. Os ândalos acreditavam que se sete campeões lutassem de cada lado, os deuses, sendo assim honrados, ficariam mais dispostos a intervir e garantir que o resultado justo fosse alcançado.
(O Cavaleiro Andante)
Os eventos descritos no conto ‘O Cavaleiro Andante’ ocorrem aproximadamente cem anos antes de ‘As Crônicas de Gelo e Fogo’ e já nessa época é dito que um julgamento dos Sete não ocorria “há mais de cem anos”. Porém, o conto foi lançado em 1998, antes mesmo do lançamento de A Fúria dos Reis, o que fortalece a impressão de que Martin apenas estava ensaiando o acontecimento para lança-lo em algum momento nas ‘Crônicas’.
Entretanto, quatro livros foram lançados e Martin nunca trasladou o evento dos Contos de Dunk e Egg para a saga principal. O que nos leva a crer que ele o fará agora? Bem, aparentemente, por que o novo Alto Septão gosta de honrar o número sagrados dos ândalos:
A delegação da Fé era liderada por seu velho amigo, Septão Raynard. Seis dos Filhos do Guerreiro escoltaram-no pela cidade; juntos faziam sete, um número sagrado e favorável. O novo Alto Septão, ou Alto Pardal, como o Rapaz Lua o apelidara, fazia tudo em grupos de sete.
(AFFC, Cersei VIII)
E de fato, o Alto Pardal já inovou no julgamento de Margaery Tyrell, que será julgada por sete juízes, não por coincidência, mas em referência explícita ao número sagrado dos ândalos:
Tommen ama tanto sua pequena rainha, Vossa Santidade, que temo possa ser difícil para ele ou seus senhores julgá-la com justiça. Talvez o julgamento deva ser conduzido pela Fé?
O Alto Pardal uniu suas mãos magras.
Tive essa mesma ideia, Vossa Graça. Tal como Maegor, o Cruel, tirou um dia as espadas da Fé, assim Jaehaerys, o Conciliador, nos privou das balanças da justiça. E, no entanto, quem é verdadeiramente digno de julgar uma rainha, além dos Sete no Céu e dos devotos na terra? Um número sagrado de sete juízes presidirá este caso. Três serão do seu sexo, feminino. Uma donzela, uma mãe e uma velha. Quem poderia estar mais preparado para julgar a imoralidade das mulheres?
Assim, não seria fora do personagem do Alto Pardal poderia invocar um Julgamento de Sete caso sentisse que Cersei estaria de alguma forma tentando trapacear na escolha do campeão. Afinal, quando Cersei ordenou que Osney Kettleblack confessasse ter se deitado com Margaery, o Alto Pardal foi rápido em perceber que havia algo de errado e tomar as rédeas da situação, dentro de suas competências:
Ele lhe disse a verdade. Veio ter com você de livre e espontânea vontade e confessou seus pecados.
Sim. Ele fez isso. Já ouvi muitos homens confessarem, Vossa Graça, mas raramente ouvi um homem tão contente por ser tão culpado.
(AFFC, Cersei X)
O que é mais marcante neste caso é a forma com a qual o Alto Pardal vinha conduzindo a conversa com Cersei. Ao ficarmos sabendo momentos depois que ele ouvia Cersei pedir clemência por Margaery enquanto já havia obtido a confissão de Kettleblack, percebemos a natureza perniciosa e astuta do novo Alto Septão. E a escolha de um Julgamento de Sete tem diversos desdobramentos que poderiam complicar ainda mais a absolvição de Cersei sem que ninguém pudesse dizer que o Alto Pardal a estava perseguindo ou encurralando maliciosamente.
Terei que lutar contra sete homens, então? – Dunk perguntou, desesperado.
Não sozinho, sor – o Príncipe Maekar respondeu, impaciente. – Não banque o tolo, não vai adiantar. Deve ser sete contra sete. Precisa encontrar mais seis cavaleiros para lutar ao seu lado.
(O Cavaleiro Andante)
Dessa forma, Sor Robert não poderia defender sozinho a honra da Rainha. Haveria de ter mais cavaleiros. E como Rainha, Cersei somente poderia lançar mão dos homens da Guarda Real, como ela e o Alto Pardal estavam em consenso.
[Cersei] – Isto será o melhor. Com certeza, Margaery tem o direito de exigir que sua culpa ou inocência seja provada por combate judiciário. Se assim for, seu campeão deve ser um dos Sete de Tommen.
[Alto Pardal] – Os Cavaleiros da Guarda Real serviram como os legítimos campeões do rei e da rainha desde o tempo de Aegon, o Conquistador. A Coroa e a Fé falam a uma só voz quanto a isto.
(AFFC, Cersei X)
Porém, fazer com que os Sete Cavaleiros da Guarda Real compareçam a Porto Real não será possível. Jaime e Balon Swann estarão em missões próprias sem comunicação direta com Porto Real. Loras está mortalmente ferido em Pedra do Dragão. Dessa forma, só restariam a Cersei 4 cavaleiros: Robert Forte, Meryn Trant, Boros Blount e Osmund Kettleblack.
Só que a situação de Sor Osmund também é complexa, haja vista que “Sor Kevan jogara Osmund Kettleblack (e seu irmão Osfryd) nos calabouços na mesma hora em que Cersei confessara que tomara os dois homens como amantes” e o plano é que eles sejam enviados “a Muralha, se admitirem sua culpa. Se a negarem, podem encarar Sor Robert.” (ADWD, Epílogo).
Assim, mesmo que por alguma ventura Sor Osmund venha a lutar no julgamento de Cersei seria difícil de acreditar que ele lutaria até a morte para defender a rainha. E as regras do julgamento de Sete permitem que um cavaleiro se renda ao invés de lutar até a morte.
Se Sor Duncan for morto, significará que os deuses o julgaram culpado, e a disputa estará acabada. Se ambos os acusadores forem mortos ou retirarem as acusações, significará o mesmo. De outro modo, todos os sete de um lado ou do outro deverão perecer ou se render para que o julgamento termine.
(O Cavaleiro Andante)
De todo modo, a questão é que Cersei teria que destituir Jaime, Balon e Loras (e talvez Osmund) e arranjar 3 (ou 4) novos guardas reais para entrar no julgamento, o que parece especialmente difícil no momento atual.
Especialmente se Mace Tyrell se tornar regente de Tommen com a morte de Kevan Lannister, pois aí a seleção dos guardas reais necessariamente passaria por seu crivo. Isso dificultaria que Cersei arranjasse mercenários (como Bronn), ávidos para ganhar o favor da Rainha. Sem falar que Mace dificilmente aceitaria a destituição de seu filho da guarda real (mas a depender das compensações oferecidas pode pensar melhor).
A questão é que estas dificuldades seriam extremamente convenientes para a Fé, uma vez que o não preenchimento destes requisitos poderia acabar com o julgamento antes mesmo de ele começar, o que tornaria a nomeação de Sor Robert completamente inútil.
Ou seja, se Cersei não conseguir que a guarda real inteira compareça a seu julgamento, ou não consiga formar uma nova guarda, será considerada culpada de todos os crimes, antes mesmo que qualquer combate se realize.
Vossa Graça, meus senhores – ele disse –, e se ninguém quiser ficar ao meu lado?
Maekar Targaryen olhou para ele friamente.
Se a causa é justa, bons homens lutarão por ela. Se não conseguir encontrar campeões, sor, significa que é culpado. Pode algo ser mais claro?
(O Cavaleiro Andante)
Aqui me parece haver duas possibilidades.
A primeira é que Cersei não consiga suprir a regra, seja condenada, tenha sua execução agendada para depois do julgamento de Margaery, mas durante este evento a Rainha Mãe execute a Conspiração do Fogovivo 2.0. Dessa forma, não veríamos Sor Robert em ação no julgamento, mas ele seria poupado para posteriores atos de grande violência.
A segunda é que Cersei consiga arranjar os guardas reais reminiscentes entre homens de lealdade duvidosa e Mace Tyrell os aprove tanto por pressão, quanto por acreditar que eles não sobreviverão ao julgamento, ou mesmo que se renderão ao primeiro sinal de dificuldade. Entretanto, Sor Robert será capaz de vencer praticamente sozinho todos os sete campeões da Fé, em um feito sobrehumano de combate. E assim a Rainha estará livre, mas ainda assim executaria a Conspiração do Fogovivo 2.0.
.
O que vocês acham? Acham que poderá acontecer assim?
Pensam que Sor Osmund será permitido a lutar? Cersei conseguiria achar os guardas reais restantes? Quem seriam possíveis candidatos à nova guarda de Cersei?
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2020.07.06 00:45 dukaymon Ou os dois são loucos ou nenhum é.

Dia 1: Mário pega no carro e foge, saindo do concelho.
Dia 2 a dia 10: após abandonar o carro num parque de estacionamento a 230 km de casa, Mário esconde-se num pinhal e aí fica até acabaram as poucas latas de comida que trazia na mochila.
Dia 11 a dia 33: alimentado-se de frutas e vegetais que vai roubando de campos agrícolas e sem nunca ficar no mesmo sítio mais do que um dia, Mário encontra-se já a 300 km de casa, perto da fronteira.
Dia 33 a dia 77: sem se atrever a aproximar-se da civilização, por medo que o reconheçam (e não só), no meio do mato Mário encontra refúgio num casebre abandonado, envolto em silvas e arbustos, que funcionam como camuflagem, impedindo que mesmo o transeunte mais atento pudesse vislumbrar o edifício aí escondido. Na praia deserta que fica a 500 metros do local, Mário obtém o alimento que precisa e bebe a água da chuva que se acumula num pequeno tanque decrépito atrás do casebre.
Dia 78: Mário tenta pôr fim a tudo.

"Desculpem-me o mal que vos causei", lia-se na carta, "mas quero que saibam que, tal como rio rebenta o dique e inunda os campos em seu redor, se vocês sofrem por minha culpa, é porque não consegui conter em mim tanto sofrimento."
Dobrou a folha ao meio e deixou-a sobre um banco. Uma lágrima tinha esborratado o texto, deixando uma das palavras totalmente ilegível e, de forma parcial, a palavra que lhe antecedia e a palavra seguinte, mas ele nem reparou. Também não interessava, provavelmente ninguém iria descobrir aquela carta.
Levantou-se, saiu do casebre e caminhou nervosamente até à arriba de onde decidira que haveria de ser conduzido pela gravidade até ao abismo álgido e salgado que o tinha vindo a seduzir sempre um pouco mais de cada vez que o contemplara.
Era um dia ventoso e borralhento, mais ventoso ainda à beira mar, no cimo da falésia. Lá em baixo o mar castigava as rochas impassíveis que outrora haviam estado cobertas por um amplo lençol de areia.
Mário olha para baixo e murmura sofridamente:
-Como é possível que isto já tenha sido uma praia, e eu tenha sido tão feliz nela!
E não contém as lágrimas quando à mente lhe vêm as imagens dos longos e soalheiros dias de verão passados naquele lugar com os amigos, na adolescência.
Vinte anos separavam essas memórias do presente, vinte anos que, a bem dizer, pareciam cem ou mesmo vinte anos vividos por uma pessoa diferente, de tão antipodal era o seu estado de alma na altura em que decide suicidar-se, face à alegria, a energia e o fulgor do seu espírito na juventude.
Mário tentava sempre, quando ainda fazia um esforço para não desistir de viver, impedir-se de recordar esses bons momentos do passado, por saber que lhe agravavam a dor do presente. "O mau não parece tão mau a quem nunca conheceu o bom. Tomara que nunca tivesse experimentado a felicidade!", pensava ele.
Mas agora que está prestes a acabar tudo, que mal advinha de deleitar-se uma última vez com o sol e o calor desses Verões longínquos? A dor terminaria em breve.
- Seja esta a minha última refeição de condenado, um festim para as sensações! - disse ele.
A sua mente é então invadida por todas essas boas recordações que tanto procurara reprimir: as gargalhadas de fazer doer a barriga, os planos e objectivos idílicos para o futuro, a descoberta do prazer da sexualidade, as fogueiras acendidas pouco antes do Sol mergulhar no mar, com o intuito de obrigarem a praia a dar palco à sua puberdade até durante a noite.
Mário trauteia uma música da adolescência, de um desses Verões insuportavelmente felizes, e conforta-se com acreditar que dentro dos vãos e grutas daquela defunta praia ainda é possível ouvir o eco da sua melodia.
No alto do precipício o vento fustiga-o, e ele, de olhos fechados, imagina-o como sendo os seus amigos a saltarem para cima dele em jeito de brincadeira.
Esteve assim largos minutos, a colher quanta felicidade podia colher de um campo de alegrias já ceifado há muito. Até que a noção do presente retorna, para converter essa alegria em suplício: a realidade desesperante que põe fim à miragem de um oásis.
A chuva começava a cair tímida e lentamente, mas era perceptível que se estava a tornar ligeiramente mais forte a cada minuto que passava. Mas o vento, pelo contrário, seguia o sentido oposto ao crescendo da chuva.
-Ah, sim, o último banho do meu último dia de praia - diz Mário sarcasticamente, no seu habitual exercício de auto-comiseração, levantando a cabeça para encarar a chuva.
- Basta! - resmungou ele, cheio de repulsa de si mesmo, por não conseguir deixar de tratar com sarcasmo nem mesmo aquele que era o momento mais sério da sua vida.
Dito isto, baixa a cabeça, fita o abismo, vendo o mar que parecia aumentar de fúria, ofendido com a indiferença dos rochedos, e, sem ponderar um segundo, por medo que a coragem lhe viesse a faltar, dá aquele que pretende que seja o último mergulho da sua vida.
Mantém os olhos fechados e sente nos ouvidos o assobio do ar, que sobrepõe-se ao som da ira do oceano. E assim vai descendo, até que, de súbito, vê as memórias da sua vida, que naquele derradeiro momento parecem-lhe mais vívidas do que alguma vez pareceram, darem lugar a memórias estranhas e alheias a tudo o que vivera, e mas mais bizarro ainda: vê-as, não da sua perspectiva, mas da perspectiva de outra pessoa, que ele não fazia ideia de quem era.
Assustado, abre os olhos de repente e vê o mar a uns quantos metros de distância. Depois disso não se lembra de mais nada.

Quando acordou, Mário deparou-se com uma enfermeira que, empunhando uma seringa, tentava encontrar uma veia no seu braço. Ao vê-lo acordar, a enfermeira apressa-se a chamar um médico.
- O que é que aconteceu? - pergunta Mário, desorientado, ao médico que lhe auscultava o peito.
-Não se lembra do que aconteceu? - pergunta o médico. - O senhor atirou-se de uma falésia. Por sorte, ou mesmo por milagre, caiu numa zona em que a água tinha profundidade suficiente para que não tivesse morte imediata nas rochas. O hospital irá contactar a sua mulher e o o seu filho para informá-los que o senhor já se encontra consciente.
-Desculpe!? Mulher e filho? Eu sou solteiro e vivo com os meus pais! Enganou-se no paciente.
O médico, surpreendido, observa a sua ficha clínica e pergunta-lhe:
- Você não se chama Mário Costa Figueiredo?
-Sim - respondeu Mário.
-Então não há nenhum engano!
-Não, desculpe, há de certeza um equívoco... - retorna Mário, irritado e, ao tentar levantar os braços em protesto, repara que um deles estava algemado à cama.
- Ah, sim já me lembro, apanharam-me finalmente! Mas eu não tenho família nenhuma! Nem sou responsável pelo crime que me atribuem!
O médico calou-se, na dúvida entre estar perante um legítimo caso de amnésia ou um criminoso a mentir para tentar passar a ideia de que estava inocente.
Disse: "eu volto já" e afastou-se.
Os dois polícias que estavam de vigia à porta da sala onde Mário estava internado entraram assim que o médico avisou-os que ele tinha acordado e, a alguma distância, fitaram-no com cara de poucos amigos e trocaram entre si palavras que Mário não conseguia ouvir.
Provavelmente insultos, pensou Mário.
E pela razão certa, mas não contra a pessoa certa. Mário era suspeito de matar uma mulher grávida. O crime fora gravado e a cara dele tinha aparecido na televisão, mas não era ele.
Porém, o facto de se ter posto em fuga não fizera nenhum favor à sua reputação de auto-proclamado inocente, embora se ele próprio se tinha visto em vídeo a cometer aquele crime hediondo, seria impossível parecer mais culpado mesmo que tivesse ficado placidamente sentado no sofá à espera que a polícia arrombasse a porta de sua casa para o prender.
Setenta e oito dias em fuga andou Mário, até ser encontrado inconsciente na praia, após a tentativa falhada de suicido.
Mas porque fugiu Mário? E porque se tentou matar? As respostas, que parecem óbvias - não ser injustamente condenado por homicídio e estar cansado de viver como um pária fugitivo - não satisfazem totalmente as perguntas. Se esses foram factores a ter em conta, havia contudo algo de mais profundo, mais inquietante e mais assustador - ele fê-lo porque, no seu íntimo, sentia-se de alguma maneira culpado pelo crime que não cometeu.
Um Mário completamente seguro da sua inocência talvez não fugisse se o acusassem de um crime cometido por outrem. E decerto que jamais aceitaria carregar a culpa alheia por um crime, mesmo que todas as testemunhas jurassem pelos parentes defuntos que o tinham visto a disparar a arma. Nem mesmo que ele se tivesse visto a matar a vítima, como de facto viu. Nem mesmo que a sua vida dependesse disso. Mário estava inocente e sabia-o com toda a certeza, mas sabia também, com equivalente grau de certeza, que era (um pouco) culpado.

Mas os problemas de Mário não começaram com o homicídio.
Um estranho acontecimento ocorrido vinte anos antes, fora o que dera início à inexorável descida de Mário ao abismo.
Mário sempre jurou que pouco tempo antes do acidente que o tinha deixado desfigurado, tivera uma premonição. Um sentimento repugnante, um misto de desespero e medo avassalador, acompanhado por um arrepio na espinha, que sentira ao ver um relâmpago cair no sítio onde meses mais tarde seria atropelado por um carro.
Estropiado e desfigurado, não foi mais capaz de arranjar emprego e muito menos manter uma vida amorosa com uma mulher. Tinha passado os últimos vinte anos da sua vida a viver em casa dos pais, dependente destes, sem quase nunca sair à rua. Um adulto que nunca experimentara ser adulto, alguém que ia envelhecendo mas cuja vida parara para sempre na adolescência.
Sem coragem para matar-se, a única coisa que desejava, dia a pós dia, era a morte.


As provas não deixavam margem para dúvida: as impressões digitais recolhidas no local do crime eram dele, bem como ADN. Se ele não era culpado deste crime, as prisões estavam cheias de inocentes.
E no entanto não era culpado, asseverava ele com toda a convicção e honestidade possíveis de se encontrar num inocente injustamente acusado.
Mário foi condenado à pena máxima. A "sua" mulher esteve presente no julgamento, chorosa, desolada, horrorizada. E na cara de Mário era patente a incredulidade de um viajante do tempo que encontra no futuro um mundo tecnologicamente impossível de conceber na sua era. Estarei louco?, pensou ele. E foi nisso que preferiu acreditar, confrontado com a sua "nova" realidade. Mas não cometi aquele crime, posso estar louco mas não sou assassino!
A mulher visitou-o relutantemente apenas uma vez na prisão. Quando, durante essa visita, ele lhe disse que nunca a tinha visto na vida e que não tinha filho algum, nem com ela nem com ninguém, ela sentiu alívio por ter sido ele a pôr fim a tudo. Se fosse eu a rejeitá-lo, ele ainda me mandava matar!, pensou ela à saída da prisão.Mário depressa se aclimatou à vida de recluso, que ele não considerava pior que a vida miserável que tinha levado durante os últimos vinte anos, enclausurado em casa dos pais. Ao fim do primeiro ano, Mário decide escrever um livro, uma espécie de biografia "barra" apologia da sua inocência.
Falou da premonição, do acidente meses mais tarde, da visão que teve quando se tentou matar; tentou demonstrar o seu álibi para a momento do crime e falou das suas famílias: a verdadeira, os pais, dos quais nunca mais teve notícia e nunca mais não foi capaz de encontrar, como se nunca tivessem existido (a casa onde viviam também não existia), e da nova família e nova vida que o universo lhe atribui depois de se ter atirado da falésia.

O manuscrito chamou a atenção do psiquiatra que acompanhava Mário. O psiquiatra tinha diagnosticado Mário com amnésia retrógrada e classificara as memórias anteriores ao acidente de confabulações.
O psiquiatra tinha um amigo, Alexandre, um sujeito lunático mas interessante, que tinha interesse no ocultismo, em particular na parapsicologia. O psiquiatra, Carlos de seu nome, que gostava de ficar a ouvir o seu amigo e antigo colega de faculdade a debitar disparates fantasiosos mas originais quando se encontravam aos domingos à tarde, na casa deste último, sempre com um leve sorriso de troça na cara, sem, contudo, ser desrespeitoso e sem que Alexandre levasse a mal, decidiu mostrar-lhe uma cópia do manuscrito, com a autorização de Mário.
Numa terça-feira de manhã, no caminho para o trabalho, Carlos parou na casa do seu amigo e entregou-lhe o manuscrito, na expectativa de ouvir Alexandre discorrer sobre o assunto no domingo seguinte.
- Olha o que um recluso lá da prisão escreveu. Diverte-te.
E saiu um pouco apressado, pois já ia atrasado.
Domingo chegou, e, para quebrar o hábito, era Alexandre que batia à porta de Carlos logo após o almoço e não o inverso, como sempre sucedera. Estava nervoso e efusivo, como um adolescente prestes a perder a virgindade.
- Tenho de falar com esse tipo. A que horas podem os prisioneiros receber visitas? - perguntou Alexandre.
Carlos tentou demovê-lo, pois não lhe agradava a ideia que um doente mental como Mário, e ainda por cima um paciente seu, fosse influenciado por um excêntrico como Alexandre, por mais bem-intencionado que fosse. Discutiram e foram-se zangando gradualmente mais com o decorrer da discussão. No fim, para não arruinar aquela amizade que ambos prezavam, Carlos concedeu que Alexandre visitasse Mário, até porque não havia maneira legal de o impedir.

O dia em que Mário e Alexandre se conheceram chegou, e, assim que Mário o viu, pensou tratar-se de algum daqueles "novos" parentes ou amigos da sua realidade pós tentativa de suicídio.
- Ah, sim, você é o tal amigo do psiquiatra - disse Mário, aliviado por não ser nada daquilo que esperara.
Alexandre disse que lera o livro e Mário interrompeu-o:
-Deve pensar que eu sou maluco ou mentiroso, não é? - acrescentou ele.
Houve uma pausa e Alexandre, num tom sério, respondeu:
- Não, não acho...
Os olhos de Mário acenderam-se e, após alguns uns segundos, perguntou:
Quer dizer que você... acredita?
Uma pausa, mais longa que a anterior, separou a pergunta de Mário da resposta de Alexandre. Alexandre aproximou a cara do vidro e, como que reconfortando um amigo em sofrimento, diz com voz baixa mas firme:
- Acredito.
Mário pergunta imediatamente, incrédulo e extático:
-Acredita que eu sou inocente ou no resto? Ou em tudo?
Alexandre diz:
-Acredito que teve de facto aquilo a que chama de "premonição". Acredito que viu o que viu quando se atirou para o mar e, embora não descarte a hipótese de amnésia, creio que é possível que esteja a ser sincero quando diz que a sua família não é de facto a sua família. Quanto ao crime, devo ser a única pessoa no mundo que não está convicto da sua culpabilidade.
Mário não sabia o que achar. A realidade para ele não fazia sentido. Se ele próprio vira-se a cometer o crime e sentia-se um pouco culpado por isso, embora soubesse que não o cometera, e se havia provas irrefutáveis que apontavam para si, como é que era possível que alguém duvidasse disso, ainda para mais um total desconhecido como Alexandre? Uma realidade em que Mário era casado e tinha um filho, era uma realidade em que também podia existir alguém como Alexandre. Mas provavelmente estava louco, como preferia acreditar.
Quase a chorar, Mário pergunta:
-O que o leva acreditar em mim?
Alexandre diz:
-Conhece o conceito de doppelganger?
- Sósias? Sim - respondeu Mário.
-Certo - retorquiu Alexandre-, mas não me refiro somente a pessoas apenas com similaridades físicas com outras pessoas sem parentesco. Falo de uma relação entre dois ou mais indivíduos que vai além do que é meramente o aspecto físico, a uma relação de transcendência psicológica, uma ligação talvez metafísica entre mentes.
-Desculpe, mas não acredito nessas coisas - retrucou Mário. - E não vejo o que tem isso a ver com o meu caso. Está a querer dizer que foi um sósia meu que cometeu o crime?
-Não acredita, mas no entanto jura que a sua família foi trocada, que não cometeu o crime apesar das evidências e que viu a vida de outra pessoa à frente quando tentou matar-se. Se não acredita, então só podemos concluir que é louco, certo? E para além disso, é você que afirma ter tido uma "premonição". Ora, não acredita em si próprio? Loucura por certo...

Mário, sentiu-se tocado. Nunca revelara a ninguém que achava que talvez estivesse louco. Mas que outra explicação haveria?
-Não me diga que o meu sósia também tem o meu ADN e as minhas impressões digitais? - disse Mário, um pouco desdenhoso. - E quando eu falei de premonição, se você leu mesmo livro, decerto se lembrará que não invoquei explicações paranormais. Eu senti que algo de mau ia acontecer, e aconteceu. Foi apenas isso, um sentimento. Se eu "adivinhei" o futuro ou se foi um sinal "dos Céus" abstenho-me de especular.
Pense nisto - disse Alexandre-, tal como duas pessoas diferentes, sem qualquer contacto entre si, podem acertar nos números da lotaria, também é possível, mas extremamente improvável, que duas pessoas tenham o mesmo ADN. A probabilidade é tão baixa que no mundo você não encontrará ninguém geneticamente igual a si, mas se a população mundial fosse suficientemente numerosa, seria possível encontrar; e quanto mais numerosa fosse, mais probabilidade haveria. Seriam seus "gémeos" idênticos, apesar de não serem filhos dos mesmos pais... - Mário ia dizer algo, mas Alexandre aumentou e apressou a voz de modo a impedido de exprimir-se. - Quanto à premonição, se você pressentiu algo de mau que iria acontecer meses depois, então é óbvio que temos de recorrer a explicações não usuais para isso, pois prever o futuro não é considerado possível pela ortodoxia científica. Dou-lhe o seguinte exemplo como forma de fazê-lo perceber melhor onde quero chegar:
"Há várias décadas, na Austrália, um homem, incapaz de adormecer, decide ir à varanda para apanhar ar. No momento em que vê a lua cheia sente uma repulsa macabra inexplicável, como nunca tinha sentido, um mal-estar físico como se tivesse ingerido algum veneno. Era perto da meia-noite. No dia seguinte, a polícia bate à sua porta e informa-o que a sua filha fora assassinada. O médico legista determinou que ela tinha sido morta por volta da meia-noite.
"Não havia maneira do pai saber que a filha estava a ser assassinada a dezenas de km de distância, no entanto esse acontecimento foi sentido por ele de algum modo, a não ser que acreditemos que se tratou de uma coincidência.
"Isto costuma acontecer também com gémeos idênticos, em que um deles é sensível ao que se passa com o outro."
-Continuo sem perceber o que tem isso a ver comigo - disse Mário.
-Da mesma forma que a mente consegue sentir a dor ou alegria de alguém que nos é biologicamente próximo, ou mesmo idêntico, você, como confessou no seu livro, talvez sente-se um pouco culpado pelo crime porque aquele poderia ser o seu irmão gémeo ou algum "clone" sem relação a si, como referi há pouco. Esta - um irmão gémeo - seria a explicação mais simples, e portanto mais plausível, para o sucedido. Mas como acreditar nisto se você próprio confessou o crime na sua carta de despedida? E se eu acreditasse nisto não estaria aqui.
Mário ficou atónito:
-Desculpe?
Alexandre, que não estava surpreendido com a surpresa de Mário, não que achasse que ele estava amnésico ou a fingir, diz:
-Sim, após acordar no hospital você revelou o seu esconderijo à polícia e lá encontraram a sua carta, na qual desculpava-se pelo sofrimento causado à sua mulher e filho e confessava o homicídio da sua amante grávida. .
-Não, lamento, isso não aconteceu. Eu escrevi uma carta, sim. Mas como tem você conhecimento disso? - pergunta Mário. Que um estranho tivesse conhecimento de uma carta que nem a polícia que investigou o crime e perseguiu Mário durante quase três meses conhecia, seria motivo de estupefacção e medo para qualquer pessoa, mas em Mário, que já passara e continuava a passar por coisas mais bizarras, isso não causou tanto espanto como deveria. Mário acrescenta:
-Mas não escrevi isso que diz. E para além disso, a polícia, que eu saiba, nunca encontrou a carta porque eu, com vergonha, nunca mencionei o esconderijo. Não queria que a minha carta de despedida fosse descoberta tendo eu sobrevivido, seria vergonhoso demais. Mas em nenhum parágrafo da carta admiti o crime, pois não o cometi. Apenas pedia desculpa aos meus pais pelo sofrimento que lhes causei, motivado pelo sofrimento que eu sentia.
-Lembre-se, eu acredito que esteja a ser sincero quando diz o que diz. E que essa sinceridade não advém das confabulações em que um amnésico acredita, mas correspondem aos factos.
"Eis o que eu acho: você não matou aquela mulher. Mas você também matou-a. E as suas duas famílias são ambas suas mas não ao mesmo tempo. E as memórias que viu na mente são suas e e não são suas, pois foram e não foram vividas por si.
"Aquela sua premonição, tida no momento de uma descarga de energia - o relâmpago - foi a recolecção, por parte da sua mente, da informação de um evento que tinha acontecido no futuro, mas um futuro doutro universo, futuro esse que, em relação à linha temporal do nosso universo, seria um acontecimento do passado. Doutro modo, você não poderia ter tido a premonição, pois a causa (o acidente) teve de anteceder o efeito (a premonição do acidente) para que aquele pudesse ser previsto. Como, de acordo com as leis da física, as causas nunca antecedem os efeitos, o acidente teve de ocorrer primeiro noutro universo para que o conhecimento dele neste universo pudesse anteceder o seu acontecimento neste universo. É esta, a meu ver, a explicação para o fenómeno vulgarmente denominado «premonição»: a falsa «previsão» do futuro que não é mais que a lembrança, neste universo, de um evento já ocorrido noutro universo e que irá também ocorrer neste. E falo da verdadeira premonição, não da ilusão de premonição que advém das naturais falhas e vieses cognitivos da mente humana."
-Agora você já está a abusar- disse Mário. - Ou você é mais louco do que eu ou está a fazer pouco de mim.
Alexandre esboçou um sorriso, mas logo ficou sério:
- Não, repare, o que eu lhe estou a tentar dizer é que acredito que cada um de nós tem pelo menos um outro "eu", e talvez uma infinidade de "eus", que existem simultaneamente connosco, mas não aqui. O que acontece, na minha opinião, é que, por razões que ainda não vislumbro, às vezes esse(s) diferente(s) universo(s), ou partes dele(s), como você, ou eu, ou uma cadeira, ou uma árvore, ou um simples átomo, cruza(m)-se com o nosso, da mesma maneira que duas linhas de pesca se emaranham ao cruzarem-se, ou como dois fios de electricidade, que correm paralelos de um poste ao outro, tocam-se quando há vento. E ao fazerem-no podem trocar matéria, energia e informação. As memórias que você viu, e que se calhar irá ver com mais frequência, ou nunca mais, são as memórias do seu outro "eu" de um universo paralelo, com o qual você trocou informação. A "nova" vida que todos dizem ser sua após a queda no mar, talvez não seja mais que a "sua" vida de um universo paralelo. Talvez você não seja deste universo, ou talvez sejamos nós, e quando digo nós refiro-me à totalidade do que existe neste universo, que estejamos a mais; se calhar este universo, ao emaranhar-se com outro, foi esvaziado do seu conteúdo original, excepto você, e preenchido com o conteúdo desse outro universo. E agora você, neste seu universo, paga pelo crime que o seu outro eu cometeu naquele nosso universo. E o seu outro eu deve andar por lá livre como um passarinho. Que bela forma de escapar à justiça, não acha?
"E às vezes, creio que acontece o seguinte: quando dois universos se «cruzam» apenas um deles recebe matéria ou energia do outro. É esta, a meu ver, a origem de alguns doppelgangers. Que podem ser de pessoas, animais, plantas ou coisas inanimadas.
"É natural que se sinta culpado do crime, foi você que o cometeu. Se um pai é capaz de sentir uma filha a ser assassinada e um gémeo a dor de outro gémeo, como não havia você de sentir o que você próprio fez?"
Mário abanou a cabeça como quem está farto de ouvir baboseiras e levantou-se da cadeira.
-A visita acabou - disse ele ao guarda. E foi reconduzido à sua cela.
Devo estar louco, de facto. E se calhar até cometi o crime e não me lembro. Se calhar estão todos certos. Mas aquele tipo também não devia andar à solta, pensou Mário. E talvez estivesse certo também.
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2020.07.03 02:53 darkssister A Guerra dos tronos e a filosofia

Recentemente me lembrei que quando comecei a ler as crônicas comprei esse livro A Guerra dos Tronos e a Filosofia e agora resolvi ler e analisa-lo.
Um dado interessante é que o prefácio foi escrito por Elio Garcia e Linda Antonsson (na época que eles escreveram a série de TV estava em sua segunda temporada) e eles dizem que “A série de Martin, contudo, foi escrita sem qualquer lorde das trevas” (pg. 8).
Neste vou analisar o primeiro ensaio da Parte Um chamada “Quando se joga o jogo dos tronos ganha-se ou morre” que tem 5 ensaios de autores diferentes.
-1 MEISTRE HOBBES VAI A PORTO REAL por Greg Littmann
Esse ‘Meistre’ foi tutor de Carlos II Stuart, que viveu um exílio depois que os Stuart foram destronados. Hobbes viveu um período de guerra civil e para ele qualquer alternativa é melhor desde que se mantenha a paz (isso te lembra alguém?). Ele também acreditava que as pessoas são apenas movidas por interesse.
“De acordo com Hobbes, o conflito surge por três motivos: as pessoas lutam para obter as posses do vizinho, como os clãs bárbaros que atacam viajantes nas Montanhas da Lua; lutam para se defender do perigo, mesmo que isso signifique fazer ataques preventivos como ameaças em potencial, com fez Robert Baratheon ao tentar assassinar Daenerys Targaryen, [...]; ou ainda as pessoas que lutam apenas pela glória do combate, [...].” (p. 21)
Será que os clãs da montanha lutam só pela posse do vizinho mesmo? Ou talvez eles estejam se defendendo de um perigo em potencial, assim como Robert? Eu sempre vi os clãs da montanha enquanto exilados em seu próprio território.
O contrato social de Hobbes- Leviatã= Rei
O contrato social seria basicamente leis que impedem que eu crave um machado na cabeça de alguém de livre vontade, para isso é preciso que as leis sejam vantajosas para todos (até certo ponto aparentemente). Para que o contrato social seja posto em pratica é necessário um ditador todo-poderoso, o Leviatã.
“Uma vez realizado o contrato social, não há necessidade de receber mais ideias e palpites das pessoas comuns, que nasceram dentro do contrato social e precisam apenas obedecer à autoridade sem questionar.” (p. 23)
Para Littmann, Hobbes gostaria do Leviatã Aerys II e de sua forma de conduzir o poder centralizador com punho de ferro.
“Na corte da Lady Arryn, Tyrion Lannister é capaz de demover Lysa de matá-lo, insistindo num julgamento por combate. Lysa cede à exigência por não ser uma ditadora absoluta e considerar a autoridade da tradição superior à própria. Por outro lado, na corte de Aerys, quando o pai de Eddard Stark, Lorde Rickard, exigiu o direito dele de ter um julgamento por combate, Aerys simplesmente escolheu o fogo como seu campeão e assou Rickard vivo.” (p.24)
Nesse caso é importante lembrar que Lysa é uma senhora regente e não um rei, nem se ela quisesse ela poderia repetir o feito de Aerys (até porque não seria muito recomendável).
O autor acredita que, na possibilidade de Hobbes ser parte do conselho de Aerys, ele acharia que as pessoas deveriam aceitar a loucura do monarca para não chegar à guerra civil. Littimann também reflete na possiblidade de Hobbes fugir (como ele realmente fez) com os herdeiros Targaryen, “afim de explicar o contrato social para khal Drogo” (isso seria engraçado). Porém o autor acredita que Hobbes faria o mesmo que Varys e ficaria em Porto Real para apoiar Robert já que ele é o novo Leviatã capaz de garantir a proteção e segurança, motivo pelo qual oferecemos lealdade a um Leviatã, a proteção dos Targaryen não existe mais portanto não há motivos para apoiá-los. Para Hobbes o importante é ter alguém sentado no trono para manter a paz.
“Sirvo o reino, e o reino precisa de paz.”
(AGOT, Eddard XV)
Nesse momento Littmann comete um erro crasso, ele diz que Varys conspira para que Eddard seja executado, mas sabemos que ele queria que Stark fosse para muralha, e a reação dele quando sua real conspiração está para dar errado é de 'desespero'.
“Dando-lhe a paz que precisa e o tempo para lidar com Stannis, e jurando levar seu segredo para a tumba, creio que lhe será permitido vestir o negro e viver o resto de seus dias na Muralha, com seu irmão e aquele seu filho ilegítimo.”
(AGOT,Eddard XV)
É pouco provável que Littmann não saiba dessa informação, já que Eddard XV é o capitulo que ele parece ter mais se aprofundado.
“Quando Robb marcha contra os Lannister pela primeira vez, ele espera que seu vassalo lorde Frey atenda à convocação para a batalha, porque este é o dever ao qual ele jurou, [...]” (p.30)
Outro erro de Littmann. Walder Frey não é vassalo de Robb e nada jurou aos Stark. È Robb quem precisa da ponte para passa com seu exército.
Ele conclui o texto falando sobre como a simplificação exagerada da psicologia humana fez com que Hobbes não percebesse que o Leviatã todo-poderoso prejudica o estado, e que nem sempre as pessoas são movidas apenas pelo interesse próprio.
“Nossa necessidade mais básica como seres humanos não é de justiça, e sim evitar que uma grande espada seja enfiada em nosso nariz.” (p. 31)
Ellaria Sand concordaria com Littmann, as serpentes de areia nem tanto.

“Nobres honrados como Eddard Stark arriscam a segurança do reino tanto quanto conspiradores como Tywin.” (p.2).



Esse é o meu primeiro post aqui :)
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2020.06.21 05:16 KitanaMortalKombat Nice amiga tóxica e possívelmente uma trouxa q falou meio kid ;-;

(Luba eu sou menina mas faz voz de menino pfv! É q a minha voz e mto grossa e por isso algumas pessoas acham q eu sou um menino ou se tu quiser pode falar no queridíssimo sotaque favorito.... Bah né?) Olá Lubinho,minhas amigas,gatas,papelões sobreviventes,leds q ngm mais lembra,tela verde,possível convidado,nice guys ou girls,editores,chroma keys e turma q está a ver,essa é uma história q infelizmente eu sou a protagonista! Para dar um pouco de contexto: Essa história aconteceu quando eu tinha 8 anos e estava do 3° ano(cuja ainda estava descobrindo minha sexualidade,e eu achava q era bi!(hj eu descobri q sou pan)) e eu dei um ponto final nisso ano passado quando aonda tinha 10 anos e eu era meio mto Kid ;-; ent por isso q deixei em julgamento e provavelmente vai dar em: Td mundo é o babaca aq! Mas né? Td bem ;-;. Bem.... Eu sempre fui gordinha e até hj sou! E por isso eu sempre sofri bullyng na minha escola ngm queria ser meu amigo e tals.... E fui trouxa de achar q a menina q fazia bullyng cmg ia ser minha amiga se eu deixasse ela brincar com meus brinquedos (q enclusive era os mais famosos e os mais ricos da galera,pq entes eu tinha mto dinheiro e uma mulher tava roubando dinheiro da minha família inteirinha mas hj a gente venceu no processo! E tamo pobre por causa daquela mulher .. e tenho ctz q se eu contar essa história vc vai xingar a mulher até a rainha Elizabeth morrer)e por causa dela me fazer bullyng td dia cmg e n ter nenhum amigo q bringasse cmg (Guarde essa informação:só uma garota q ainda é minha amiga e continuamos amigas até hj u)eu óbviamente tive depressão e meus pais são aqueles tipo de pais q acha q depressão é falta de fé em deus e q só precisa rezar e vai tá td certo! (E no 3° ano descobriram q eu tinha ansiedade ent... É uma merda a minha vida ..)dps q eu saí daquela escola(q por sinal eu era a preferida de tdas as profs,até a tia q fazia comida pra gente gostava mais de mim,a cordenadora e a diretora da escola tbm me preferia e elas fizeram de td pra mim n sofrer mais bullyng pq essa escola era grande amiga da minha mãe e eu faria de td para agradecer essas pessoas maravilhosas :D (to até chorando escrevendo isso aq rs)) eu fui pra msma escola do meu irmão e aí a trouxa pensou: - Nss... Finalmente vou ter amigos e n vou sofrer bullyng! É.... Eu tava errada ;-; no primeiro dia uns meninos me trancaram na sala e riam de mim enquanto eu chorava e gritava tentando abrir a porta desesperadamente! (Obs: um dos meninos n tinha pai mas n era por isso q ele fazia bullyng cmg pq msmo quando a mãe dele se casou dnv ele continou a praticar bullyng cmg e eu n sei se foi antes ou dps da mãe dele se casar dnv q ele espancou uma amiguinha minha q a gente zuava e ela zuava junto pq ela era uma parente do um dos caras q ajudou o Pedro Alvares Cabral a descobrir o Brasil (eu n sei se ela era parente de um amigo dele OU ela era parente dele mas me lembro q ela era parente de alguém importante q eu estudei em história no 4° ano)) enfim.... Eu fiquei assim até o 2° ano q era pior ainda pq eu n conversava com ngm por ser tímida d+ e eu nem conversava mto com minhas amigas,pq eu tava no meu vício de FNAF (Five Night At Freddy's) e nenhuma das minhas amigas gostava desse jogo ou de qualquer jogo de terror (E eu ainda so mto viciada nesse game sóq eu to mais viciada em mk(Mortal Kombat) doq FNAF) ent eu só tinha amizade com os funcionários e com os professores! E esse ritimo só foi parar no 3° ano quando conheci uma menina q logo em seguida virei amiga dela no primeiro dia (Uma informação para guardar: E tbm tinha um menino novo q virei tbm melhor amiga.) e ela tbm gostava das msmas coisas q eu gostava... Resumindo: FNAF. Sóq os pais dela descobriram oq é FNAF e acabaram proibindo ela de ver FNAF oq foi PÉSSIMO para minha saúde mental já q pq essa menina acabava fazendo de td para q eu n falasse sobre FNAF de modo algum! E q no final n deu certo e ela acabou falando cmg sobre esse jogo dnv, bem... Até aí aceitável.... Sóq.... Acabou q nós duas criamos nossos canais no YouTube e eu era inscrita no dela e ela n era inscrita no meu pq a lógica dela era assim: -Vc tem mais inscritos doq eu e eu só vou me inscrever do seu canal quando eu for mais famosa doq vc! E eu n ligava pra isso pq eu era mto leal (e ainda sou) e por mais q a lógica dela de achar q ela era mais importante doq eu me machucava eu n ligava e continuei amiga dela, isso continuou até a gente começar a fazer vídeo de um jogo para fazer histórinha (o nome do jogo é:Gacha. Sóq tem vários Gachas ent eu só falo gacha msm) e lógico q isso para mim foi mto legal! Até pq eu gosto de fazer essas histórias, mas ela parecia q fazia só pq eu fazia (e ainda fasso e sofro bullyng pelo meu irmão pq a comunidade gacha tem mto +18 e a gente tá tentando acabar com isso,virou até matéria de jornal) e bem... Foi aí q a merda começou a feder! Se lembra do garoto? Ent..... Ele era um puta de um amigo meu e ele q se increveu no meu canal para me ajudar (Canal básico de 12 inscritos q eu tanto amo :,3) e ele sábia q eu sofria de depressão e sempre me apoiou, acontece q ele n se dava bem com a garota e ele sempre ficava se olho nela para ver se ela n fazia nenhuma gracinha cmg, acontece q ele disse q a bonita fazia desenhos dos meus bixinhos (Q ela fez de brigar cmg para q um dos bixinhos desse menino se casasse com a bixinha dela e dps a gente foi pra cordenadora e ela disse q era culpa minha e do menino,e aí q ela percebeu q tinha o poder de fazer as cordenadoras acreditarem nela e ela sempre fazia questão de brigar cmg e dps se fazia de vítima!) e os bixinhos eu cuidava (e ainda cuido) como se fossem pessoas de vdd ela fazia desenhos deles sendo torturados e dps colocava mensagens horríveis e o garoto sempre conseguia pegar e falar para eu mostrar pra minha mãe(e eu nunca aceitava de falar para meus pais) e aí quase começou um rumor falando q eu namorava com ela (AGR Q EU QUASE ME FUDI LEGAL :D) e bem dps de uns dias eu descobri um app de desenhos q acabei descobrindo q tinha uma comunidade nele! Era incrível! Eu fiz mtas amigas nele e... Óbvio q essa menina acabou descobrindo e me ameaçando de terminar a amizade se eu n contasse para ela qual era o app.... E eu contei pra ela e eu n mostrei pra ela minhas amigas virtuais e minha família virtual, em um belo dia a trouxinha aq acabou falando q tinha depressão e q minha vida tava uma merda (pq naquela época minha vó por parte de mãe foi diagnosticada de câncer e minha outra avó tbm por parte de mãe (minha mãe teve 2 mães a vida dela inteira, uma q cuidava dela e outra q era a biológica)tava piorando o Alzheimer dela) e eu pensei q ela fosse me apoia,mas parece q ela viu como oportunidade de controlar minha mente (pq eu tenho uma baixa auto-estima tbm e naquela época eu ainda sofria bullyng ent me controlar n era algo tão difícil) e bem ela continuava com a lógica dela de: -Vc n pode ser mais famosa doq eu! E ela sempre fazia eu colocar como a palavrinha do meu perfil (q quando existia a comunidade do Rascunho (o nome do app) vc podia colocar uma palavrinha do perfil e dps vc escrevia uma mini-bio e falava seu gênero) de: -Eu sou a melhor amiga da Funtime tangle 💗. (Funtime tangle era o nome do perfil dela) mas óbivio q eu nunca ia ser trouxa nesse nivel.... Fiquei com essa palavrinha apenas por uma semana e dps mudei para: - Meu perfil!. (Ou algo assim ;-;) e ela sempre tava lá para falar pra eu colocar oq ela quer e eu.... Tratava da zueira e teve uma vez q eu coloquei: -Eu gosto de chocolate! (E eu gosto mto msm ;-; como de tds os sabores até os 50% cacau) e adivinha! A MININA FICO PITA :D (sóq para n mostrar sua raiva apenas falou para eu colocar aquela frase horrorosa) e dps de alguns dias eu e ela viramos amiga de uma garota (inclusive bjs Pistolitaduud :D)(nome do perfil dela no Reddit ;-;)e ela me dizia sempre essa garota falava pra ela deixar só eu e ela brincar, bem voltando para o app Rascunho (Inclusive guarda a pistolitaduud na cabeça pq vo falar mto dela dps) eu fazia uns desenho q era melhor doq os dela (q agr reparando melhor era MTO melhor ;-;) ela passou dos limites... Sim Lubixco... Se vc pensou q ela começou a roubar meus desenhos vc... ER- ACERTOU! Ela começou a me plagiar e nunca colocava os créditos e ainda tinha a ridícula desculpa: - Aiinn!! Mas os seus desenhos já estão prontos!!! E bem... Eu acho q nunca fui tão trouxa de deixar isso passar já q ela tava pegando meus desenhos (q eu me lembro q ficava HORAS desenhando) e tava ganhando em cima do meu trabalho.... Q eu n deixava ela pegar meus desenhos mas... Msmo assim ela pegava... Lubixco pss te falar qual foi a pior coisa q eu fiz? Pois mto bem.... Eu contei para uma das minha irmãs virtuais q ela tava me copiando e tava ficando mais famosa q eu por cima dos MEUS desenhos e n tava dando os créditos para mim e ainda tinha gente elogiando ela... Lubixco... LUBIXCO! Eu fudi com a minha vida :D ela foi me defender e dps essa garota falava q era minha irmã virtual e eu falava q ela n era pq eu n queria.... Lubixco.... Vc entendeu oq aconteceu né? Se vc acha q essa minha irmã virtual disse q era minha irmã e essa garota disse q era minha irmã.... Vc acertou :D E DPS ELAS FICARAM AMIGAS! Aí eu aceitei na boa.... Pior decisão na minha vida.... E n importava se eu tinha sim ou n um novo membro na minha família virtual ela falava q era tbm minha irmã e td mundo ficava amiga dela.... E foi um dia q ela PASSOU dos limites LITERALMENTE (e eu ainda n terminei a amizade naquela hora) a trouxa aq teve uma conversa com a família virtual,tevem tbm uma mini-aventura e dps a gente nomeou de: "O chat loko". E como a gente gostava de desenhar a gente nas conversas eu desenhei td mundo q participou do chat junto com a minha oc (Oc= Original Character. Q por acaso ela tbm copiou) ela BRIGOU cmg pq ela n participou da conversa e dps abaixou o desenho (q eu deixei livre para as pessoas q participaram abaixarem) e usou o msmo nome "O chat loko" me marcou com a legenda: -Pena q a @Old Zclarafrx (Meu @ na época) n participou! E ainda sab oq ela fez? ELA PEGOU O DESENHO Q EU FIZ N COLOCOU OS CRÉDITOS DNV E NO LUGAR DA MINHA OC ELA COLOCOU A DELA!!! LUBIXCOOO!! EU FICO PITA SÓ POR PENSAR Q EU ERA AMIGA DE UM MONSTRO COMO ESSE! (e tenho dó da gata dela ter tido uma dona tão fdp enclusive... Descanse em paz filó... A única gata q n quis me matar ;-; e f pela Mina (a nova gatinha dela)) eu n briguei com ela... Eu acho ;-; mas eu penso nas coisas q ela fazia pra mim e eu me lembro as coisas q eu fazia por ela.... Eu fiz questão de brigar com um mlk q começou a falar q ela ainda tava na primeira página q a prof mandou e td mundo tava indo lá pra ver e eu oq fiz?: -Eii!! Deixa ela em paz! -Aaa!! Agr só pq vcs são melhores amigas vc vai defender ela? E eu juro q eu n era uma pessoa de brigar... Mas ele me pegou no dia das paranóia q eu tenho q tipo eu penso numa merda pra eu fazer e querer saber as consequências... Eu sou um ser diferente nesses dias... E adivinha? Eu falei: -QUER ENCARAR? -Sim! E...Round 1... FIGHT! TÃNANA nana na nanana na na na na tiu pras PANANANA PANANANA (Música do Mortal kombat ;-;) e tava lá o mlk chegou e me deu uns chutes e quando eu fui atacar... BLAM! Derrepente a sala inteira tava me segurando na parede para q eu n dasse um próximo golpe.... Class wins! Flawless victory... FATALITY! E eu tenho medo de saber oq teria acontecido se eles n tivessem me colocado na parede no ponto de fazer eu sair do chão....E EU N ERA TÃO FRACA ASSIM! Enfim eu recebi nem um: -Poxa cara... Valeu! Ou: -Obg amiga! Sim eu to julgando por ela nem ter me dado um simples "obg" e se eu fosse ir de volta para a cordenação eu ia ser suspença e eu contei isso pra minha mãe e ela me entendeu... E dps tds sabendo dessa notícia parece q começaram a falar mais mal ainda dela e eu n podia erguer a voz pq se n.... Suspenção :D e a minha mãe sempre falava: - Pq vc n falou nada? Nessas horas seria legal alguém ajudar ela! SIM ELA FALAVA ISSO!! Acho q nunca me senti tão traida assim... Os dias foram se passando e nossa amizade piorando... Ela chegou a pegar meu celular e apagar umas fotos n importantes mas umas fotos importantes de um primo meu q eu quase nunca via! E dps mexeu nos meus apps e colocou aquela frase: - Sou a melhor amiga da Funtime tangle!💗 E se lembra dequela garota do começo q eu disse ela é uma puta amiga minha? Ent.... Ela acabou sendo amiga dela junto cmg! (Informação para guardar: originalmente era para a gente ser um trio!) e essa menina disse q essa minha amiga (Cuja vms chamar ela de carol) disse q a carol e ela mexeram no meu celular! Óbvio q eu n acreditei pq eu sei q a carol nunca faria isso cmg! E como essa garota foi meio dedo duro as vezes cmg (Pq eu via uns vídeos 18+ pq os caras enchiam de palavrão o vídeo ;-;) e ela já contou para minha mãe e bem.... Agr a parte q eu disse sobre ser Kid... Inclusive eu me envergonho disso... Eu mandei UM VÍDEO e UM ÁUDIO chorando para A MÃE dela e falei oq ela fez com meu cell (e quer saber? Eu n vou mentir! Por causa dessa menina eu fui mto kid mas era uma kid q militava errado! E fazia tbm ameaças para ela caso ela n me respondesse! E me envergonho disso até hj TT)e ela acabou ficando de castigo aí eu DESCUBRI q essa menina n podia mais ter Rascunho! Ent eu tava feliz! Finalmente ngm ía ganhar fama em cima do meu trabalho! Mas ela n ligava e continou com o Rascunho! E eu sempre ficava pensando: -Será q vale a pena? Será q ela REALMENTE gosta de mim? Será q ela quer msmo ser minha amiga? Será q se eu morresse ela iria chorar por mim? E eu sempre me perguntava isso td dia até q eu pensei: -Ela nunca se importaria cmg msm. E eu fiquei com esse pensamento tentando fazer ela gostar de mim... Mas aí se passaram uns dias e os meus amigos virtuais e minha família virtual parou de falar cmg... E eu começei a falar mto mais com a Pistolitaduud,acontece q eu percebi como ela era quando eu fui pra casa dela e ela n falou nem um: -Obg. Para a empregada dela (q foi ela q cuidou sempre dela e do irmão) aí eu tentei manter distância e mudei de turno da tarde para o da manhã (n por esse motivo mas sim pq meu irmão entrou no 1° colegial) Lubixco.... FOI O ÚNICO ANO Q EU N SOFRI BULLYNG :D (Na vdd foi o único ano q n aconteceu merda na minha vida pq recentemente meu tio veio a falecer dps de um cirurgia de câncer no fígado... EU TAVA FELIZ PQ MINHA MÃE,MEUS TIOS E MEUS AVÓS GANHAMOS NO PROSSESSO E AINDA TEMOS NOSSAS CASAS E AÍ MEU TIO MORREU! 2020 tá ó 👌) 2019 foi um ano de ouro pra mim pq um pedófilo q eu tanto odeio foi preso (inclusive ele plagiava e treto com o Goulart) e foi quando minha fixa caiu! Eu fui postar um desenho das minhas ocs e coloquei no título: -Bffs! Aí vem A DISGRAÇINHA da mina (Eu queria ter prints dessa conversa sóq o app tirou a abba comunidade e eu n podia ver vc Lubixco :( mas eu acho q consigo ressussitar algo! E eu mandei uma mensagem para a Pistolitaduud e vou esperar ela me responder aí eu vou atualizar o post mas até agr n tenho print da conversa....)para falar assim: -Me coloca aí! E elas nem existem! Fiquei de saco cheio e falei: -Eu n vou mais fazer parceiria com vc no rascunho e nem no YouTube! E ela me manda uma coisa dessas....: -Nss.... É por isso q vc n tem amigos! Luba.... LUBINHA DO RAIDEN! ELA FALAVA Q ERA MINHA AMIGA E DPS DISSE Q EU N TENHO AMIGOS! ME EXPLICA ISSO!!!! Fico puta até hj com ela... Foi aí q eu falei: -Na vdd eu tenho sim! Pq o meu nome n é (Nome da mina ;-;)! Cortei a amizade com ela! Falei pra mãe dela q a menina tinha um Rascunho sem a autorização da mãe e oq ela fez cmg! E a Pistolitaduud tbm e cortou a amizade com ela se lembra do nosso "trio"? A guchi (Bitch em japonês) tentou separar eu da carol! DÁ PRA ACREDITAR?! Dps disso fiz uma outra amiga... Q acabou sendo melhor doq essa menina e meio q ela me curou da minha "doença" (Kid militante) e essa garota (Vms chama-la de anja pq ela foi um anjo q me tirou da bosta) disse q ela era aqueles Heteros tops homofobicos e eu fiz ela ter uma visão diferente do mundo e fiz ela descobrir q tbm era pan e bem...... Minha vida melhorou dps de td q aconteceu! A Anja e eu começamos a namorar recentemente TwT (E é essa parte da história q o Luba fala q é fake huehuehue) e eu e ela gostamos das msmas coisas das msmas cores e uma curiosidade engraçada q eu faço aniversário dia: 24 de Julho. E a Anja faz dia: 25 de Agosto. 1 dia dps do meu aniversário e 1 mês dps do meu aniversário kkkkk e bem... Dps de uns dias no ano passado eu dei um "Oi" sorrindo pra ela pq eu coloquei a gente em uma situação engraçada aí ela me mando uma mensagem dessas: -Acho q EU consigo TE PERDOAR. LÓGICO! Pq ELA PIOROU MINHA DEPRESSÃO,ME DESRRESPEITOU EM TDAS AS MINHAS HISTÓRIAS,ME PLAGIOU,FEZ COISAS IDIOTAS CMG E EU ME FUDI E ELA NEM ME DEU UM "Obg" CLAROOO EU VO MTO PERDOAR ELA!!! E por causa DELA eu to fudida na auto-estima! Óbvio q eu iria perdoar ela né? Dessa vez eu falei pra ela tomar no ku e tomar uma vergonha nessas duas caras dela! (Mentira n mandei uma mensagem assim n ;-;)(mas queria) e bem.... Agr eu tenho amigos de vdd uma namorada, uma ótima relação com minha sala estou menos insegura de si e oq ela falava sobre: -Vc n pode ser mais famosa doq eu! Agr eu DUVIDO ela me plagiar e ser mais famosa doq eu... Pq agr aq estou eu com meus 11 mil inscritos (Inclusive obg tds q acreditaram q eu conseguia QwQ) e com tds eles me alertam quando alguém tenta me plagiar! E bemmmm.... Essa história teve pelo menos um final feliz né? Uma bela história de superação de amizades falsas! E agr eu estou fazendo meu próprio remédio contra depressão! Assistir tds os meus Youtubers favoritos (cof cof Luba cof) e amigos! Enclusive essa história um bom conteúdo para o Luba enclusive Lubinha.... Obg por me fazer rir com suas piadas idiotas mas msmo assim engraçadas! E bem... Tá na hora da pergunta.... Eu fui a Babaca? (Inclusive manda um oi pra Prima da Anja e pra Pistolitaduud ela s tbm te assistem!)(Atualização:a Pistolitaduud me mandou os prints da conversa pq ela tinha guardado, já vo logo avisando q são apenas 2 kids e eu n me lembrava dessa conversa '-')a conversa kid
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2020.05.28 15:44 samreachers Cinemateca de Quarentena: "Uma obra de arte deve ser como um machado..."

Cinemateca de Quarentena:
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Aprisionados por esta quieta calamidade, esta crise coronariana que talvez finalmente inaugure de fato e de direito o século XXI, sobrevivemos com as reservas e ajudas que podemos. Os que estamos impossibilitados de trabalhar, nadando em ócio, recorremos a tudo: Overdose de redes sociais, tentativas de exercícios no quintal ou na área, retorno à espiritualidade, diuturnas D.R.s (discussão das relações), retomada de leituras que antes se acumulavam, revivals e flashbacks musicais via Youtube, e a ordem do dia: Sites de streaming como Netflix e Amazon Prime, ou mesmo os democráticos sites de, hum, não digamos pirataria, mas facilitação cultural fraternalista.
Mais um entre tantos sitiados, vez por outra lanço-me em busca de algum filme ou série, de preferência que me possam instigar. Nessa vibe acabei por ver, em maratônica sequência, a dois filmes: O laureado sul-coreano Parasita e o anglo-americano Vestígios do Dia.
Não tinha a mínima ideia dos roteiros, e foi uma coincidência macabra perceber que tratam, mesmo que lateralmente, de um mesmo tema: Como os príncipes deste mundo são detestáveis. E talvez aqueles que os celebram – muitas vezes ao custo de seu sangue, sua sanidade.
No ótimo Vestígios do Dia (1993), baseado num romance do nipo-britânico Kazuo Ishiguro, um abnegado mordomo (o sempre fenomenal Anthony Hopkins) vê a vida e suas oportunidades de felicidade lhe escorrerem por entre os dedos, sempre ocupados, sempre asseados, sempre a postos em sua subserviência tão inglesa, tão torpe. Mas essa torpeza da servilidade, esse assalto e rapto de sua própria humanidade não é confrontado pelo personagem que, resignado, se anula em seu papel, como um indiano engessado no sistema de castas, até que seja tarde demais. Sua bovina suspensão dos julgamentos éticos sobre aquilo que vê e ouve (“quem é o servo para julgar o seu $enhor?”) dá o tom do absurdo – que pode ser o de muitos de nós, guardadas as proporções e contextos. Seu sorriso impassível, mantido até o final não feliz da trama, arranca piedade (e um difuso sentimento de revolta) de nossos sentidos já anestesiados.
Sem querer, essa celebração tão inglesa dos de “sangue azul” traz à baila, ao menos para nós, não-monarquistas, o eterno questionamento: O que leva homens a servirem a outros que não possuem mérito algum palpável ou mensurável, senão seu DNA? Um indivíduo é elegido para o poder, outro conquista o poder – mas como pode alguém HERDAR o poder? Numa tribo zulu na Suazilândia (única monarquia absoluta do continente africano) ou num café na Piccadilly Circus em Londres, como abaixar a cabeça a não-escolhidos e não-meritórios, mas janotas impostos “pelo destino”? E pensar que mesmo hoje há quem fale em retorno da Monarquia no Brasil. Diabos, não nos bastam os oligarcas e burgomestres? Esses ao menos não se arrogam ter sangue azul, embora melindrosamente (e mais para o espelho, mais para si próprios) vistam a carapuça. Príncipes e rajás: Não em vão o Cristo afirmou que não haverá espaço nos céus para quase nenhum deles...
Sobre Parasita (2019), é compreensível que a película de Bong Joon Ho tenha faturado o Oscar de melhor filme: Se não capturou o zeitgeist, o espírito do (nosso) tempo de uma maneira plural, capturou ao menos o zeitgeist do estado da arte e pensamento pós-modernos: Relativização moral seguida do esforço de re-significação da (de alguma) moralidade, cansaço frente às estruturas de podecoesão, celebração não trágica, mas irônica/cínica do absurdo. Um filme de respeito.
Mas a quarentena infelizmente é longa. Sitiados em nossos sofás, avancemos na nossa matinê, imaginando-nos andando livres lá fora, quem sabe nas antigas seções dos cinemas São José ou Cine Nanci.
Ampliando a mesma linha de questionamentos éticos de Parasita, funcionando como verdadeiras metralhadoras ou roletas russas de solicitações, duas produções, uma de 2015 e outra recente, trazem, igualmente de maneira crua, tal questão.
Em Circle (EUA, 2015), produção independente e barata, 50 atores despertam aprisionados num sinistro ambiente, impossibilitados, sob risco de morte, de saírem de suas posições. Ao centro, uma máquina obscura dispara raios de quando em quando, fulminando um dos convivas do macabro experimento. Mas eles logo descobrem que não há aleatoriedade alguma nos disparos: De certa forma, todos os presentes podem “votar” naquele que irá morrer. O que se segue, embora recorrendo a alguns clichés, é uma célere catarse de julgamentos éticos, exposição de preconceitos e exibição do pior que no homem habita. Nauseante, mas fiel tributário daquilo que a arte deve se propor a ser: Uma perturbação, ou, parafraseando Kafka (que falava sobre livros), “queremos obras que nos afetem como um desastre. Uma obra de arte deve ser como um machado diante de um mar congelado em nós.”
Já no recente O Poço (2019), suspense/ficção científica espanhol que alcançou rápido sucesso e gerou até memes (“Mas não é óbvio?”), a mesma fórmula se apresenta, mas aqui hiper refinada, operando por véus que vão sendo arrancados – onde loucura se contrapõe à loucura, absurdo (estrutural, existencial, totalitário) é respondido com absurdo, num jogo de embaçamento, perda e retomada do sentimento do ético, culminando no esforço final de redenção/superação sacrificial até o encerramento em aberto, abertura de possibilidades que igualmente cumpre a função da arte de perturbação dos sensos.
Se nossos corpos foram lançados à força em nossas desconfortáveis zonas de conforto, que a sétima arte possa dela nos arrancar, com seus questionamentos que, ao exporem nossa miséria, acabam por nos forçar a sermos melhores, a fim de não perecermos.
Sammis Reachers
- https://azulcaudal.blogspot.com/
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2020.05.27 03:04 daniellysama O melhor pai do mundo

Olá editores, convidado, papelões decapitados e turma q está a ler. Eu gostaria de receber o julgamento de vocês para saber se fui a babaca da história. Oi, meu nome é danielly e tenho 17 anos... Apesar dessa idade, eu passei por coisas que ninguém deveria passar... Aos meus 9 anos fui abusada pelo meu pai (sim biológico) até meus 15 anos. Antes de vocês perguntarem, sim eu falei para minha mãe no início e ela perguntou o meu pai sobre, ela apanhou dele e no outro dia ele falou q eu estava mentindo, e como uma boa mãe ela acreditou... Eu fui abusada até eu perder totalmente os meus sentimentos seja d amor, ódio e compaixão... Nessa época eu não conhecia bem o amor e nem o carinho... Quando minha mãe engravidou e teve complicações na gravidez e foi parar no hospital com meu irmão entre a vida e a morte, meu pai abusava de mim... Todo santo dia... Foi aí que eu parei de acreditar em Deus, pq eu rezava e rezava mas nada resolvia... Quando eu conheci minha amiga q vou chamar de carls, foi maravilhoso pois eu nunca tinha feito amizade verdadeira, e ela me ajudou muito a passar por tudo... Aos meus 15 anos falei com minha mãe(mas eu n me lembrava q eu tinha dito a mesma coisa pra ela com meus 9 anos). Foi aí que minha vida virou um inferno... Passei 3 dias apanhando dela e dele, sou chamada de mentirosa, puta e invejosa. Meu celular foi tirado(sendo q a minha amiga era virtual), pra mim minha vida tinha acabado.. quando eu peguei uma faca e corri para o banheiro, senti como se eu tivesse asas e estivesse livre como um passarinho... Porém minha mãe ligou para meu pai e contou q eu tava com uma faca no banheiro. Não deu 5 min ele estava em casa, arrombou a porta do banheiro e começou a me bater enquanto minha mãe olhava... Passei dias inchada... Eu passei a odiar a existência do meu irmão, por ser parecido com meu pai, e eu odeio ainda mais minha mãe e minha irmã, por dizerem que eu acabei com a minha família... Tentei pedir emancipação mas meu pai n deixou. Em relação ao meu irmão passei a amar ele mas não posso me aproximar muito dele.. por mais q ele vem me pedir bjs e abraços, minha mãe fala pra ele que n pode e que ele pode se machucar, mas n que eu vá bater nele e sim ela. Já pensei em ir para a polícia mas eu acho q ela deveria sofrer com o marido dela. Sei q eh egoísta da minha parte fzr isso com meu irmão(pq a minha irmã me trata igual minha mãe), mas eu realmente quero q eles sofram. O título é "o melhor pai do mundo" pois é isso q todos falam dele. Atualmente moro com eles ainda, porém tenho um amigo/futuronamorado que cedeu sua casa para eu viver um tempo, até eu arranjar meu próprio dinheiro(minha mãe sempre me proibiu de sair de casa, por isso eu tenho dificuldade em encontrar um emprego, pois eu n possuo curso ou algo do tipo), mas n quero ser um peso morto para a família dele, ent não sei bem o que fzr. É isso turma/lubisco, ent eu sou a bacaca por deixar de ir na polícia e deixarem com que eles sofram juntos? <31 Fiquem em casa e lavem as mãos.
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2020.04.10 12:44 sairjean Os Quatro Erros Que Estão Levando ao “Relaxamento do Isolamento”

“É fácil persuadir o povo de algo, difícil é manter essa persuasão.” ― Niccolò dei Machiavelli
Temos visto nos últimos dias as pessoas relaxarem a observância das medidas de isolamento social nos estados e municípios onde foi implantado. Era mais do que previsível, dada a maneira titubeante com que foi implantado.
Deixemos de lado, por hora, a atuação do Presidente da República, que a maioria dos brasileiros acredita que “mais atrapalha que ajuda”, segundo recente pesquisa do Datafolha, e nos concentremos somente no que o Ministério da Saúde e os governos estaduais e distrital e as prefeituras municipais têm feito.
O timing da adoção do isolamento social foi tempestivo, na avaliação de vários especialistas, embora tenha sido já muito perto da subida acelerada da curva de contágio, deixando aos governos e à população pouca margem temporal de manobra. No momento em que os governadores e prefeitos decidiram agir, já de meados para o fim de março, não havia mais tempo para errar. E eles erraram, humanos que são. E insistem nos erros, arriscando emular outra proverbial espécie animal.
(Pode parecer injusto apontar erros dos governadores e prefeitos diante das, digamos, atitudes do presidente. Mas ele é um “ponto fora da curva”, que não deve servir de parâmetro.)
Primeiro erro: quiseram implantar as medidas de distanciamento ou isolamento social gradualmente, talvez para não dar uma parada brusca na atividade econômica, e para convencer e condicionar os cidadãos aos poucos. E também para eles próprios, os governantes, poderem aprender, na tentativa e erro, as mais eficazes estratégias de isolamento, posto que ninguém tinha fórmulas prontas, e o que funcionou em outros países nem sempre é diretamente transponível à realidade brasileira.
Para que pudesse ser assim, porém, as medidas restritivas teriam que ter começado logo depois do Carnaval, aproveitando a ressaca da primeira e última festa popular que tivemos e teremos este ano, quando todo mundo quer mais é ficar dentro de casa mesmo, e não tem a menor vontade de sair pra estudar ou trabalhar. Mas, já no último terço do mês de março, as medidas tomadas teriam que já ser mais duras que foram ― e que ainda não estão sendo agora, no final do primeiro terço de abril.
Por exemplo, de início, e até hoje em muitos lugares, restaurantes podiam servir às mesas, desde que em menor lotação, deixando metade ou mais das mesas vazias. Ora, se um salão meio vazio reduz as chances de transmissão da doença, um salão totalmente vazio zera as chances de transmissão. Atendimento “para viagem” ou entrega em casa deveriam ter sido as únicas formas permitidas desde o início, sem consumo local.
Outra coisa: recomendava‐se às pessoas sair de casa somente “em caso de necessidade”, como fazer compras de supermercado e de farmácia, mas também correr na orla, se exercitar no parque, e até passear com o cachorro! (Vai explicar isso pra uma autoridade de saúde chinesa ou sul‐coreana…) Agora, estão tendo que cercar as mesmas praças, parques e calçadões que disseram que as pessoas podiam continuar frequentando. A ordem (não apenas “recomendação”) desde o início devia ter sido sair de casa apenas em caso de extrema necessidade, entendida como algo que, se deixar de ser feito, pode ocasionar a morte de alguém! Comprar comida e remédios é extrema necessidade; correr na orla e passear com o cachorro, não.
“Ah, mas as pessoas podiam se exercitar ao ar livre, desde que evitassem aglomerações.” Mas o que é uma aglomeração? Dez pessoas num espaço fechado de 20 m² de área é uma aglomeração? E cinco pessoas? E se for em 30 m²? E se for num espaço aberto? E se for “só rapidinho”?…
Aí está o segundo erro: confiar demais no bom senso e no discernimento das pessoas para avaliar situações críticas para a eficácia do isolamento. Não é que a maioria das pessoas não tenha bom senso nem discernimento (uma parcela delas não tem mesmo); mas sim que é muito difícil abandonar velhos hábitos e adotar novos. Especialmente quando os novos hábitos são desagradáveis, contrariam nossos desejos, exigem esforço e disciplina, põem à prova nossa força de vontade e, pior ainda, se nos são impostos por alguma autoridade. Que o digam todos que já tentaram fazer dieta pra emagrecer ou iniciar a prática de atividades fisicas, sobretudo se foi por recomendação médica! Nós sempre tendemos, inconscientemente até, a buscar maneiras de burlar as imposições que nos foram feitas.
Assim é que os julgamentos inerentemente subjetivos que as pessoas fazem do que seja uma “aglomeração” são inescapavelmente enviezados: tendem a ser mais próximos do que é mais conveniente e confortável para elas, e o mais próximo possível dos seus antigos hábitos, e não do que as autoriddes de saúde consideram aceitável para minimizar a transmissão do vírus. Confie no “bom senso” dos frequentadores do parque e o parque ficará cheio; confie no “discernimento” do dono do mercado e o mercado ficará lotado; deixe para o gerente do banco decidir o tamanho “razoável” das filas junto aos caixas e as filas serão enormes. E deixe para as próprias pessoas nas filas das agências e dos supermercados avaliar a distância que precisam manter umas das outras, e elas ficarão muito próximas ― neste caso, por causa da ilusão de que, quanto mais perro elas estejam do início da fila, mais rápido vão ser atendidas.
Não! Pelo menos no início do processo de condicionamento, a disciplina tem que ser imposta e cobrada com rigor. Desvios devem ser corrigidos e punidos energicamente. Como só agora alguns governadores e prefeitos estão pensando em fazer ― e, mesmo assim só a partir da semana que vem…
Terceiro erro: dar às pessoas a ilusão de que o sacrifiício não será tão grande quanto se sabe que de fato será. Já na primeira entrevista coletiva que deu, o ministro da Saúde declarou que o pico da epidemia, fosse este de uma “montanha” ou uma “colina”, se daria entre o final de abril e o início de maio. Então, não precisa ser nenhum expert em epidemiologia pra deduzir que se o período de distanciamento ou isolamento social vai começar mais de um mês antes do pico, e sendo as curvas dos modelos epidemiológicos simétricas, o término desse período de isolamento deverá ser também mais de um mês depois desse pico. Quer dizer, se as medidas começaram em meados de março, elas terão que perdurar até meados de junho, para atingir o objetivo primário de “achatar a curva” ― e também o secundário, que não se fala muito, de “aplainar a curva” da segunda onda epidêmica que inevitavelmente virá quando as medidas de restrição forem relaxadas.
Então, por que os governadores e prefeitos já não decretaram, desde o início, que o isolamento vai ter que durar pelo menos três meses para ser efetivo? Por que ficam nessa lenga‐lenga de “quinze dias, e depois reavaliamos” a necessidade de continuar ou não com o isolamento? Para não “assustar” ou “desanimar” a população? Isso só faz as pessoas terem a expectativa de que vão ter que aguentar “só mais duas semanas”, e a cada prorrogação do prazo ficarem mais frustradas e impacientes, desacreditadas mesmo da eficácia das medidas. Afinal, se a cada duas semanas elas são continuadas, ficam cada vez mais rigorosas, e ainda assim o número de casos e mortes só aumenta, é porque não está dando certo!
(Dizer que a quantidade de mortes “seria muito maior” sem o isolamento é uma coisa muito vaga e abstrata; a variação nas quantidades de casos e de mortes de uma semana pra outra oferece um parâmetro muito mais objetivo, ainda que, por si só, enganoso, pras pessoas avaliarem a aparente eficácia das medidas de contenção adotadas. E esse parâmetro vai dar aparentar um índice mais de fracasso que de sucesso até que se chegue do “outro lado” do pico da curva.)
Esses três primeiros erros, na verdade, são variações de um mesmo equívoco maior: violar uma das mais conhecidas regras de política real do velho Niccolò:
“Faça de uma vez só todo o mal, mas o bem faça aos poucos.”
No caso em questão, implante logo de início duras regras de restrição à circulação de pessoas. Depois, quando for seguro, vá relaxando bem devagar. Coincidência ou não, é como fizeram (primeiro o “mal”) e estão fazendo (agora o “bem”) a China e a Coréia do Sul. E não estou dizendo que se devia ter feito aqui exatamente igual ao que se fez lá. Mas que os gestores devem ter coragem de fazer o que deve ser feito quando ainda pode ser feito.
“Não, você não poderá passear com seu cachorro. Não vai poder passear nem sozinho, aliás. Se insisitr, será multado em 1000 reais. Se desacatar o guarda, será preso. Você escolhe se prefere cumprir o isolamento na sua casa ou na cadeia.”
“Restaurantes, lanchonetes e padarias só vão poder atender pra viagem ou por delivery. Quem atender para consumo no local ficará duas semanas de portas fechadas. Se reincidir, perderá o alvará de funcionamento.”
“O decreto de isolamento social vai durar pelo menos até 15 de junho. Se der tudo certo, no início de junho a gente começa a abrandar o isolamento. O quê?… Se não for suficiente, a gente prolonga, ora!”
Medidas assim precisavam ter sido anunciadas no primeiro dia. Como não foram, têm que ser ditas hoje. Senão, “na terça que vem”, medidas muito piores terão que ser anunciadas.
Mas ainda tem ainda outro problema, que não é tanto dos governantes, mas mais das autoridades de saúde…
Quarto erro: números enganosos, que fazem parecer que o problema é menor do que na realidade é, que o perigo está mais distante do que na realidade está. Sabemos que, por vários motivos ― subnotificação, testagem insuficiente, atraso nos resultados dos testes, tempos de incubação do vírus, de aparecimento dos sintomas, de agravamento dos sintomas ― nós não só estamos vendo a “ponta do iceberg” como estamos olhando pra ele com o binóculo ao contrário! (Pra quem nunca olhou num binóculo ou luneta, se você olhar pelas lentes pequenas, apropriadamente chamadas de “oculares”, o objeto visto parecerá mais próximo; se você virar o instrumento ao contrário e olhar pelas lentes maiores, chamadas “objetivas”, o objeto visto parecerá mais distante.)
E não basta simplesmente os especialistas ouvidos todos os dias nos noticiários alertarem para o fato de que, devido aos problemas supracitados, a quantidade de infectados “deve ser maior” (já ouvi alguns falarem que “pode ser maior”) que o número de casos confirmados da doença. Novamente, isso fica muito vago. “Maior quanto?”, as pessoas se perguntam. E, ao imaginar a resposta, pensam sempre algo como “10% maior? 50% maior?”.
É que as pessoas em geral têm dificuldade de entender o conceito de ordem de grandeza. O mais recente e talvez mais confiável estudo cientifico sobre isso (postarei o link depois) estima que, no Brasil, pouco menos de 1% dos prováveis infectados são detectados. Isso quer dizer que o número de infectados é 100 vezes maior ― duas ordens de grandeza ― que o de casos confirmados!
E não são só pessoas com baixa instrução que têm dificuldade de entender isso. Quando eu falei desse estudo pra um amigo com grau superior de escolaridade, ele me disse, com base no número de casos confirmados ontem, 09/04, que foi 17.857, que então seriam “180 mil aproximadamente‘’ os infectados. No que eu repliquei, “É pra multiplicar por 100, não por 10.” E ele soltou um palavrão quando deduziu o número provável de perto de 1.800.000 infectados no Brasil enquanto escrevo estas intermináveis linhas. Não foi um erro de matemática dele, óbvio, mas uma resistência psicológica de encarar um cenário muito mais terrível do que ele acreditava ser. (A mesma resistência, que, estou certo, está na sua mente, leitor, neste exato momento, gritando pra você “Não, isso é um exagero, não pode ser tudo isso!”)
Este é o número que tem que ser anunciado com destaque nos telejornais: o número provável de infectados estimado por algum método razoável, nem que seja baseado em “palpites bem informados” (educated guesses). Porque, por mais grosseiro e incerto que seja ― e, no estágio atual de (des)conhecimento sobre o coronavírus, não tem como não ser ―, ele ainda será muito mais próximo da realidade que o ilusório “total de casos confirmados” que vemos pelo nosso binóculo ao contrário. Pelo menos enquanto não tivermos testado uma quantidade de pessoas que permita calcular, com métodos estatísticos confiáveis (aplicados em qualquer pesquisa de opinião ou de intenção de voto), quantos assintomáticos e paucissintomáticos há na população brasileira num dado momento.
“Ah, mas não tem como fazer esse cálculo.” Tem sim! Há pelo menos um mês que é possível fazer. Qualquer matemático que faça jus ao seu diploma ― de graduação ― é capaz de bolar um modelo baseado nos dados coletados na China e na Coréia do Sul (e, em breve, também na Alemanha), e fazendo a devida adaptação nos parâmetros para adequar à realidade brasileira, extrapolar um número que estará dentro de uma margem de erro ainda larga, mas dentro da qual é altamente improvável que o número de casos confirmados esteja. (Foi assim que os autores do estudo dos 1% fizeram, aliás, mas baseando‐se apenas nos números da China.) Para os objetivos de conhecer o real tamanho e a real distância de um iceberg, enxergar pelas oculares de um binóculo um tanto desfocado é melhor que olhar pelas objetivas de um perfeitamente ajustado.
Mas e qual seria a diferença, para o público, saber esse número estimado? Isso não vai confundi‐lo ainda mais? Não, vai esclarecê−lo mais! Porque hoje o morador da Rocinha lê no jornal que tem 11 casos confirmados numa comunidade de estimados 100 mil habitantes e pensa, “Ah, é muio pouca gente ainda!” Talvez ele leia a lista de nomes dessas pessoas e, muito provavelmente, não conhecerá nenhum. Qual a chance de qualquer um desses onze ter cruzado seu caminho no dia a dia, na ida e volta pro trabalho, ou na visita ao mercado? Não é nem preciso fazer conta pra estimar que é mínima, ínfima, praticamente nula. Conclusão: ainda dá pra encontrar os amigos no largo que dá acesso à principal subida do morro.
Mas se ele ouvir todo mundo nos jornais, na teve, na internet falando que esses 11 casos correspondem, provavelmente, a 1.100 infectados, a coisa muda completamente de figura! Já são pouco mais de 1% dos moradores. Quer dizer que, de cada cem pessoas, conhecidas ou não, que passam por ele todos os dias subindo e descendo as vielas da favela, uma já tem o coronavírus. Pode ser alguém que more no seu beco! Ou o mototaxista que o leva todo dia pro trabalho! Ou pode estar atrás dele na fila do supermercado!
Semelhantemente, numa cidade pequena, de 20 mil habitantes, enquanto não é anunciado o primeiro caso, as pessoas pensam que seu lugar ainda está “livre do vírus”. Tem prefeito de cidade do interior afrouxando as normas de fechamento do comércio e de restrição à circulação de pessoas baseando‐se justamente nessa falsa premissa. Mas se ele souber que quando o primeiro caso em sua cidade for confirmado provavelmente já haverá outros 99 ainda não notificados, e que, portanto, o vírus já pode estar circulando na sua cidade há vários dias, talvez já há semanas, e que a qualquer momento um deles vai dar entrada no único hospital da cidade e já de cara ocupar um dos dois leitos de UTI disponíveis, ele vai pensar 10 vezes antes de autorizar a reabertura do comércio!
Haverá, ainda, tempo de corrigir esses erros, antes da explosão de casos? Bom, certamente não vai se obter o mesmo benefício que se obteria se eles tivessem sido corrigidos há duas, três semanas. Muitas pessoas que não precisavam morrer vão morrer ― já estão morrendo ― porque os gestores públicos e as autoridades de saúde agiram conforme eu descrevi aqui. Mas muitas mais que não precisam morrer vão morrer se eles continuarem, se nós todos continuarmos, agindo da mesma maneira.
“Loucura é fazer sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes.”
(Não, esta não é de Maquiavel; nem de Einstein, como às vezes se atribui. É de um grande sábio desconhecido mesmo…)
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2020.04.06 03:01 2Beatrix2Kiddo Quem inventou a roupa intima merece uma surra.

Aaaaah! Como é bom andar livre disso, a não ser "naqueles" dias. Não curto essas roupas. Incomodam por demais. Mas a sociedade julga quando presenciam uma mulher com a pele crua coberta apenas com um fino tecido. Seria muito bom fazer uma cara feia e dizer que " o corpo é meu e eu ando como eu quiser" mas não é bem assim que as coisas funcionam. Seria legal se cada um se vestisse do jeito que achasse melhor, todavia parece que cada vez mais a moda tenta esconder, encobrir e disfarçar os corpos femininos; como se fosse proibido andar sem sutiã e sem calcinha por aí. Acho importante saber quando e onde. Tudo tem um limite e deve ser respeitado. Podemos ser livres sem ofender ou deixar outras pessoas desconfortáveis. Acho isso tudo meio polêmico. Gostaria de ser livre assim mas tenho receio dos julgamentos. Meu aprendizado diário é tentar entender o meu corpo e saber gostar dele como ele é, me sentir confiante ao me olhar no espelho e não ligar se alguém vier falar mal da minha roupa.
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2020.03.26 20:20 MrFancyRaccoon Frases de Moribundo

Cá está então a obra completa. Até então tenho reservado a esperança de um dia ver isto publicado. Peço-vos, por isso, que me puxem de volta à realidade, esmagando meticulosamente e todos os meus sonhos e ambições.
Vi em algum lado que é preciso dar dois espaço para separar versos. Se eu apagar logo o post é porque isso não é verdade.
Agradeço já às eventuais almas que tenham paciência para ler isto tudo.

I

Jubiloso este dia
em que as cortinas se me fecham!
Em cena vivi dançando
o tempo que queria.

Foi feliz a exposição,
e que belas personagens,
duo de seres que por mim agem,
as qu’ encontrei logo d’início!
Eu, que sozinho estava,
de dois fui logo acompanhado
e por décadas tesourado.
Ai que bela introdução!

Chegou também a minha intriga,
Em forte caule deu a espiga
mas o mesmo não saber
nunca deixei de o ter.
E aqui conheço os infelizes!
Tu, ó pessoa que me dizes
o quão triste é teu pensar,
tudo à volta dissecar
e extrair sentido algum.
Não mais faço eu que rir.
Se é pensar o existir
descarto já minha presença!
Somos bestas, animais,
não mais que superficiais
serão nossos julgamentos.
Deus esse a quem bradas
(esteja ele onde estiver)
se nos fez, fez-nos ocos
e, depois de mortos, fez-nos roucos.
Termina esse teu tentar.
Sê estúpido e vive a dançar,
comigo irás cantarolando!

Leva sorriso no defecho
sem razão a segurá-lo,
que se morres é pois viveste,
como qualquer, também tiveste
doçuras e térreos deleites,
que tu não os aproveites
é culpa tua e teu delírio
que sendo burro é tudo giro
Pode haver feio, mas não o vês...

II

Ai! Minha amada!
Vivo, cuidei que o amor,
ele e todo o seu ardor,
fossem maiores que nós humanos!
Não durava ele eternidade?
Não escapa ele a toda a idade?
Que triste é agora ver
depois de mim Outro te ter!
É amor vil ilusão!
É charada o casamento!
Meros endócrinos sinais
para haver acasalamento!
Nunca eu vi coisa eterna
que tão preste fosse a sumir
como o amor deste casal!
Bastou um de dois partir!

Apaixonado vivi
E (maldição) me esqueci
dum beijo mais doce que o teu!
Nem de nós o apogeu
cantei ou deixei por escrito,
ficou no agora restrito
tudo o que criei contigo.
Deitado no doce leito
tirei do amor o bom proveito
sem saber que no amar
arte nenhuma tinha feito!
Nestes meros anos de amor
em nada o meu nome deixo
senão nos lábios de quem pranta,
da desgraçada que prendi c’o beijo.

III

A terrível morte me assola.
Deixa os outros ir sem nome.
Pois a mim não o permito!
P’ras eras póstumas o repito
Pátroclo
Pátroclo
Pátroclo
Grito em tua face, Eterno!
Não me silenceias
pois de gritar tenho direito
tal é belo todo o feito
que deixo atrás par’ esta terra.

Sorriste-me, ó Fortuna.
Tive ao lado sempre o poeta
que não como à gente abjeta
me deixa no fim apodrecer.
Põe ele o sal no salvador
e canta bela toda a dor
de quem é merecedor.

Mais digno é quem a morte colhe
na dianteira da peleja
que aquele que esteja
toda a vida em sua toca.
É digno não pela refrega
mas pois a algo mais s’ entrega
que aquele que só tem boca.
Lavrei e combati
e, por isso, sucumbi
e fui d’igual embalsamado
por poeta e pela ninfa
e nenhum deles conheci.

Canta ele o meu Fado
e meu nome é lançado
para as bocas do futuro.

Por meu povo fiz o bem
Fiz a arte na peleja
É muito o saber que me beija.

Morro assim, concretizado
É meu nome entoado.
Por tudo que de grande fiz
Deixei no mundo cicatriz.

IV

Ao fim da linha
me dirijo apressado.
A mim coube a fortuna
de correr adiantado.

Vivi num gume afiado
Apoiado num só pé
e em jovial estupidez,
andei milhas d’imprudência.

O vento senti na cara,
à Sorte lancei os dados.
Mal sabia que d’ entre os Fados
era o meu o mais fatal:
“Jovens vivem para sempre,
se o sempre desejarem.”
Invencível me julguei,
com minhas carnes mais vermelhas,
meu entender mais aguçado,
e meu viver inda adoçado.
Por mim mesmo enganado
fui a vida acelerar.

Quem mais leves tem os pés
e mais curta a passada
bebe de uma só golada
todo o cálice consagrado
que delicia em lento agrado
o bebedor mais avisado
que o defruta mais pausado.

Enfim, vivi desenfreado
Criança sempre á gargalhada
Agora quem se ri é Hades
que celebra na chegada.

V

De pernas gastas
e fôlego arrastado
sem ânimo, ao fim sou chegado.
Não deixo a vida a meio,
corri toda a maratona.
Estafei os pobres músculos,
por mim foi promessa dada:
a de parar só na chegada,
que é lá, às brônzeas portas,
que toda a firme martelada
será a mim repaga em troco
de gotas da tardia glória.
(Não vai Deus esquecer a lavra,
nem meu lavrar será em vão...)

Mas agora que as vejo
nenhuma hoste me espera.
Tolo, esforcei por vil quimera.
Nada tive d’ Ele dado,
o berço não dourou Sua luz.
E sempre olhei para meu lado
e invejei o afortunado
que em meio de meu afinco
fazia mais do que eu e cinco.

Dei-te vida de trabalho
medíocre fiz mas muito
igual a maior fiz mas muito
nada de novo fiz mas muito
E mesmo assim não é meu nome
que dizes com tua voz...
É o dele, que menos fez,
do prendado inocente.
Olho-o e me olho de volta
e todo o ser se me revolta,
enoja o pensar
que não é a lavra que te agrada
é a beleza nata e bruta.

P’ro que dela não partilha,
e é ciente que não brilha,
fica só ressentimento
de que é por ti zombado
a cada sonho esmagado.
Enquanto vive s’ enganando
que algum dia, trabalhando,
oferecendo-te escravidão,
compra parcela de Eternidade.

E indicios deixaste tu...
Entre mortais tinha respeito...
Dos de meu tempo até louvor...
Nunca adivinhei a dor
que me darias e não ao outro.
Ao macaco de espetáculo,
mas por dentro recétaculo
de ouro que lá puseste
sem olhar p’ro que merece.

O dano sofri, espinhos pisei
De chagas me mostro repleto.
E, então, se não fiz arte?!
Não fiz eu a minha parte,
nulo mesmo assim nascendo?!
És tão cruel pr’a filho Teu?!
mereço assim eterno impasse,
de no silêncio perder a face?

VI

Mil rochedos de arrastão
carregou o coração,
acanhado, embaraçado,
quis mas não quis ascensão.
Parto para o vil Estige
e para mim nada redige
a Bela Musa Eterna.
Parece que nada atinge
aquele que nada finge
avassalado por Inércia.
Dela fui um fiel pajem,
cumpri dever de vadiagem.
Vagueei estulto, diletante
não notei gume cortante
que poisou, lento, na garganta
para no sempre a degolar.

Encravou ela meus dedos,
artrite deixou igual na mente
e anulou todo meu ser
impedindo meu tecer.

Vivi feito animal
E nada c’o esta idade
p’ra mim fui arrebatar
senão cruel mediocridade.

Para sempre em meu repouso
olharei o Ideal
Para lá nunca arredei pé,
adiei a vida p’ro final.
Olhar-te-ei, Sol que lá brilhas,
tu que me cantas maravilhas,
que me ecoas em vão o nome
enquanto a larva me consome.

Nulo abaixo parto.
Cumpro a justa sentença
de quem vive no seguinte
e só morrendo é que começa.

VII

Vivi vida enegrecida
pois toda a luz tive esquecida.
Tanto foi o meu pensar
que esqueci de me lembrar
que também sou animal,
também sou um cão banal
que quer seu osso p’ra rilhar.

Sempre vi o ignorante,
o sandio diletante,
e uma venda lhe pus nos olhos.
Quão errado estava...
Bem mais vêm eles
com os pequenos botões reles
da vida as coisas prazenteiras!
E eu de olhos bem abertos
mundos tenho encobertos
por detrás das prateleiras!

Esta minha dor ciente
é só eco estridente
da preguiça de amar.
Tanto há á minha volta...
Tão bela é a minha escolta
e eu sempre a pensar!

É terrível malefício
o racional ofício...
Sobre a folha de papel,
lá está mais quente o fervor
lá mais sentida está a dor
que a que deveras houve...
Direta foi doce vivência
para a ativa consciência
e dormente fica o corpo.

Triste é este destino
de do bom copo de vinho
mais cabeça dar á uva
ou de quem esmagou, a luva,
que ao sabor do rico suco.

E mais potente me lateja
a cabeça na peleja,
quando no passeio cruzo
família livre n’ ignorância
sem saber que tem seu termo,
que se destina a frio ermo
todo seu ilustre membro.
Dele nunca tirei os olhos
e vivi sempre a chorar.

E cá estou.

Livre de emenda
vejo a entrada estupenda
e cruza primeiro minha mente
todo o homem que a cruzou.

VIII

Ai, que grande meu azar!
Saiu-me na roleta
cair a bola em casa preta
e a morte me calhar!
E que bela foi a vida
de todo o pensar esquecida
bem ao lado dos amores!
Sem mulher casei-me cedo:
várias e não só uma
são as belas companheiras.

Primeiro, foi o doce néctar.
Longe vai a apoquentação
quando, morno, tenho na mão
o belo copo p´ra alegrar!
Qual arte, qual carapuça,
arde em mim a escaramuça
não c’o verso mas c’o a pinga!

Depois, veio meu rolinho,
enchido com especiaria
que a mim traz a alegria
(em outro lado não a arranjo).
Tem por nome Cigarrilha
e a ela estou tão devoto
que já levo pulmão roto
de carne tornado em carvão.

Chegam também as muitas gémeas,
as tisanas para as veias!
Cada uma é poção
p’ra diferente ocasião:
Se ao motor falta gasóleo
é pó de fada a cocaína.
Se da dor quero ser salvo
vem daí, minha heroína!
E se eu, terráqueo, voar quero
é S.Maria Joana que venero.

Por fim, vem a amada
que a morte trouxe, escarpada.
O colega trapacei
e toda a ficha despejei.
Como é bom perder o tino
na alcatifa de casino!
Á Fortuna ir rezar
p´ra fortuna me abonar!
A cavalo bendito, qual Pégaso,
amarei mais que a mulher
se ao bolso me trouxer
mais pecinhas p´ra apostar.

Agora parto para o Céu
e não vou acompanhado...
Onde estão as minhas queridas?
Cuidei que vinham a meu lado...
Toda a ficha que ganhei
vale menos que pataco.
Já cravei broca ao Eterno
e não sabe ele o que é tabaco...

IX

Sempre fui abnegador,
e sinto agora apenas dor.
Nunca em mim houve ardor.
Imóvel em minha cruz
ceguei-me de toda a luz,
passei em nome do pudor.

Minha fé, meu fanatismo,
meu seguro maneirismo,
sempre me consolaram,
perante a vista daqueles
que diante via felizes:
“Ignora-o, que ele peca!
É blasfemo por viver!
Imóvel fica em tua toca,
no Além podes correr!”

Ora, do Além já tenho vista.
Mais pequeno é qu’ imaginava...
Não há nele uma estrada
nesta terra não há pista.
Era pois a fé fachada,
seu nome era outro.
Não era águia mas polvo,
que me iscou e subjugou
e logo me confortou
com mentiras das sagradas.

E deste pano fui avisado,
lembro ler num evangelho,
de um pároco mais velho
que aos peixes dirigia
palavras de sabedoria
p’ra est’ evitar a isca
pela qual a vida arrisca
cegado por seu canto doce.
Sereia é esta empresa,
caça nas gentes a moleza
e trapo mete em seu diante
a ver se caça mais um servo
que além desse já não veja
o faminto a mirar a bóia.

Palavras belas as desse homem
a quem me esquece já o nome,
pois dele então nunca fiz caso,
(se lhes chamou de sal estragado,
certo é que diz pecado.)
Mas dizia então verdade,
e só o sei pois estou caçado
entregue agora a meu fado,
já sumiu o pano á muito.
Agora vejo que não cacei
mais nada para minha herança.

Acima perguntei
antes de fazer a arte
mas sobre mim não havia rei.
Era ele de mim parte
que eu, tolo, não usei.


X

O silêncio que esperei
grita alto à minha porta.
P’ra isto me preparei,
há muito levo a alma morta.

Não vibrou uma só palha.
Não levantou qualquer poalha
neste corpo que foi nulo.
Nenhum cálice me chamou
senão o de brandy
que momento na mão pousou.
Não doeu este caminho,
mas doce não o vou chamar,
que é quase exagero
de vida o denominar.

Falei sempre minhas crenças
e julguei que as ouviam.
Na margem a olhar o rio,
escondido das desavenças,
já parecia maluquinho,
ali postado, a falar sozinho.
(p’ra Lídia me dirigia
e cruzou ela o Estige
em milénio de outrora)

“Muita deve ser a dor
que ele esconde e que nega,
que por lá dentro há refrega
que ao Sol está por expor!”
Dizia o mais avisado
que ao andar me viu parado
e continuou alegre o passo.

E vejo agora, inda calado,
que, por muito dano dado,
deu-lhe Deus melhor destino:
teve chance de ser divino,
se não o foi podia ser,
e teve a vida este sentido.

E disto não me apercebi,
sem propósito me julguei,
como tal vetei ser rei
de tudo o que é além de mim.
Da mais leve e fresca brisa,
fugi sempre acautelado,
menos turva que o quedo lago
tive a miragem do Final.

Amadas nunca tive.
Memória não tenho.
Coração nunca terei.
Vivi nunca sendo vivo.
Do agora m’ entretenho.
E coisa alguma a mais terei.

XI

Que ira esta de partir!
Eu que trigo acumulei
parto de onde era rei
sem um tostão a reluzir?!

Não aceita o barqueiro notas
p’ra cruzar o fatal rio?!
Recolhe somente o preço tardio
em dracmas (por mim trocados
por peça de gado, por uns bordados...)
Cuidei que valessem menos
que os doces bens terrenos!
Tem afinal a alma preço...

A mesma mão de osso frio
estende ao herói e ao sandio.
E os que meti na sarjeta
dão-lhe o dobro e com gorjeta!
E eu, sem nada para dar,
de mim fico sem nada,
cuidei que a chave dourada
me dava certa ao Céu entrada.

Despido estou de minhas vestes,
caem em mim todas as pestes,
nos pés não tenho sola
e ao mendigo peço esmola.

Bem difícil é a vida
do patrão rico no submundo.
Já não posso ser imundo
sem a bolsa bem nutrida.

XII

Coisa mais trágica...
Começo eu a perceber
a charada em que me foi meter
o que a chave me esconde.
Do fumo desenham-se, difusas
as doces linhas de resposta,
já daqui vejo, gloriosa...
Mas deu á neblina ideia
de tudo em simultâneo,
em suspiro momentâneo,
a revelar à recém-carcaça.

E o que é da busca,
do caçar que foi a vida?
Que é feito do dano e dos lavores,
que sofro desde a partida?
Condenas-me á procura
e em vida não me dás
resposta que me apraz,
morro doente e dás-me a cura?

Cacei sempre o conhecimento,
tomei-o por migalhas Tuas
deixadas entre as falcatruas
p’ro avisado as colher
e em algum ponto ter
peça final aglomerada
que deixe a alma saciada.

E por elas deixei de ser,
deixer de ver senão abaixo,
olhava a pista cabisbaixo,
certo de que levava a prémio.
Julguei ter mais alto propósito
neste, do saber, depósito
além do de esperar insciente,
olhando só o lá na frente,
á espera de Hora determinada
p´ra verdade ser revelada.

Toda a milha percorri
no dorso duma pergunta
e é às portas do Eterno
que esteve comum a resposta.

Cruel és, ó Divino,
Comichão em mim puseste,
em cisma louca enfureceste
este teu ser a procurar
só p’ra na vida fracassar
e dás-lhe o prémio só na morte,
a ele e á quieta hoste.

Lá terei de aceitar...
Pelo menos descobri ,
sempre havia solução
é só pena cair na mão,
e quando já a levo fria...
Pelo menos o que de mim passa
Já não passa curioso
Coisa mais trágica...
Coisa mais trágica...

XIII

A um dia de Amadeus
nasci eu a vinte seis
e a um passo d’ Infinito
cumprirei as tristes leis
que a morte reserva ao homem
que, mesmo grande, não tem voz
para a si mesmo ecoar
entre os egrégios avós.

Nasci de cabeça acesa
e pronto estava p’ra empresa...
Mas só mais escuro tornava o dia,
e nunca o caminho alumia.
Só a chegada tive por certa,
este nó que se aperta
já o sinto no pescoço.
E já é tanto o alvoroço
e inda vai cheio meu cálice.
Mas tal refuto:
Há diferença entre cadáveres
se um o sabe e outro não?
São iguais no seu destino
só que um nasceu com tino
e outro não sabe que é cão.

Nasci alto quanto baste
para espreitar pela vereda,
intransponível labareda,
que comum adentro me confina.

Vejo pois os Elíseos Campos,
uma estrada de infinito
onde apenas com um grito
por século o nome espalharia
Mas não ganhei a voz ainda.
Espero quedo sua vinda
e sei já que espero em vão
Pois para mim está já traçado
morrer como os demais,
despedaçado por animais,
não mais p’ra vida instrumento
que expele rouca sua música.

Não escaparei á naturalidade.
Não clamo parcela d’ Eternidade.
Abraço assim o esquecimento.

É assim duplo o azar,
os da morte e do nascer,
trezes entre si somados
da perfeição ao cubo apartados
por um só passinho em frente
que o lá de cima entende
ser aquele em que tropeço
ao pagar último o preço.
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2020.03.13 21:51 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 3

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/52818610878
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6
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As Terras Fluviais: Corações Lupinos

Onde em Westeros está o Peixe Negro?

No final de O Festim dos Corvos, Sor Brynden Tully escapou do cerco de Correrrio, nadando por baixo de uma porterna levadiça como fazem os peixes, e está supostamente em algum lugar nas Terras Fluviais ou perto delas. Para onde ele foi? E o que está fazendo? Os defensores da Grande Conspiração do Norte têm algumas boas apostas.
[Peixe Negro:] Serei exibido em passeata por Porto Real, para morrer como Eddard Stark?
[Jaime:] – Permitirei que vista o negro. O bastardo de Ned Stark é o Senhor Comandante na Muralha. Peixe Negro estreitou os olhos.
– Terá seu pai também organizado isso? Catelyn nunca confiou no rapaz, se bem me lembro, assim como nunca confiou em Theon Greyjoy. Parece que tinha razão a respeito de ambos.
(AFFC, Jaime VI)
Primeiro, a teoria sustenta que o Peixe Negro sabe da intenção de Robb de nomear Jon seu herdeiro. Correrrio ainda desafiadoramente ostenta "um longo estandarte branco decorado com o lobo gigante dos Stark" (AFFC, Jaime V) em sua mais alta torre. Contudo, se Jeyne Westerling não tem filhos, por quem essa bandeira tremula? O Peixe Negro não pode pensar que o reino de Robb poderia sobreviver sem um rei, por mais velho e teimoso que ele seja.
Jon é brevemente mencionado durante o duelo de palavras entre Jaime e Peixe Negro. Muitos leitores tomaram a conversa como prova da baixa opinião de Tully sobre Jon, de sua impressão do bastardo de Ned Stark envenenada pelo ressentimento de Catelyn (embora ele nunca o tenha conhecido). Uma explicação alternativa, no entanto, é que Sor Brynden está tentando tirar Jon da atenção de Lannister.
A avaliação de Catelyn sobre Jon é compreensível, mas claramente colorida por sua raiva frustrada por Ned. Enquanto isso, o Peixe Negro, como o conselheiro mais próximo de Robb, deve saber o quanto Robb estima seu irmão. Parece um pouco ridículo acusar Jon de conluio com Tywin, de qualquer maneira, em minha opinião. A troco da duvidosa recompensa de comandar os criminosos e renegados da Patrulha da Noite? Nem mesmo Theon trai os Starks pelos Lannisters, pois se alia a seu sangue (o que corresponderia aos Starks para Jon).
Theon também espera ganhar a própria Winterfell como prêmio. Além do mais, este é o único ponto na conversa com Jaime em que há uma sensação de que Peixe Negro está concentrando toda sua atenção nas palavras de Jaime, levando-o a sério, em vez de zombar dele. Por que estaria ele tão na defensiva?
Supondo, então, que o Peixe Negro acredite que Jon agora seja seu rei (mas não tenha certeza porque ele não é testemunha da decisão final de Robb), Edmure provavelmente confirmaria o que seu tio já suspeita quando Jaime o envia para negociar a rendição de Correrrio. E há ainda mais no suposto conclave dos Tullys.
Edmure Tully finalmente encontrou a voz.
– Poderia sair desta banheira e matá-lo aí mesmo, Regicida.
– Podia tentar – Jaime esperou. Quando Edmure não fez nenhum movimento para se erguer, disse: – Vou deixá-lo saborear minha comida. Cantor, toque para nosso convidado enquanto ele come. Conhece a canção, suponho?
– Aquela sobre a chuva? Sim, senhor. Conheço-a.
Edmure pareceu ver o homem pela primeira vez.
– Não. Ele não. Afaste-o de mim.
– Ora, é só uma canção – Jaime rebateu. – Ele não pode ter uma voz assim tão ruim.
(AFFC, Jaime VI)
Por mais interessante que seja o trauma do casamento vermelho em Edmure e suaa história pessoal embaraçosa com esse cantor em particular (ASOS, Arya IV: “E quem disse que a canção era sobre ele? Era sobre um peixe. / Um peixe murcho”), a coisa mais importante nessa cena. é que Jaime deixa Tom das Sete, o espião da Irmandade sem Bandeiras, sozinho com Edmure por um tempo não especificado.
Tom provavelmente toca para Edmure, conforme solicitado, mas que músicas ele canta? Sobre Freys precisando serem enforcados? Prisioneiros prontos para serem libertados? Aqui está uma possível conexão entre Senhora Coração de Pedra e o Peixe Negro.
Então, quais são as opções de Sor Brynden após sua fuga? Ele pode ter se juntado ao Irmandade sem Bandeiras e, depois de sobreviver ao choque de descobrir que sua sobrinha amada virou um zumbi, escolheu participar das supramencionadas operações em andamento da Senhora Coração de Pedra. Edmure também está precisando de um resgate, apesar de Jaime ter aumentado sua escolta para quatrocentos homens no último momento (AFFC, Jaime VII).
Por outro lado, um melhor uso dos talentos do Peixe Negro seja para ele seguir para o Vale (onde serviu muitos anos e foi o Cavaleiro do Portão, uma posição de alta honra) e reunir outro exército de apoiadores de Stark para otimizar as tentativas da Irmandade sem Bandeiras em quebrar o controle de Lannister das Terras Fluviais.
Os Senhores Declarantes - Benedar Belmore, Symond Templeton, Horton Redfort, Anya Waynwood, Gilwood Hunter e Yohn Royce - têm se agitado contra o mandato de Mindinho (AFFC, Alayne I), e Bronze Yohn em particular era a favor de entrar na Guerra dos Cinco Reis ao lado dos Starks e Tullys após o Casamento Vermelho (ASOS, Sansa VI).
Uma inominada tia-avó de Ned (Edwyle Stark) casou-se com um filho mais novo do ramo menor da Casa Royce, e suas filhas casaram-se com Waynwoods, Corbrays e talvez Templetons (ASOS, Catelyn V). Por fim, mais um visto na lista de como a total psicopatia de Ramsay está prestes a arruinar os Boltons, Domeric [Bolton] foi criado no Vale e aparentemente era muito amado.
[Roose:] Tive outro, uma vez. Domeric. Um garoto quieto, mas mais realizado. Serviu quatro anos como pajem da Senhora Dustin, e três no Vale como escudeiro de Lorde Redfort. Tocava harpa, lia histórias e cavalgava como o vento. [...] Redfort dizia que ele era uma grande promessa. [...] Ramsay o matou. Uma doença das entranhas, disse Meistre Uthor, mas eu digo veneno. No Vale, Domeric apreciava a companhia dos filhos de Redfort. Queria um irmão ao seu lado, então cavalgou até as Águas Chorosas para buscar meu bastardo.
(ADWD, Fedor III)
E o que falar de Jon, então? O Peixe Negro não esqueceu seu dever para com o Rei no Norte, por mais alegremente ignorante Jon estivesse em A Dança dos Dragões.
A guarnição Tully partiu na manhã seguinte, despida de todas as suas armas e armaduras. Cada homem foi autorizado a levar comida para três dias e a roupa que trazia no corpo, depois de prestar um juramento solene de nunca mais pegar em armas contra Lorde Emmon ou a Casa Lannister.
– Se tiver sorte, um em cada dez homens pode respeitar esse juramento – Senhora Genna observou. [...]
Dois homens decidiram não partir com os outros. Sor Desmond Grell, o antigo mestre de armas de Lorde Hoster, preferiu vestir o negro. O mesmo decidiu Sor Robin Ryger, capitão da guarda de Correrrio.
– Este castelo foi meu lar durante quarenta anos – Grell justificou. – Você diz que sou livre para partir, mas para onde? Sou velho e corpulento demais para um cavaleiro andante. Mas os homens são sempre bem-vindos na Muralha.
– Como quiser – Jaime respondeu, embora isso fosse um aborrecimento. Permitiu que ficassem com as armas e as armaduras e destacou uma dúzia dos homens de Gregor Clegane para escoltá-los até Lagoa da Donzela.
(AFFC, Jaime VII)
A menos que Raff, o Querido, tenha falhado na ordem de Jaime de entregar os prisioneiros incólumes em Lagoa da Donzela, Grell e Ryger, ambos de confiança de Tully, provavelmente embarcam para Atalaia-Leste-do-Mar onde, conforme se teoriza, eles foram encarregados por Sor Brynden de servir a Jon, uma vez que ele fora coroado por Robb enquanto Peixe Negro lutava para garantir que ele tivesse um reino.

O homem encapuzado em Winterfell

Em um dos capítulos de A Dança dos Dragões, há algo de estranho.
Lá fora, a neve caía tão pesada que Theon não conseguia ver mais do que um metro adiante. Encontrou-se sozinho em um deserto branco, paredes de neve se erguendo de todos os lados até quase a altura de seu peito. Quando ergueu a cabeça, os flocos de neve roçaram em sua face como suaves beijos gelados. Podia ouvir o som da música no salão atrás de si. Uma canção suave, agora, e triste. Por um momento, sentiu-se quase em paz.
Mais adiante, cruzou com um homem que vinha na direção oposta, uma capa com capuz agitando-se atrás dele. Quando se encontraram frente a frente, seus olhos se encontraram brevemente. O homem colocou a mão na adaga.
– Theon Vira-Casaca. Theon assassino de parentes.
– Não sou. Eu nunca... eu era um homem de ferro.
– Falso é tudo o que você era. Como é que ainda está respirando?
– Os deuses não terminaram comigo – Theon respondeu, perguntando-se se aquele poderia ser o assassino, o caminhante noturno que enfiara o pau de Caralho Amarelo em sua boca e empurrara o homem de Roger Ryswell das ameias. Estranhamente, não estava com medo. Puxou a luva da mão esquerda. – Lorde Ramsay não terminou comigo.
O homem olhou e riu.
– Deixo-o para ele, então.
Theon marchou pela tempestade até que os braços e as pernas ficassem endurecidos pela neve, e as mãos e os pés dormentes pelo frio [...]
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Supondo que Theon não tenha imaginado o episódio inteiro e falado sozinho, quem é esse misterioso homem encapuzado?
O Fandom não tem escassez de teorias, muitas na beira da loucura ou orgulhosamente perto disso. (Benjen Stark? Sério? Howland Reed? São pessoas que desesperadas para finalmente conhecê-lo?) Um dos candidatos mais plausíveis, no entanto, é Harwin, em minha opinião. Um ex-membro da família Stark em Winterfell e um membro atual da Irmandade Sem Bandeiras, sob o comando da Senhora Coração de Pedra.
O homem encapuzado é novo em Winterfell, pois parece surpreso ao ver Theon. Ele definitivamente não esteve presente no casamento de Ramsay com a falsa Arya, quando Theon ficou ao lado da noiva como substituto de Ned Stark, e possivelmente só chegou, solitariamente, com a cobertura da tempestade de neve. Ele não apenas chama Theon de vira-manto, o que é bastante comum, mas também um matador de parentes. Foi sugerido que essa acusação não poderia ser feita por alguém que não fosse leal aos Starks e que não soubesse como Robb, Bran e Rickon encaravam Theon como um irmão. Por fim, Theon não reconhece o homem. Talvez isso signifique que seria um servo [como Harwin], uma pessoa que o antigo Theon teria considerado não ser digno de nota.
Harwin participa do julgamento de Brienne em O Festim dos Corvos.
[Lem:] Há um fedor de leão em você, senhora.
[Brienne:] – Não é verdade.
Outro dos fora da lei deu um passo adiante, um homem mais novo com um justilho gorduroso de pele de ovelha. Na mão trazia a Cumpridora de Promessas.
– Isto diz que é – a voz dele era carregada com o sotaque do Norte.
(AFFC, Brienne VIII)
Então, como poderia Harwin estar em Winterfell durante A Dança dos Dragões? Lembre-se de que Dança realmente se estende cronologicamente além de Festim. Arya tem seu primeiro ponto de vista em A Dança dos Dragões logo antes do supracitado capítulo de Theon, e Jaime aparece alguns capítulos depois. Além do mais, o último capítulo de Brienne em Festim ocorre quatro capítulos antes do final do livro.
Senhora Coração de Pedra teria boas razões para enviar um agente para Winterfell, caso ela soubesse do casamento forçado de Arya. Harwin é o homem ideal para a tarefa por causa de sua familiaridade com o Norte e porque ele é um dos últimos a ver Arya de perto, viva e com sua identidade comprovada além de qualquer dúvida (ASOS, Arya II-VIII).
Além disso, Harwin é um cavaleiro excepcional, rápido o suficiente para perseguir Arya, apesar de sua vantagem inicial, quando ela tenta escapar da Irmandade (ASOS, Arya III). Como ele explica, seu pai, Hullen, era mestre em cavalos em Winterfell.
Qual é a importância de Harwin ser o homem encapuzado? Bem, para começar, isso confirmaria suspeitas de que Coração de Pedra está conspirando com os homens do norte para restaurar o domínio Stark em todo o antigo reino de Robb (que inclui as Terras Fluviais).
Na verdade, em minha opinião, isso já é sugerido com sua viagem de ida e volta ao Gargalo. Harwin poderia garantir aos senhores do norte como os Umbers que Grande-Jon e outros reféns do Casamento Vermelho serão libertados em breve por amigos, permitindo que aqueles em Winterfell ajam sem medo de represálias. Mais importante ainda, ele é outro personagem que pode expor o embuste dos Bolton com a falsa Arya simplesmente pondo os olhos sobre a garota.
É verdade que os nortenhos podem não precisar de ajuda nesse assunto. Os Mormonts, Glovers, Manderly, Umbers, Liddles, Norreys, Wulls e Flints - até Lady Dustin -, todos no Norte têm informações para compartilhar. E eles provavelmente estiveram ocupados chegando à conclusão de que Stannis e os Bolton deveriam ter que sangrar um ao outro para que um Stark (ou um Snow legitimado) possa surgir das ruínas.
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2019.12.21 03:23 jvcscasio Ariadne, a cidade da rainha dragão

Essa é mais uma cidade do meu mundo homebrew de Parabellum. Espero que vocês consigam tirar ideias interessantes daqui.

Ariadne

Visão

Uma formação rochosa em forma de taça se eleva sobre um pequeno planalto rodeado de várias colinas cobertas de casas negras. Essas casas feitas de lama e ossos de wyvern são obscurecidas pela longa sombra projetada pela principal formação rochosa. Uma pequena escada liga as colinas a um pequeno platô e uma rampa leva ao topo da formação. A sombra faz com que a cidade abaixo fique em constante escuridão, então as pessoas usam o feitiço Chama Contínua dentro de lanternas azuis e rosas para iluminar as ruas, e a maior parte da cidade é atingida por "chuva", que na realidade é a água da parte superior caindo na cidade.

História

A rainha do dragão, Hwang-geum Tongchija, nasceu no topo dessa estranha formação rochosa no início de Parabellum. Ela é um dos primeiros seres a existir. Para acabar com sua solidão, ela criou cinco dragões metálicos para manter sua companhia e, quando viram a necessidade de acumular riqueza, decidiram criar criaturas para trabalhar para eles, Hwang-geum criou os kobolds, enquanto os outros dragões metálicos criaram os dragões.
Corrupção
O envenenamento por chumbo da rainha dragão está criando um campo mágico que chega longe da cidade e está mudando a natureza dracônica. Dragonborns que sentem culpa pelos erros que cometeram e dragonbrons com alinhamentos malignos estão começando a se tornar corruptos e a perder suas escalas metálicas por cromáticas. Há 25% de chance de que, ao entrar na cidade, um dragão cromático apareça. Role um d6 para decidir a cor do dragão: 1 - Preto, 2 - Azul, 3 - Verde, 4 - Vermelho, 5 - Branco, 6 - Sombra. Escolha uma "idade" para o dragão recém-nascido de acordo com o nível do seu grupo.
Sociedade
Ariadne é uma cidade de três níveis e governada por dragões metálicos, pois os dragões cromáticos ainda estão por vir à vida. A rainha do dragão, Hwang-geum Tongchija, governa junto com um conselho, cujos membros juntos têm o mesmo poder que ela. Os dragões vivem em um platô acima da cidade dracônica, alheios à maioria das transgressões entre sua criação, os draconatos.
Os dragonborns vivem no nível mais baixo da cidade, construindo casas sobre as colinas abaixo do platô, onde as casas mais altas são de propriedade dos cidadãos mais ricos e poderosos. Eles têm que pagar tributos aos dragões na forma de tesouros que compram, roubam ou conquistam. Alguns draconatos se tornaram proficientes em fazer jóias para esses fins. Os draconatos nunca encontram seus senhores, em vez disso, o tesouro é coletado e entregue a um grupo especial de draconianos que vivem nos castelos que bloqueiam a entrada do platô. A maioria dos dragonborns fala apenas dracônico, e aqueles que falam em comum costumam ter um ensino superior. A maioria das tábuas mágicas são escritas em comum e estão fora do alcance da maioria das pessoas comuns.
Terrasys
Terrasys (Terraforming systen) é um satélite que orbita Parabellum, pairando acima de Ariadne por volta das 16h. Os kobolds reaproveitaram a tecnologia para escanear a superfície em busca de criminosos procurados.
O sistema foi originalmente criado por seres humanos como um meio de encontrar fontes de carbono e transformá-las em gás com um feixe poderoso. No entanto, os kobolds inventivos encontraram esse sistema em Ariadne e assumiram o controle do raio, mirando em seus inimigos. Quem tem controle sobre o terminal no terceiro nível pode fazer um teste de inteligência CD 22 para comandar o satélite para atacar um ponto específico do mundo (desde que o satélite esteja sobre aquele local). O feixe causa 55 (10d10) de dano de fogo e 21 (6d6) de força.
Kobolds
Os kobolds no terceiro nível descobriram dados antigos sobre Tiamat e se tornaram cultistas da rainha do dragão diabólica. O plano deles é envenenar a rainha Hwang-geum, para que ela enlouqueça e depois prossiga com um ritual de sacrifício para transformá-la no avatar de Tiamat. O ritual inclui envenenamento por chumbo de um dragão de ouro até que ele enlouqueça e, em seguida, faça-o devorar cinco dragões metálicos, depois cantar uma invocação para Tiamat enquanto o dragão de ouro banha-se em sangue de dragão.
Sanjeog
Sanjeog é um grupo de criminosos que roubam tesouros dos viajantes e os usam para pagar os impostos e viver melhor do que em comparação com seus compatriotas que trabalham duro. Seu esconderijo é uma série de túneis sob a maior colina, com a única entrada secreta dentro de sua padaria, chamada Miànbao, de propriedade do mestre padeiro Miànbao Ji. O líder deles é Lupi An-ui, um veterano half-dragon azul que viaja com uma varinha de bolas de fogo pronta para disparar. Ele tem um acordo com o kobold chamado Fangpi, de quem compra itens mágicos em troca de parte do saque.
Yi Jí Zhànshì
Os Zhànshì são um grupo revolucionário que planeja derrubar os kobolds, seu plano atual é tentar contrabandear alguém para dentro do conselho no terceiro andar com histórias de como as pessoas estão vivendo mal, na esperança de que o conselho aprenda sobre suas vidas duras e decida mudar. O líder deles, Gemìng Hónsè, é um veterano nascido do dragão de ouro e acredita corretamente que os kobolds estão filtrando as informações que o conselho recebe para impedir que alterem a estrutura social que mantém os kobolds no poder. No entanto, ele está preocupado que algumas de suas escamas douradas estejam caindo e sendo substituídas por escamas vermelhas, a razão desconhecida por trás disso é que Gemìng está sendo corrompido pela culpa de matar uma criança durante um ataque rebelde a uma caravana kobold.

Primeiro nível - Diyiji

O primeiro nível, chamado Diyiji, é composto por várias colinas de diferentes tamanhos e centenas de casas, feitas com ossos de grandes animais e lama negra seca e colocadas sobre essas colinas de maneira desorganizada. A sobra da comida que os dragões comem é jogada nos níveis mais baixos, deixando a cidade com o aspecto de um aterro sanitário.
Os jogadores podem conhecer algumas personalidades notáveis ​​deste nível, como:
Gemìng Hóngsè, o líder dos revolucionários Zhànshì, passando seu tempo livre na biblioteca lendo tabuletas de guerra.
Miànbao Ji, o padeiro mestre da cidade, responsável por alimentar as centenas de habitantes da cidade, com pão muito abaixo do preço normal (graças ao patrocínio do grupo criminoso Sanjeog).
Nosugja Namja, um plebeu sem teto commoner com 1 hp que enlouqueceu depois de beber água venenosa de uma fonte na floresta de cerberus, ele sempre pede dinheiro e, se receber alguma coisa, joga o dinheiro na pessoa dizendo que não vai aceitar desrespeito dos outros.
Agmaui Yeoja é um guarda da cidade que passa seu tempo livre no DRAG no pub da cidade. Ele é um espião secreto dos revolucionários Zhànshì.
Ming, um commoner dragonborn de cobre que deseja fugir da cidade e viver uma vida de crime, mas não pôde se juntar ao Sanjeog por sua falta de discrição e incapacidade de mentir.
Locais no primeiro nível:
A A.G. é uma enorme fábrica onde 96% das dragas trabalham, recebendo 1% das jóias produzidas por elas como pagamento (apenas o suficiente para cobrir os impostos exigidos pelos kobolds). Uma gigante senzala com mesas compridas, onde milhares de pedras preciosas e barras de ouro são derretidas com sopro de dragão, batidas e moldadas em jóias pelos trabalhadores mal pagos. Jaebeol é o dono do lugar, dragonborn branco, mas ele não é encontrado em nenhum lugar, pois na maioria das vezes ele está viajando pelo mundo com o dinheiro que ganha.
O albergue Hoseutel é o único local disponível para os viajantes dormirem e está cheio dos clientes estranhos. Cada quarto custa 1 peça de ouro por dia, por pessoa e tem o mínimo necessário para ser considerado um albergue. Os alimentos podem ser pedidos separadamente e sempre são servidos frios e encharcados. Entre as pessoas que ficam aqui estão um druida anão chamado Qazam de Apollinaris que vende todas as poções incomuns no DMG, um mago githyanki chamado Inigida procurando o book of vile darkness que ele acredita ter caído neste mundo, e um halfling plebeu chamado Viśrānti viajando ao redor do mundo.
A padaria Miànbao é o esconderijo secreto do grupo criminoso Sanjeog, que rouba dinheiro dos viajantes draconatos e estrangeiros para obter itens mágicos, entre outras coisas, dos kobolds no terceiro nível. Acessar o esconderijo exige que um nascido do dragão diga a senha para Miànbao Ji, que é "pão sem ovo". Os personagens que passam algum tempo na padaria terão vislumbres de alguns membros entrando nos fundos da loja dizendo coisas como "Eu vim pelo pão sem ovo" e "Posso comprar um pão sem ovo, chefe?"
O pub Nun-ui Yong é um pub degradado feito com o que parece ser ossos de dragão e madeira escura. Os buracos no teto fazem com que a água da chuva caia sobre os clientes enquanto eles bebem cerveja e sakê doce. Sendo o único pub de verdade na cidade, a maioria das pessoas não se importa com a qualidade da comida ou com as condições do local, desde que obtenham o que pediram.
A delegacia é onde menores criminosos são mantidos antes de serem julgados. Gyeongchal é o chefe corrupto da polícia, um draconato branco prateado, com um belt of dwarvenkind que ele recentemente recebeu de Sanjeog e gloves of snaring missiles que lhe permitem reduzir ataques de armas à distância em 1d10 + seu modificador de destreza. Se os personagens são pegos por algum crime, como roubo ou assassinato, eles passam 1d4 + 2 horas esperando por um julgamento, onde Gyeongchal decide que eles são culpados e colocam seus nomes para extermínio por Terrasys, pois ele realmente não se importa o suficiente para manter criminosos trancados aumentando seu trabalho. É mais fácil envia-los para serem alvejados pela luz mágica nos céus.
As escadas do segundo nível são longas e grandes, feitas de ossos e lama que levam as pessoas ao segundo nível, um platô de 100 pés. acima da colina mais alta.
Silheomsil é um laboratório escondido na base do platô, veja mais abaixo.
Taiteuhan Maejang é o mercado da cidade, centenas de dragonborn passam o dia lotando as quatro ruas que compõem o que é apelidado de mercado de terra. Dezenas de vendedores ambulantes colocam seus itens sobre mesas de madeira e osso, gritando um com o outro e chamando os clientes a experimentarem frutas ou carne. As pessoas vendem e usam drogas abertamente nessas ruas e não é incomum ver alguém desmaiado sendo assaltado. Os membros da Sanjeog ganham dinheiro nesse mercado vendendo itens mágicos incomuns e raros que não desejam mais.
Missões no primeiro nível:
Picada de mosquito
Os agentes de Sanjeog descobriram que um item mágico chamado “Mordida de Mosquito” (adaga que cura 1d4 com 3 cargas diárias) está na posse de um viajante gith noble que está passando pela cidade procurando comprar drogas. O githzerai, que leva o nome de Nullak Azarzig, é atacado quando os PCs passam pelo mercado. Ele lhes dá 400gp se eles o protegerem e salvarem sua adaga. Se eles não fizerem nada, no dia seguinte a adaga estará disponível para compra no mercado. O grupo de atacantes consiste em três bandits draconatos de cobre e um bandit captain dragonborn.
Criança perdida
Eomeoni é uma plebéia draconata de cobre, cujo filho fugiu para o segundo nível. Ela está disposta a dividir com três dias em rações (toda a comida que ela possui) em troca de seu filho. A criança, Adeul, pode ser encontrada no segundo nível dentro de 1d4 horas e está disposta a voltar com os personagens, se eles forem amigáveis.
O oblex
Sasil é um draconato de ouro noble que vive em uma das colinas mais altas da cidade. Ela está preocupada com sua criada draconata de cobre, que está agindo de forma estranha. Ela pergunta se alguém pode falar com a empregada e investigar. A empregada, chamada Gajeongbu, está angustiada depois de descobrir o marido de seu chefe, um draconato de prata chamado Geojis foi substituído por um Oblex adulto, embora a empregada não saiba o que é um oblex, ela sabe que o draconato cheira e fala de maneira estranha. Ao ser descoberto, o oblex mata e assume o lugar de Sasil, tenta demitir os heróis além de consumir a criada.
Porta estranha
Um draconato desabrigado, cujo nome há muito esquecido, diz que viu uma porta na base da pedra do terceiro nível. Se os personagens investigarem com ele, encontrarão a porta do laboratório Silheomsil.
Ajude os Stormcloaks
Banlangun é um draconato de prata do grupo Zhànshì que está tentando levar uma caixa de alimentos altamente calóricos de Apollinaris para Ariadne, para alimentar os pobres em sua região de controle, mas a caravana foi atacada por um wyvern a caminho e perdeu a comida. Ele paga aos personagens que ajudam com qualquer arma +1.
Ajude a padaria
A padaria Miànbao está contratando pessoas suspeitas para espancar dois jovens bandidos que não pagaram pelo "pão". Os jovens drogados são dois draconatos de cobre chamados Malih e Wana e podem ser encontrados usando drogas em uma casa abandonada.

Segundo nível - Dierji

O segundo nível, chamado Dierji, é o local reservado para os dragões menores que ainda são considerados superiores aos draconatos. É uma milha de largura e duas milhas de comprimento. Para atingir esse nível, você precisa subir as escadas do segundo nível ou voar 100 pés da colina mais alta da cidade. Das escadas, os personagens encontram uma estrada dourada que leva aos portões do terceiro nível, enquanto nesta estrada, os personagens não são atacados por nenhuma criatura do segundo andar.
Aqui drakes, wyverns e pseudodragon vivem em uma floresta de árvores esparsas e chão rochoso, com a maioria dos alimentos sendo os restos dos banquetes dos dragões no nível mais alto.
O grande monte coberto de plantas e musgo visto no meio deste andar é uma tartaruga-dragão criada tristemente por Partum Lapis longe da água. Incapaz de deixar o platô, a tartaruga-dragão descansa, aguardando algumas mudanças e permite que ela voe para longe ou se teleporte para o oceano, o nome da tartaruga-dragão é Olaedoen San. Para cada hora que se move por esse nível, role para a tabela de encontros aleatórios:
d100 Encontro : ---: : ------------ 1 - 25 Nada. 26 - 40 1d4 + 2 guarda azul drakes. 41 - 55 1d4 - 1 wyverns (min. 1). 56 - 70 1d6 pseudodragões. 71 - 99 1d4 preto guarda drakes liderar por 1 guarda vermelho drake. 100 Olaedoen San
Para alcançar o terceiro nível, os personagens devem andar pela estrada dourada, uma caminhada de uma hora feita pelos kobolds para esgotar quem tentar alcançá-los. Deixar a trilha reduz a viagem para 20 minutos, mas as câmeras na floresta registram os rostos dos personagens e enviam para a Terrasys. Observar a câmera antes de ser gravada exige um teste de Sabedoria (percepção) CD 18.

Terceiro nível - Shenji

O terceiro nível, chamado Shenji, é o lar dos verdadeiros dragões metálicos. Elas vivem em êxtase ignorante, recebendo tesouros e comida dos kobolds, que lentamente envenenam a rainha em um monstro maligno ganancioso, para seu ritual. Esse envenenamento faz com que ela às vezes aja como seu equivalente maligno.
O plano kobold
Trinta kobolds moram no terceiro andar, comandados por Lashi, um artífice kobold de pele vermelha com um arco curto +1. O plano deles é fazer com que a rainha do dragão Hwang-geum devore seus subordinados durante um eclipse duplo (quando as duas luas cruzam o sol ao mesmo tempo). Fangpi, um warlock kobold de pele vermelha, com uma capa de banco de montanhas, é o responsável para o ritual e o veneno alimentar, ele nunca sai da sala do trono. Chuwanwei é um inventor kobold de pele azul com um anel de proteção e uma inteligência de 23, que é o único capaz de comandar a Terrasys, usando um computador antigo que ela consertou usando livros encontrados no laboratório.
Os jogadores podem encontrar alguns dragões neste nível:
Huang Tóng é uma dragão de bronze adulta faladora e curiosa, ela rapidamente aprende novos idiomas e gosta de perguntar sobre a cultura local. Ela tem muito medo de ir contra a rainha e voará para longe em caso de briga.
Qīng Tóng é uma dragão de bronze adulta, animada e contente, que gosta de assumir a raça da pessoa com quem está falando. Ela pode ser convencida a vir para o lado dos jogadores, se eles parecerem curiosos e aventureiros.
Long Tóng é uma dragão de cobre adulta sempre cercada por fairy dragons que ela chama de filhos, eles adoram brincar com outros dragões e kobolds. Ela tentará parar qualquer briga que aconteça, até a morte.
Yín Dàshī é uma dragão prateada adulta preguiçosa, que passa a maior parte do tempo dormindo e contemplando sua reflexão sobre as jóias que possui. Ela é leal à rainha do dragão e a defenderá a todo custo.
Jīn Tàiyáng é uma dragão de ouro adulta estudiosa, mas cautelosa, ela finge comer a comida que os kobolds lhe trazem, mas à noite ela caça pássaros para se alimentar. Ela é magra e fraca, mas já suspeita das tramas dos kobolds. Se ela conseguir uma desculpa para deixar o palácio e investigar, ela irá. Ela é a única pessoa que ajudaria os personagens com qualquer coisa que eles precisassem sem precisar convencer o necessário.
Hwang-geum é a rainha do dragão de Ariadne, ela foi envenenada pelos kobolds e seu corpo mostra sinais de corrupção. Em vez de ficar completamente coberta de ouro, Hwang-geum tem uma energia escura fluindo sob suas escamas, o que é visível para quem olha atentamente para seu corpo ou à vista de todos quando olha para seus olhos. Suas escamas de ouro também estão se tornando cromáticas, com cores diferentes crescendo em lugares diferentes. Ela se comporta como um dragão de ouro na maioria das vezes, no entanto, quanto mais tempo uma conversa é, mais impaciente ela se torna e mais violenta.
Hwang-geum é uma dragão de ouro adulto com o seguinte ataque de sopro no lugar do sopro de fogo: ___ > Respiração por plasma (custa 3 ações). Hwang-geum respira uma explosão de plasma quente em um cone de 90 pés. Cada criatura nessa área deve fazer um teste de resistência de Destreza CD 21, recebendo 72 (16d8) de dano de fogo em um teste que falhou, ou metade do dano em um teste de sucesso. Todo objeto de metal em contato com a respiração começa a brilhar em brasa. Qualquer criatura em contato físico com esses objetos recebe 9 (2d8) de dano de fogo. Se uma criatura estiver segurando ou usando os objetos e sofrer o dano, a criatura deve ter sucesso em um teste de resistência à Constituição ou soltar o objeto, se puder. Se não soltar o objeto, ela tem desvantagem nas jogadas de ataque e nos testes de habilidade até o início do seu próximo turno. Se os kobolds conseguem corromper Hwang-geum, ela se torna uma Tiamat Falha.
Locais no terceiro nível:
Os túneis de entrada são uma série de intricados corredores esculpidos e guardados por kobolds para impedir que alguém veja os dragões sem permissão. A movimentação pelos túneis garante encontrar pelo menos uma patrulha de 2d6 kobolds e 1d4 kobold inventores.
A sala do trono é conectada ao laboratório pelo elevador e conectada à parte externa através dos túneis de entrada. Três dragões estão sempre aqui, conversando frivolamente sobre filosofia e vida, às vezes discutindo fervorosamente a ética, o bem e o mal. No entanto, uma vez por mês, Hwang-geum chega ao trono, e todos sentam-se em silêncio enquanto a rainha faz discursos incoerentes sobre traição e conspiração, após o qual ela volta ao seu covil para comer e ter delirantes discursos por si mesma, planejando e descobrindo coisas que não são reais.
Fonte mágica Esta fonte mágica brilha uma luz amarela brilhante sobre os jardins, pois cria 1d4 gramas de ouro a cada hora.
O covil do conselho é um jardim gigantesco onde o conselho mora, cada dragão tem um lugar favorito, Huang dorme sobre uma enorme árvore nas margens do jardim, Qing construiu casas de diferentes raças para viver, e cada dia ela dorme parecendo um diferente Por um lado, Longa vida entre as flores e dorme em um monte perto da floresta, Yín dorme o dia todo no seu tesouro perto de Hwang-geum e Jīn quase nunca dorme, em vez de voar para o primeiro nível e ouvir a conversa nas ruas.
O Great Wyrm Lair é uma antena parabólica que se comunica com a Terrasys, que também serve como o covil de Hwang-geum. O prato tem 1.000 pés de amplitude está cheio de tesouros dos impostos que os draconatos pagam, todo mês seu tesouro aumenta enormemente, mas sua ganância nunca acaba. Um personagem pode acessar o controle direto dos Terrasys na base da antena parabólica com três verificações bem-sucedidas de inteligência DC 20 usadas para compreender e assuma o controle do satélite, cada verificação executa uma ação.
Tesouro: 42.000 peças de ouro, 3.300 peças de platina, uma cota de malha +1, uma espada vorpal, um caixão de criança em ouro puro (7500gp), espada longa dourada com bainha de platina (7500gp), 5000gp em escamas douradas, um trono de cristal feito por elfos de Granicus (5000gp), um mármore brilhante feito de éter puro (4000gp), a cabeça com joias do primeiro gigante nascido neste mundo (4000gp), uma corrente de ouro (2000gp), uma harpa de Granicus (2000gp), um escudo de bronze com um diamante no centro (500gp).

Lab Silheomsil

Entrada
Para entrar pela primeira porta, os caracteres devem passar por uma verificação de Inteligência DC20 (investigação) que permite que eles encontrem um botão oculto ainda funcionando. A porta no final da entrada só abrirá quando todos estiverem do lado de fora. O salão bombeia a sala cheia de ar e abre a segunda porta do vestiário.
O vestiário está cheio de roupas rasgadas e podres, a maioria ainda dentro dos guarda-roupas de metal. Os personagens podem avançar para o segundo andar por escadas, pois o cofre do elevador está vazio nesse andar. Um espectro de uma cientista morta chamada Moriana Bohn percorre este andar, atacando à primeira vista.
Armazenamento
O armazenamento contém dezenas de caixas de madeira cheias de pedras e sujeira que costumavam ser estudadas pelos cientistas deste laboratório.
Um personagem que investiga a sala encontra documentos detalhando estudos sobre a terraformação de um planeta chamado Marte, sobre a quantidade de oxigênio e hidrogênio no solo e as plantas para um poderoso sistema de aquecimento a ser colocado em um satélite. Os personagens podem avançar para o terceiro andar através de escadas, pois o cofre do elevador está vazio nesse andar.
Laboratório
Um único computador está quebrado no chão e as escadas para o quarto nível estão enterradas sob toneladas de pedras. Sobre os papéis de mesa de metal, cheios de cálculos para o satélite, estão sob o corpo de um cientista, que segura uma faixa de intelecto. Interagir com o corpo desperta o fantasma do cientista, que acredita que os personagens estão tentando roubar sua pesquisa. Na vida, seu nome era Edd Murray e ele é tão implacável na morte quanto na vida, quando lançava estagiários no deserto do planeta marciano com apenas um tanque de oxigênio se eles não obtivessem os resultados que ele esperava. Os personagens podem entrar no elevador neste andar e rastejar através de um buraco no teto para alcançar o quarto andar.
Sala de jantar
Comida podre por trezentos anos repousa sobre a mesa central, enquanto um fogão a gás enche a sala com gás explosivo. Qualquer feitiço ou faísca de fogo criado dentro desta sala explode a sala inteira, fazendo com que todos dentro sofram 2d6 de dano de fogo e a sala fique sem ar por três minutos. Duas sombras atacam bons caracteres alinhados assim que chegam à mesa. Os personagens podem avançar para o quinto andar através de escadas, pois o cofre do elevador está vazio nesse andar.
Quartos de dormir
Os corpos de três cientistas estão no chão, ainda em suas camas. Dois deles eram casados, e o marido agora é um Allip depois de um sonho ter vislumbres do futuro, o fim dos seres humanos e o nascimento da magia. Ele tenta colocar na mente do personagem visões de humanos tocando um meteorito e depois se tornando ladrões. Os personagens podem avançar para o sexto andar por escadas, pois o cofre do elevador está vazio nesse andar.
2 quartos
Cinco cientistas voltaram à vida como zumbis irracionais e vagam pelo chão tentando comer qualquer coisa que possam ver. Os personagens podem avançar para o sétimo andar através de escadas, pois o cofre do elevador está vazio nesse andar.
Centro de Controle
Um laptop em funcionamento neste andar é administrado por Ling Yao, um artífice kobold. Um grande datacenter registra tudo, de posições a rostos de criminosos procurados. Ling insere criminosos aqui para permitir que os Terrasys os eliminem.
Ele é acompanhado por sua torre, dez guardas kobold e um veterano kobold. O datacenter tem um AC de 20 e 200 pontos de vida. Uma vez destruído, o Terrasys é incapaz de atingir qualquer pessoa específica. Os personagens podem usar e modificar dados no computador com três testes de inteligência bem-sucedidos do DC 20. Os personagens podem alcançar o nível da sala do conselho através do poço do elevador.
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2019.11.26 04:47 aquela_nat Percebi.

Geralmente em minhas crises, eu pensava e me sentia uma merda Mas eu não me sinto mais assim, eu sei que sou legal e boa em muitas coisas e não uma completa inútil
Oq ta me fazendo mal nesse momento é o fato de ter perdido o amor da minha vida sem entender totalmente o pq, ainda há tantas dúvidas das quais provavelmente nunca serão tiradas e devo me contentar com as respostas que tenho E o fato de não ter independência, isso é o que ta me matando mais até, minha falta de independência e meu desespero por querer ser livre e viver minha vida em paz sem ouvir julgamentos todos os dias, loucuras religiosas e preconceitos absurdos, machuca.
Sei que meus pais especialmente minha mãe ainda precisa muito de mim, mas eu posso fazer isso a distância e bem É mais saudável pra mim.
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2019.07.18 21:00 _-Comic-_ Bailão do Robyssão - Eu Questiono

Sim, isso aí é um pagodão. Não digo mais nada.

https://www.youtube.com/watch?v=nvQJYOa_bWk

Vejo a dificuldade predomina em meu país Quem vive na ilusão com certeza é feliz Porque encarar a verdade causa depressão Vejo a humanidade cheia de aversão
Por falar em aversão, eu também tenho a minha Pra quem não sabe eu sou da misantropia Roubo, estupro morte e pedofilia Político, pastor e padre do mesmo saco da farinha
Muito homem casado homofóbico se diz Mas para lá na orla pra comer os travestis Por trás do homofóbico existe, sim, um gay É tanta hipocrisia não confio mais em ninguém
O fundamentalista sempre se acha direito Usa o nome de Deus pra levar o seu dinheiro Vê mentira na bíblia, só o que lhe convém É tanta hipocrisia não confio mais em ninguém
Me chamam de maluco, mas sou um cara normal (Me chamam de maluco, mas sou um cara normal) Porque eu penso, eu questiono Porque eu penso, eu questiono
Dizem que bandido bom é bandido morto Porque não dizimam os políticos que estão soltos? O pobre quando rouba fica preso igual um lixo O político quando rouba, ele vira ministro
Gente se acha melhor porque fez a faculdade Mas depois de formado ainda passa dificuldade Aqui nesse país pseudointelectual, a sua diversão é sazonal
Existe os otários cheio de preconceito Julgam minhas músicas não me conhecem direito Eu sou empresário só quero o seu dinheiro Isso é showbusiness só quero o seu dinheiro
Dois mil livros que eu li me fez mais perspicaz Eu sou um golfinho sagaz Com minha sapiência serei gestor da nação Vou importar cérebro pra dá população
Geração de gente burra isso é crucial Os senhores do mundo nova ordem mundial Burro vale ouro, inteligente é esmola A mídia é mentirosa só faz massa de manobra
Nessa pirâmide eu estou na sola Fazer letra, que é facil então faça pra coca-cola Ela já matou muito mais do que o ebola Ela já matou muito mais do que o ebola
Me chamam de maluco, mas sou um cara normal (Me chamam de maluco, mas sou um cara normal) Porque eu penso, eu questiono Porque eu penso, eu questiono
O povo do sudeste é mais inteligente Nordeste é vítima da política incompetente Aproveite a vida, pois no inferno ardente No dia do julgamento vai ter ranger de dente
Os primeiros da lista são os cães gulosos Eles que roubaram o nordeste e o brasil Sua consciência pesa puta que pariu Pra conseguir dormir só tomando rivotril
Mãe irresponsável fez do filho coroinha Eu vejo os padres comendo as criancinhas Mas que mundo é esse? é o mundo cão A água tá acabando reduz a população
Assista mais tv e fique alienado Nos gases poluentes que estão sendo liberados De todos eles o metano é o pior E você só assiste à novela e futebol
Me chamam de maluco, mas sou um cara normal (Me chamam de maluco, mas sou um cara normal) Porque eu penso, eu questiono Porque eu penso, eu questiono
Nosso mundo inteiro só mentira e ilusão Porque a mentira te deixa aliviado Quem falou a verdade foi crucificado Pelos religiosos e pelos fanáticos Os mesmos que hoje em dia usam o seu nome Querem adquirir e barganhar Mas ele ensinou que o certo é repartir Temos que dar, amar e perdoar
Você não vai entender esse meu recado Porque o seu cérebro está condicionado Livre-se da matrix é o que eu sugiro Procure se instruir pois o sistema é o vampiro
Existe o holocausto mental não confio em ninguém Salva sangue virtual País capitalista o que importa é o real País capitalista o que importa é o real
Eu tô dando a idéia em alto e bom som Acabou o amor compre um livro bom Não seja consumista john john, louis vuitton Eles enaltecem é o mamon
Me chamam de maluco, mas sou um cara normal (Me chamam de maluco, mas sou um cara normal) Porque eu penso, eu questiono Porque eu penso, eu questiono
*Pii* faz de você cativo Cadê a democracia com voto facultativo? Saia do aprisco, comece a se libertar Essa bosta nunca vai mudar
Me chamam de maluco, mas sou um cara normal (Me chamam de maluco, mas sou um cara normal) Porque eu penso, eu questiono Porque eu penso, eu questiono Porque eu penso, eu questiono Porque eu penso, eu questiono
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2019.07.10 21:45 agscontabilidade ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO

A maioria das pessoas reclama da falta de tempo que dispõe para suas atividades diárias devido à enorme carga de tarefas que tem para executar.
O que ocorre é que as pessoas quando aprendem em um curso acadêmico, ou mesmo ingressam de alguma forma em uma função, profissão, são sempre instruídas sobre “O que” fazer sendo ignorado o modo como se fazer o trabalho, principalmente aos detalhes que fazem o diferencial para se obter uma maior eficiência e eficácia.
Não basta ser especialista no que se faz, é que preciso ter noções da melhor maneira de realizar o trabalho.

COMO ADMINISTRAR MELHOR O SEU TEMPO?

Tempo é das coisas mais indefiníveis e paradoxais: o passado já se foi, o futuro ainda não chegou, e o presente se torna o passado, mesmo enquanto procuramos defini-lo, e como se fosse um relâmpago, num instante existe e se extingue.
Na maioria dos casos, a análise revela que, com alguns ajustes, o indivíduo poderá produzir muito mais, com menos dispêndio de esforços. Chama-se “trabalho inteligente”.
ORGANIZE UMA AGENDA DO TEMPO
Para identificar com precisão como você ocupa o seu tempo, faça uma agenda, dimensione exatamente o percentual de tempo utilizado em cada tipo de atividade.
Pois não podemos controlar nosso tempo se não sabemos exatamente como o estamos utilizando.
Geralmente somos levados a achar que sabemos como utilizamos nosso tempo, mas nem sempre isso é verdade.
O princípio básico para utilizar bem o tempo é priorizar as tarefas realmente importantes e que nos trazem maiores resultados, aquelas que sempre deixamos para executar depois das mais fáceis!
Avaliar a forma como utilizamos nosso tempo é o primeiro passo que devemos dar, e após isso questionar: Os resultados seriam melhores se eu passasse o meu tempo trabalhando em outra atividade?
Como eu poderia executar as tarefas mais importantes com mais freqüência e eficiência?
Um outro aviso importante: Geralmente seus colegas de trabalho tem o costume de lhe passar material, assuntos e tarefas que não dizem respeito à sua atividade principal (ao seu foco).
Este tipo de material deve imediatamente ser retornado à pessoa que realmente deve dar continuidade. Responda na própria correspondência e retorne imediatamente.
Não deixe nada entulhando sua mesa ou caixa postal de e-mail. Sempre que possível evite dar respostas como: Vou ver e lhe retorno depois!. Assim que tiver um retorno lhe informo!
Dê as informações necessárias já no momento para que a pessoa mesmo pesquise sozinha! Não atue como intermediário de nada.

VOCÊ REALMENTE SABE COMO USAR SEU TEMPO?

A primeira medida para melhorar a utilização do tempo é verificar como ele vem sendo empregado.
Muitas pessoas imaginam que sabem como usam seu tempo, mas quando eles são registrados, numa “tabela de tempo”, o resultado é surpreendente para estes indivíduos.
Algumas situações comuns observadas numa tabela de tempo:
Para efetivamente avaliar a utilização do tempo, é necessário questionar o efetivo uso do mesmo.

QUANTO TEMPO UTILIZAR EM CADA TAREFA?

A lei de Parkinson diz que o trabalho tende a preencher (ou adaptar-se) ao tempo disponível ou alocado para ele.
Se você alocar uma hora para uma determinada tarefa, terá mais chances de terminar o trabalho dentro desse prazo, caso estabeleça duas horas para o mesmo trabalho provavelmente utilizará as duas horas para o trabalho.
Estabeleça sempre a quantidade de horas e datas para conclusão de projetos, provavelmente descobrirá um meio de fazê-lo dentro do prazo estabelecido por você, e sua produtividade aumentará bastante.
DIVIDINDO SEU TRABALHO DE ROTINA EM LOTES
A divisão em categorias e o agrupamento de seu trabalho podem ser chamados de “agrupamento”. Processe as informações e as tarefas semelhantes em lotes, reduzindo dessa forma, o desperdício e o deslocamento.
Você executará cada tarefa de forma mais eficiente. Muitos elementos de seu trabalho podem ser reduzidos a simples rotinas que lhe permitirão concluir tarefas semelhantes no mínimo tempo possível.
Esses tipos de tarefas realmente se prestam ao agrupamento. As vantagens de abordar o seu trabalho dessa maneira são várias.
Você verá que o trabalho em lotes permite que você se prepare e se organize para ele de uma só vez, ao invés de ter de fazê-lo várias vezes se o trabalho for feito aleatoriamente.
SUPERANDO O ADIAMENTO
O adiamento provavelmente consumirá mais tempo no seu local de trabalho do que em qualquer outro lugar.
Se você for uma pessoa que costuma adiar, a mudança de atitude para o Faça Agora será um elemento chave para ajudá-lo a identificar onde existe adiamento nos seus hábitos profissionais e a superá-lo.
A maioria das pessoas é muito inteligente, até mesmo engenhosa, no que diz respeito a adiar as coisas. “Eu não tenho muito tempo” é uma desculpa comum.
“Eu acho que eles disseram que não estariam aqui hoje, então eu não liguei.” “Não é tão importante.” A lista de motivos pelos quais uma tarefa não pode ser concluída é interminável.
Seja tão esperto para concluir as coisas quanto o é para adiá-las. Insista até encontrar a solução para cada problema sem adiá-lo.
É aí que você deve concentrar o poder de sua mente, e não em desculpas inteligentes.

AS 8 MANEIRAS DE SUPERAR O ADIAMENTO

1) Faça agora e fará uma vez somente: Não fique lendo e relendo para fazer uma ação. Leia e aja.
2) Clareie a sua mente: Não postergue nada. Programe o que você vai fazer e realmente faça ou esqueça o que você não vai fazer.
3) Resolva os problemas enquanto eles são pequenos: Caso contrário seus problemas crescerão e consumirão mais tempo.
4) Diminua as interrupções desnecessárias: Isso o ajudará a ser mais produtivo.
5) Coloque os atrasos em dia: Os trabalhos atrasados criam o seu próprio trabalho extra.
6) Comece a operar visando o futuro e não o passado: Trabalhe sempre de forma preventiva, antecipando-se.
7) Pare de se preocupar: O grande dano do adiamento é o cansaço mental e psíquico que isso causa.
8) Agora sinta-se melhor em relação a si mesmo: A conclusão de tarefas evita o estresse e a ansiedade e traz mais autoconfiança e auto-respeito.

ESQUEÇA LEMBRANDO

A maioria das pessoas tem certo orgulho da sua capacidade de se lembrar de “tudo” o que deve ser feito.
É um jogo mental que fazem. Embora possam ter sido bem-sucedidas em uma certa época, o ritmo atual do trabalho e da vida particular e o volume de atividades com as quais devemos estar em dia aumentaram tanto que é impraticável estar por dentro de mil coisas a fazer.
Essa preocupação constante de tudo o que precisam fazer, lembrar-se de tudo, simplesmente lhe sobrecarregam, principalmente porque acabam se lembrando de “tudo” nos momentos menos interessantes.
Os executivos e gerentes deveriam se interessar mais em esquecer todas as coisas que têm a fazer. Sim eu disse esquecer.
O que as pessoas precisam é de ter um sistema adequado em prática para se lembrar dessa infinidade de detalhes quando, e só quando, for preciso. Parece loucura? Na verdade não é.

3 PRINCÍPIOS GERENCIAIS CLÁSSICOS DE ADMINISTRAÇÃO DE TEMPO

Três princípios gerenciais clássicos de administração de tempo estão sendo seriamente questionados pelos estudiosos. Estes conceitos são:
  1. Faça uma lista das tarefas que você precisa executar diariamente e concentre-se nelas até que todas estejam executadas.
  2. Cuide primeiro dos assuntos urgentes.
  3. Distribua uniformemente sua carga de trabalho.
O fato é que todo mundo já utilizou estas técnicas frequentemente com algum grau de sucesso.
No entanto, renomados experts como Peter Drucker, Merrill Douglass e o filósofo do século XX, Vilfredo Pareto, afirmam que elas precisam ser descartadas a fim de abrir caminho para métodos mais eficazes.
Aparentemente, as regras são boas. Cada uma delas, entretanto, contém aspectos negativos.
Analisemos em separado estas diretrizes para descobrirmos por que elas precisam ser riscadas do livro de regras gerenciais.
1. Faça uma lista das tarefas que você precisa executar diariamente e concentre-se nelas até que todas estejam executadas.
O que há de errado nisto? Uma porção de coisas. Conforme Drucker aponta, é preciso equilibrar o trabalho com o tempo.
Lembre-se que o tempo é imutável, ao passo que o trabalho é flexível como massa para modelar. Ele pode ser pressionado, moldado, reformulado e dividido.
Portanto, o trabalho deve sempre subordinar-se ao tempo disponível. Atacar com entusiasmo sua lista diária de itens a fazer não é suficiente.
O tempo deve ser realisticamente programado para que as tarefas certas realmente sejam feitas.
2. Cuide primeiro dos assuntos urgentes.
Se é urgente, deve ser importante, certo? Errado! Quem é que diz que o assunto é urgente?
É você, seu chefe, sua secretária, um cliente, um empregado, um vizinho? Urgente implica em necessidade de atenção imediata.
Mas quem está exigindo atenção imediata? Como a tarefa em questão se relaciona com os objetivos a serem atingidos?
Na realidade, existe um relacionamento matricial entre assuntos urgentes e importantes. Esta correlação pode ser simplesmente citada como:
“Assuntos urgentes podem ser importantes, mas não necessariamente.” São quatro os possíveis relacionamentos. O assunto pode ser: Tanto importante quanto urgente Ex.: você está quase perdendo seu principal cliente. Importante mas não urgente Ex.: planejamento estratégico para os próximos três anos. Urgente mas não importante Ex.: a maioria do telefonemas. Nem urgente nem importante Ex.: conversa fiada ou comentários excessivos sobre o jogo de futebol da semana passada.
Conclui-se, portanto, que assuntos importantes (os que têm vínculo com os objetivos) deverão sempre ter prioridade sobre assuntos meramente urgentes (os que pressionam pelo tempo), uma vez que atenção deixará pouco tempo para fazer o que realmente é importante.
3. Distribua uniformemente sua carga de trabalho.
Há quase 100 anos, Pareto questionou este conceito. O Princípio de Pareto postula que para qualquer número de itens, um pequeno número destes itens é muito mais importante do que o restante.
Por exemplo, 20% dos clientes de uma companhia provavelmente são responsáveis por 80% das vendas, ao passo que 20% dos itens em estoque podem representar 80% do inventário.
O Princípio de Pareto é uma prescrição de discriminação. Ele propõe dedicar mais atenção aos itens importantes e menos atenção aos itens de menor importância.
Conclui-se, portanto, que uma carga de trabalho uniforme, que trata de todas as tarefas da mesma maneira, não atende à necessidade do executivo.
O esforço concentrado em poucos assuntos importantes é que abre o caminho para a produtividade gerencial.

ALGUNS PASSOS PARA GERENCIAR SEU TEMPO COM MAIOR EFICÁCIA

Mesmo com os três conceitos “furados” colocados em perspectiva, a questão permanece.
Que regras poderão realmente ajudar-me a melhor administrar meu tempo? O primeiro passo para melhor administrar o tempo é determinar como é utilizado.
A maioria as pessoas acha que sabe como ocupa seu tempo mas, comumente, quando os fatos são registrados num quadro de tempo, o resultado é surpreendente.
Situações típicas demonstradas nesse quadro são:
  1. Julgamentos bruscos feitos em relação a assuntos altamente importantes;
  2. Conversas telefônicas que se estendem em demasia
  3. Períodos de incessantes interrupções nos quais nada de significativo é feito;
  4. Longo envolvimento em assuntos de pouca importância que poderiam ser delegados ou ignorados;
  5. Períodos de escravidão à burocracia, nos quais a “papelada” domina o dia;
  6. Ausência de tempo para pensar ou planejar.
A percepção de como você usa seu tempo implica num esforço de cronometrar suas atividades diárias e registrar os resultados para análise.
Para ajudar a capturar seu dia como ele realmente é, siga estes passos:
Passo 1 – Faça um quadro de tempo.
Use uma agenda, um caderno ou um bloco e anote de 30 em 30 minutos o que você esteve fazendo durante a meia hora que passou. Registre suas atividades por uma semana.
Passo 2 – Reveja o quadro.
Faça um resumo dos resultados. Veja quanto tempo você gastou em assuntos realmente importantes, quanto tempo foi gasto inutilmente e quanto foi dedicado à rotina.
Passo 3 – Reflita.
Você está realmente aplicando o tempo nos assuntos que o ajudarão a atingir seus objetivos?
(você poderá concluir que, certamente, seu tempo não está sendo bem utilizado, mas justifica assim “não existem horas suficientes no dia e, além disso, as pessoas vivem me interrompendo.”).
Para resolver este problema, examine os maiores estranguladores de tempo e deixe mais tempo livre para os assuntos importantes.
As seguintes atividades tendem a dominar o dia do gerente/profissional:
Para ganhar tempo, analise seu dia visando eliminar atividades inúteis. Aqui estão alguns indicadores para manter-se livre da maioria dos estranguladores de tempo:
Passo 4 – Pergunte a você mesmo se realmente precisa ver toda aquela papelada.
O fato de ter sido mandada para você não significa que deva perder tempo com ela.
Faça uma lista dos documentos que recebe; classifique-os em grupos de prioridades A, B e C.
Então, delegando, eliminando e condensando, reduza drasticamente seu gasto de tempo com os itens C e, em menor grau, com os assuntos B, permitindo desse modo, mais tempo para os de prioridade A.
Passo 5 – Discipline suas reuniões para obter resultados mais eficazes em menos tempo.
Volte às bases. Todos conhecem o assunto e o objetivo da reunião? É comum os participantes não saberem o objetivo da reunião (às vezes, nem o líder tem uma idéia clara).
Estabeleça o objetivo da reunião de forma cristalina. Antes dela, faça uma agenda detalhada e, finalmente, registre os resultados em ata.
Pergunte-se também se a reunião realmente é necessária. Talvez não seja e, sim, uma perda de tempo para todos os participantes.
Passo 6 – Determine quanto tempo você dispõe para diálogos (para ouvir, resolver problemas, conversar); então, racionalize o seu tempo de acordo.
Precisa receber todas as pessoas que querem falar com você? E pelo tempo que elas quiserem? Obviamente não.
Muitos dos seus visitantes poderão ser bem atendidos por outra pessoa que não você.
Se tem outras prioridades, é uma prerrogativa sua determinar os limites de tempo dos seus diálogos.
Redobre, portanto, seus esforços para organizar sua agenda de entrevistas.
Passo 7 – Estabeleça um código de conduta telefônica.
Evite escravizar-se ao telefone. Agrupe as ligações para logo se ver livre delas. Evite interrupções telefônicas quando estiver trabalhando em assuntos importantes (desligue o aparelho, ou peça a alguém para anotar recados).
Se precisa fazer ligações diariamente, tente estabelecer um horário para isso. Evite pegar o telefone impulsivamente – organize seus pensamentos e discuta os assuntos em uma seqüência ordenada.

DE VOLTA AOS ANTIGOS CONCEITOS

Para administrar eficazmente o seu tempo, basta fazer uma revisão nos conceitos “furados”.
Com o acréscimo de algumas palavras, os velhos conceitos se transformam em poderosas diretrizes gerenciais.
Eis a versão revisada:
  1. Faça uma lista das tarefas que você precisa executar diariamente; então, estabeleça prioridades e programe as atividades, concentrando-se nestas tarefas até que os itens programados estejam executados.
  2. Cuide primeiro dos assuntos importantes; estes devem sempre prevalecer sobre aqueles que meramente parecem urgentes.
  3. Distribua sua carga de trabalho proporcionalmente de acordo com a importância dos assuntos que você tem à mão.
Estas mudanças, aparentemente sutis, transformam os três conceitos “furados” de tempo em regras altamente eficazes.
Siga estas diretrizes e você se tornará mais eficaz – produzindo mais em menos tempo.
COMO DELEGAR
A delegação determina em grande parte a sua eficácia como executivo, gerente ou supervisor. A qualidade do seu trabalho.
também depende de sua capacidade de delegar adequadamente. Se você o fizer, multiplicará a sua produtividade.
Quanto mais cedo detectar, no seu processo de planejamento, a sobrecarga de trabalho, sua ou de outra pessoa, mais eficaz você será corrigindo o problema.
Não espere fazer tudo sozinho. Talvez você perca muito tempo tentando dominar algo em que não é muito bom.
Delegar, apropriadamente, à pessoa certa, com experiência adequada, é uma das habilidades executivas mais importantes.
Quando você delega, está designando uma tarefa a uma pessoa e a autoridade para executá-la, mesmo que não transfira a sua responsabilidade pessoal, que continua com você.
O Delegante Eficaz
  1. Identifica a pessoa certa para fazer o trabalho.
  2. Delega agora, dando tempo suficiente para a conclusão.
  3. Expõe claramente o objetivo.
  4. Fornece todas as informações necessárias para a conclusão da tarefa.
  5. Certifica-se de que o staff entendeu a tarefa antes de começar a trabalhar.
  6. Marca uma data para conclusão.
  7. Incentiva um plano de projeto por escrito.
  8. Monitora periodicamente a evolução.
  9. É acessível para esclarecimentos e conselhos.
  10. Assume a responsabilidade, mas dá crédito à pessoa que realizou o trabalho.
  11. Ajuda o staff a crescer, conferindo-lhe novas responsabilidades.
Faça agora
O primeiro passo para começar a aproveitar melhor o tempo é organizando o espaço de trabalho.
É necessário começar pelas pilhas de papéis e documentos que povoam mesas dos escritórios.
Ao pegar no papel ou documento pela primeira vez deve-se resolver de imediato, tratar do assunto e direcionar o papel para o lugar certo.
Não se pode usar dos adiamentos, pois quanto mais adiar-se uma tarefa, outras mais se acumularão.
Portanto, ao se tratar de um assunto, deve-se resolver no ato (faça agora), para não simplesmente trocar o problema (papel) de lugar.
Além disso, é importante que se faça tudo de uma vez só, não compensa perder tempo para ler cada um dos documentos, para ler depois analisar e por fim tomar uma providência.
O correto é logo que se começar a resolver um assunto, o fazê-lo de uma só vez, eliminando-se etapas desnecessárias do processo de trabalho.
Outro aspecto importante é trabalhar-se com a mente limpa. Milhares de afazeres menores rondam a mente tirando a atenção da pessoa do assunto a ser tratado no momento por serem puxados pela memória.
Por isso, deve-se eliminar essas pequenas coisas para depois se ter maior concentração maiores facilitando-se sua execução.
Além do que, a importância de se tratar de pequenos problemas está no fato de que assim evita-se que se tornem problemas maiores e mais difíceis de se resolver.
Muitas vezes durante o dia as pessoas são interrompidas pelos chefes, companheiros de trabalho, subordinados e clientes, justamente por não resolverem pequenos problemas piorados com os adiamentos.
Atrasos geram problemas, e problemas geram interrupções que atrapalham o desenvolvimento das atividades nas quais está-se trabalhando.
Desta forma faz-se necessário identificar as prioridades de trabalho, reservando-se tempo para elas, identificar-se as causas e remediá-las.
Devemos focalizar aquelas atividades que mais podem contribuir para atingir os objetivos globais previstos.
Questionar sempre as urgências, usando os seus critérios e comprando-os com os do interlocutor.
Preocupações impedem pessoas de visualizar o futuro, as prendem a fatos passados, impedindo-as de desempenharem boas ações no presente.
Resolvendo primeiramente as tarefas mais desagradáveis ao invés de adiá-las, evita-se tais preocupações e, sentindo-se melhor, as pessoas trabalham melhor.
Naturalmente, não são todas as tarefas que são possíveis de ser resolvidas no exato momento, algumas dependem de outras pessoas ou fatos, dados indispensáveis momentaneamente, e são essas que devem ser classificadas como pendências.
Há também de se ter pertinência pois há tarefas que são verdadeiramente bobas e não devem merecer atenção imediata.

LIDANDO COM INTERRUPÇÕES

Nem todas as interrupções, obviamente são ruins. Na verdade, existem algumas interrupções boas, aquelas onde se discutem boas idéias.
Para cortar interrupções indesejáveis:
Comece a dividir a sua comunicação em lotes. Evite a cada assunto que surge discutir imediatamente com o responsável por isso.
Em vez disso discuta vários problemas no mesmo momento.

COMO PRIORIZAR ASSUNTOS EM FUNÇÃO DE IMPORTÂNCIA E URGÊNCIA?

A TIRANIA DA URGÊNCIA RESIDE NA SUA DISTORÇÃO DE PRIORIDADES – PELO SUTIL DISFARCE DE PROJETOS MENORES COM STATUS MAIOR, COMUMENTE SOB A MÁSCARA DE “CRISE”.
Assuntos importantes são aqueles que são relevantes em termos de nossos objetivos. Urgências são caracterizadas por uma necessidade premente de se realizar atividades dentro de um prazo específico, podendo ser ou não coincidente com um assunto importante.
Programar seu tempo ou seu trabalho?
“O que é que eu realmente consegui fazer hoje?”, quando, no fundo, você já sabe qual é resposta. Como é que pode acontecer este fenômeno?
É porque nos deixamos ser controlados pelas urgências dos outros, mesmo quando estes assuntos não contribuem de nenhuma forma para objetivos em mira.
Devemos nos perguntar onde estamos e para onde estamos tendendo.
PETER DRUCKER fala que: não conseguimos atingir nossas metas diárias porque, em termos de administração de tempo, procedemos de maneira totalmente inversa, isto é, procuramos espremer uma “massa” que se encontra em processo de constante expansão, dentro de um compartimento rígido e limitado.
O importante é procurar alocar previamente uma parcela de tempo para a execução de tarefa, executando, em primeiro lugar, aquela tarefa que produzir mais resultados ou consequências.
Tarefas importantes e tarefas urgentes
O combate a URGÊNCIAS é fundamental para a concentração do tempo nas IMPORTÂNCIAS.
Para combater as URGÊNCIAS é preciso que:
O que é inesperado não é necessariamente importante! Diante do inesperado, resista à tentação de execução imediata, procurando antes identificar a importância/urgência da tarefa.
Ordem Pessoas têm mania de guardar coisas sob o pretexto de talvez precisar delas mais tarde. No entanto, deve-se guardar somente o que realmente é importante e pode ser útil mais tarde.
Há um conceito de que a desordem instiga a criatividade, o que não é verdade. Segundo o “Wall Street Journal” as pessoas passam em média 6 semanas por ano procurando coisas no escritório.
Além da ordem ajudar no acesso às informações de maneira rápida, possibilita um ambiente confortável, e isto ajuda a aumentar a produtividade.
Para trato dos papéis, usa-se o sistema de bandejas, sendo uma para entrada de documentos, uma de pendências e outra para saída.
Entrada: assuntos novos; materiais ainda não analisados a serem tratados.
Pendências: aqueles que não podem ser resolvidos de momento; não podem ficar mais de 24 ou 48 horas pendentes.
Saída: assuntos resolvidos, aqueles que já podem ser arquivados ou eliminados.
Um outro ponto crucial é a eficiência, eficácia e rapidez no trabalho, é necessário ter-se todo o material, ferramentas funcionando perfeitamente e saber-se utilizá-los.
Esses materiais vão desde clipes, grampeadores e tesouras até copiadoras, fax e computadores.
É sempre bom manter-se atualizado acerca de novas ferramentas de trabalho que surgem.
Arquivos
Os arquivos devem estar divididos em arquivos de trabalhos do momento, arquivos de referência e arquivo morto.
Arquivo de trabalho do momento: São aqueles em que se trabalham nos projetos atuais.
Devem estar sempre à mão, de fácil acesso como telefones, códigos, política da empresa, endereços, etc.
Depois de serem discutidos (reuniões), há os arquivos de rotina e os de acompanhamento que devem ser divididos de 1 a 12 (representando os meses) e outra parte de 1 a 31(dias); Nestes devem ser colocados aqueles trabalhos diários, substituindo-se lembretes escritos em papéis por anotações na agenda e coloca-se cada arquivo no dia correspondente do mês a ser tratado.
Arquivos de referência: São os projetos futuros e passados, informações sobre os recursos da empresa, informações sobre o pessoal, dados administrativos, verbas, contas de clientes.
Procura-se guardar o que é necessário e, se for possível, entregar documentos a outras pessoas que seja mais conveniente.
Arquivo Morto: Normalmente, arquivos de até três anos, para fins jurídicos e tributários da empresa.
Para os arquivos eletrônicos, é muito útil distribuí-los em pastas a serem criadas por categorias, de acordo com o tipo de arquivo e o tipo de aplicativo existentes.
As mensagens do correio eletrônico devem ser filtradas logo na tela, selecionando os relevantes, apagando as mensagens inúteis e se for realmente preciso, guardá-las.
Porem as que não precisarem ser guardadas devem ser logo apagadas para que não fiquem ocupando espaço.

ORGANIZE SISTEMAS DE FOLLOW-UP EFICIENTES

Porque ter lembretes sempre à frente, não vai necessariamente nos levar à concentração, ao foco e à produtividade.
Se esses lembretes ficarem pendurados durante um determinado tempo, você não os verá mais.
Olhá-los e não tomar uma atitude em relação a todos eles, reforça um hábito: NÃO FAÇA AGORA. Coloque em prática sistemas simples, que permitem superar esses problemas e fazer o trabalho realmente importante.
  1. Transfira seus papéis para um arquivo que lhe permite agendar material, através de lembretes, de acordo com o dia: – (1 a 31) ou por mês (de 1 a 12). Se você envia uma carta e espera resposta em uma semana, coloque o lembrete com uma cópia da carta que irá lembrá-lo de que precisa falar novamente com o cliente.
  2. Também poderá consolidar todas as pequenas tarefas em um caderno de registros o que elimina a necessidade de pequenos pedaços de papel. Use quando você se lembrar de algo e precisa um lugar para escrever. Mantenha nele um diário de atividades em ordem cronológicas. Você deve datar cada um dos registros. Escreva em letras grandes e separe cada registro. Quando concluir uma tarefa, faça um (X) grande sobre ela. Até criar o hábito, deixe-o sempre em cima de sua mesa.
  3. No sistema de agenda, como são datadas, elas prevêm as necessidades futuras e você pode utilizá-las, como um sistema linear de lembretes. A boa regra para qualquer sistema de agenda é você escolher um sistema para mesa com várias seções e características, ou uma de bolso. Utilize agenda que tenha a função de visão rápida da semana. Aprenda a utilizar todos os recursos do seu sistema de agenda.
  4. Existem sistemas de agendas eletrônicas portáteis que podem nos fornecer uma grande quantidade de informações. Qualquer que seja o tamanho existem alguns inconvenientes. Um sistema/agenda do tamanho da palma da mão pode ter um teclado difícil de se trabalhar. Existem programas com várias funções que você pode utilizar para fazer anotações rápidas e depois revisar e ajustar como acontece quando você planeja no papel. Muitas pessoas combinam os sistemas de agenda de papel e eletrônica, que pode imprimir a sua agenda em qualquer tamanho e você poderá levar o impresso ao invés do computador.

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Fonte: Contabilidade em São Paulo - AGS Contabilidade Integrada
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2019.06.19 20:10 Navled Preciso encontrar uma saída

Eaí, pessoal. Seguinte, agora são 15:08, tava pensando que preciso me alimentar, pois a última vez que fiz isso foi ontem por volta do meio dia. Preciso levantar da cama, parar de olhar pras paredes e sair um pouco de casa, pois faz uns 4 dias que não passo pego um sol.
Preciso estudar pra passar no concurso que eu quero e mudar minha vida, mas contando minhas duas últimas semanas tenho no máximo 1h de estudo. Preciso pelo menos encontrar um trabalho pra me virar só por um tempo, mas na real eu mal tenho forças e consigo manter o raciocínio pra escrever isso.
Eu estava pensando agora pouco em como será minha vida daqui a um ano. Será que ainda vou estar da mesma forma? Sinceramente não tenho força pra ficar nisso por mais tanto tempo. Já estou tendo que desviar de pensamentos bem ruins, enfim.
Pensar em como será a minha vida daqui a um ano é particularmente doloroso, pois se eu fizesse isso há 2 meses atrás eu teria o maior prazer do mundo nisso porque já tinha uma vida toda encaminhada.
Tinha uma namorada maravilhosa que me amava, tranquilidade emocional e estava estudando pro meu concurso a todo vapor. O mundo era meu, amigos. Mas hoje todas essas coisas são só pesos que não me deixam seguir em frente.
Bom, é isso, perdi a namorada, a estabilidade emocional, o gás pra estudar e mudar de vida, a autoestima. Tô só o cocô do cachorro depressivo.
Tudo está doendo demais e quanto mais que eu tente encarar essa dor, sinto que ela mais me consome. Ah, eu tentei pedir ajuda pros amigos, mas recebi apenas respostas genéricas de que td vai ficar bem no fim, tudo passa uma hora. Ok, mas é agora que eu tô fodido e se eu não encontrar uma saída pra essa dor, receio que pode não haver o depois.
Enfim, eu só queria desabafar em um ambiente livre de julgamentos msm, já que tô sem grana pra pagar um psicólogo. Estou dando o meu máximo pra suportar esse momento e encontrar uma saída. Torço muito pra vocês terem força também.
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2019.04.20 18:34 SignorHolmes [Indicação de leitura] Vocês conhecem mais livros como estes para me indicar?

Edição para esclarecimento: Aceito dicas de livros sobre qualquer tema, não precisa ser, necessariamente, sobre trabalho ou estudos. O que importa mesmo é que o livro se proponha a esclarecer o leitor sobre algum padrão de pensamento ou sobre uma forma de enxergar o mundo. Então, digamos que você leu um livro explicando sobre, por exemplo, relacionamentos, ou dinheiro, ou qualquer outra área e, por ter lido esse livro, você passou a entender e agir melhor nesse ramo, em relação a antes de ler o livro, então está valendo a indicação.

Edição para complementação: Já li Deep Work, de Cal Newport. Recomendo "So good they can't ignore you", do mesmo autor, também.
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Vou classificar os livros que uso como referência em duas categorias.
1. A primeira compreende os livros que tratam de padrões de pensamento, de ferramentas mentais eficazes em contribuir para o aperfeiçoamento do nosso "maquinário mental", de uma forma mais particular, e da nossa performance nas atividades do cotidiano, de uma forma mais ampla. São eles:
Nesse livro, os autores oferecem um modelo teórico-empírico para explicar o porquê de algumas pessoas atingirem níveis extraordinários de excelência em suas respectivas áreas de atuação, em contrapartida à ideia de "talento inato". Segundo esse modelo (a meu ver, muito mais plausível que a ideia de talento inato), a excelência é fruto da construção iterativa de estruturas mentais a respeito daquilo que se pretende virar um expert*,* o que é demonstrado ao longo da obra por meio de exemplos coletados em mais de 20 anos estudando o assunto. Eles tratam, também, de esclarecer melhor aquela estória de que são necessárias 10.000 horas de treino para que alguém chegue no nível de expertise em sua área, popularizada por Malcom Gladwell em seu livro "Outliers: The story of success" (no Brasil, "Fora de série - Outliers: Descubra por que algumas pessoas têm sucesso e outras não").

Ainda estou nas primeiras páginas do livro, mas a premissa trazida pelo autor é semelhante à do anterior, qual seja, a de que a performance de alguém em determinada área é um resultado da qualidade da estrutura de pensamento (nesse livro ele chama de "mental framework" enquanto os autores do livro anterior chamam de "mental structures", mas, até onde eu li, são ideias correlatas). Aqui nesse livro, especificamente, a proposta é ensinar ferramentas que sirvam para aperfeiçoar nossas habilidades de formular julgamentos mais claros, precisos e livres de equívocos.

Esse foi o primeiro livro que li com esse tipo de premissa. Nessa obra os autores, que são professores de Harvard (a edição gringa é publicada pela Harvard University Press), argumentam que existem patamares de complexidade mental que as pessoas podem atingir ao longo da vida ou não, em função do que a forma como elas lidam com as suas atividades acaba sendo mais ou menos eficientes. Eles fornecem uma espécie de plano para que o leitor possa avaliar em que patamar se encontra e consiga avançar para o seguinte. Eles também dissociam a tal da complexidade mental de conceitos como talento inato e QI, e frisam que a complexidade mental não necessariamente cresce em função da idade da pessoa.

Ainda não parei para ler esse livro de capa a capa. Li apenas alguns capítulos, não necessariamente na sequência do livro. O que o autor propõe nele são princípios (ooohhhh) que ele diz usar no seu dia a dia e que, diz ele, foram e continuam sendo fundamentais para que consiga enxergar o mundo de uma forma mais clara e tomar mais decisões acertadas que equivocadas.

Também pulei algumas partes do livro. A ideia da obra é a seguinte: lá pela década de 40 do século passado, alguns alunos da Universidade de Harvard considerados os mais desenvolvidos (pelos padrões do que se considerava alguém como sendo desenvolvido à época) foram recrutados para um estudo que se prolongaria por suas vidas inteiras. O estudo consistia em coletar informações biológicas, psicológicas e sociais de cada um deles com vistas e entender o que os diferenciava dos demais. Pulando para a década de 80, quando o livro foi publicado, o autor, que era o então curador do banco de dados formado ao longo do estudo, percebeu que, em que pese esses alunos serem tidos como os mais aptos, o rumo que a vida deles tomou (profissional, pessoal e socialmente) não necessariamente equivalia ao potencial de cada um e essa diferença, segundo entendeu, tinha uma forte correlação com o que ele chamou de "mecanismos de adaptação à vida". Ou seja, as pessoas que alcançaram uma maior plenitude em suas vidas tinham atributos mentais em comum entre si (mecanismos de adaptação maduros, pela classificação do autor), ao passo que aqueles não tão bem sucedidos (novamente, para os padrões do que se esperava desse seleto grupo), desenvolveram mecanismos de adaptação imaturos ou, mesmo, patológicos.

2. Na segunda categoria, eu enumero autobiografias que acabam servindo como exemplos práticos dos modelos teóricos que os livros acima proporcionam. Servem meio que como casos de estudo e, no fim das contas, ao menos para mim, funcionam como uma forma de contextualizar melhor as ideias que eu aprendo com os livros mais teóricos.
A autora foi criada por uma família que, dentre outras coisas, rejeitava a educação formal e, por isso, não pisou os pés em uma escola até os 17 anos de idade. Nesse meio tempo, ela passou a maior parte de sua vida ajudando o pai no ferro-velho do qual era dono, ou a mãe, que era parteira e curandeira. Não obstante isso, resolveu "correr atrás" e, no fim das contas, ganhou um Gates Scholar e foi estudar em Cambridge.

Tem um tempinho que eu li esse livro mas, pelo que eu lembro, o autor era um desses caras que não estão "nem aí para a Hora do Brasil", como se diz popularmente... sabe como é, só queria saber de malhar e ir à praia, nunca foi nenhum gênio (não sei se é verdade ou se só diz isso para criar um impacto maior no leitor com a sua estória), só tirava notas baixas mas, a partir do momento em que decidiu se dedicar a construir uma mentalidade mais madura e evoluída, passou a ter resultados melhores, conseguiu ingressar em uma boa Universidade se formar no topo da turma e, hoje, é um magnata dos EUA.

Arnold Schwarzenegger dispensa apresentações, não é mesmo? O que esse livro tem de mais interessante não são dicas fitness, mas sim a narração do que estava se passando na mente dele enquanto ele batalhava para conquistar o que conquistou no mundo do fisiculturismo e do cinema. Na época em que o livro foi lançado, ele ainda não tinha sido Governador da Califórnia mas, em uma entrevista ele menciona as ideias do livro e diz que sempre que precisa enfrentar algum desafio, é nelas que busca apoio, o que fez, inclusive, quando entrou para a política.
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2019.04.12 21:40 Vladmirsilveira O tribunal penal internacional e a garantia dos direitos humanos

Revista Diálogos & Debates – Setembro 2006
Por Vladmir Silveira
Ao submeter o Brasil à jurisdição de Tribunal Penal Internacional, a emenda constitucional 45/2004 trouxe importante contribuição ao demonstrar que a soberania pode ser exercida justamente contra a cláusula de jurisdição doméstica e a favor dos direitos humanos.
Recentemente – ou seja, no dia 17 de agosto de 2006 –, a Corte Interamericana de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos (OEA), condenou o Governo Brasileiro pela morte violenta do paciente Damião Ximenes Lopes, de 30 anos, internado em hospital psiquiátrico privado na cidade de Sobral, Ceará, declarando na sentença condenatória: “(…) a responsabilidade internacional (do Estado brasileiro) por descumprir, neste caso, seu dever de cuidar e de prevenir a vulneração da vida e da integridade pessoal, (…)”.
A sentença afirma e conclui, explicitamente, que o Brasil violou sua obrigação internacional – assumida livre e soberanamente perante a comunidade internacional – de respeitar e garantir os direitos humanos, tendo em vista o reconhecimento da violação do direito à integridade pessoal de Damião, além dos direitos às garantias e à proteção judicial a que seus familiares têm direito (no decorrer do texto da referida sentença, a Corte Interamericana conclui “que o Estado não proporcionou aos familiares de Ximenes Lopes um recurso efetivo para garantir acesso à justiça, à determinação da verdade dos fatos, à investigação, identificação, o processo e (…) a punição dos responsáveis pela violação dos direitos às garantias judiciais e à proteção judicial”).
Um marco pelo direito Esta decisão que entra para história como a primeira condenação internacional do Estado Brasileiro, no âmbito da OEA, aparentemente com um conteúdo negativo, é o resultado positivo de uma luta constante e árdua no âmbito da efetividade dos direitos humanos.
Com efeito, a lamentável morte de Damião Ximenes Lopes serve como manifesto e exemplo da consciência internacional – e também regional – no sentido da proteção à dignidade da pessoa humana.
As barbaridades (e entre elas podemos hoje citar os crimes de genocídios, contra a humanidade, de guerra e contra a administração da Justiça) praticadas nas guerras declaradas e não-declaradas, que se sucederam desde o princípio da Idade Moderna até os dias de hoje, e a justiça estatal, realmente com a venda nos olhos, frustraram os desejos da comunidade internacional pelo primado e respeito ao princípio da dignidade da pessoa humana.
Desse modo, durante muito tempo, as vítimas desses crimes e o povo em geral se viram desprotegidos da tutela dos seus direitos humanos, à medida que não tinham a quem recorrer, restando- lhes apenas a aceitação dos fatos, ou na melhor das hipóteses à esperança de se fazer justiça com um poder acima do estatal (a corrente do Jusnaturalismo correspondente a uma justiça superior e anterior – trata-se de um sistema de normas que independe do direito positivo, ou seja, independe das variações do ordenamento da vida social que se originam no Estado. O direito natural deriva da natureza de algo, de sua essência.
Sua fonte pode ser a natureza, a vontade de Deus ou a racionalidade dos seres humanos. Com efeito, a reiteração de experiências aterrorizantes, como a morte de Damião Ximenes Lopes, levaram a humanidade a lutar pela criação de tribunais de caráter permanente e com jurisdição universal, tendo em vista a dificuldade de efetividade das normas de direitos humanos, haja vista a necessária superação de dogmas, como a cláusula de jurisdição doméstica, a inimputabilidade dos agentes estatais e a parcialidade dos tribunais ad hoc.. (Os tribunais ad hoc foram sempre criticados, tendo em vista que representam os tribunais dos vencedores, haja vista que são vinculados ao Conselho de Segurança da ONU).
Assim, até o término da Segunda Guerra Mundial pouco se fez no plano internacional por absoluta falta de meios legais e institucionais para coibir genocídios, massacres, assassinatos, torturas, mutilações e outras ofensas graves aos direitos humanos praticados em grande escala.
No plano doméstico brasileiro, esse processo de institucionalização e garantia dos direitos humanos culminou com a emenda constitucional nº 45/2004, que se mantendo fiel ao espírito da nossa Constituição Federal de 1988 representou um grande avanço na efetividade dos direitos humanos ao submeter o Brasil à jurisdição de Tribunal Penal Internacional, em seu artigo 5º § 4º. Neste sentido, pode-se dizer que trouxe uma importante contribuição ao demonstrar que a soberania pode ser exercida justamente contra a cláusula de jurisdição doméstica e a favor dos direitos humanos.
Proteção dos direitos essenciais do homem Note-se, que a referida emenda criou uma jurisdição internacional dentro do ordenamento jurídico pátrio ao reconhecer, constitucionalmente, a submissão do Brasil à jurisdição de “Tribunal Penal Internacional”, a cuja criação tenha manifestado adesão.
Portanto, a Corte Interamericana de Direito Humanos que não é citada expressamente no rol do art. 92 da Constituição Federal, mas sim em razão da combinação desse novo dispositivo e do original § 2º do art. 5º da mesma Constituição Federal (Art. 5º, parágrafo 2º:
“Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados,ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte”), a partir de então, ampliou a lista de Tribunais – órgãos do Poder Judiciário Brasileiro –, à medida que criou novo instrumental de afirmação não só da existência, como também de eficácia das normas constitucionais, além do II do art. 4º da CF, que nos brindou com a prevalência dos direitos humanos.
Por oportuno, importante lembrar, que originalmente o art. 7º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, da Constituição Brasileira em vigor, já preceituava que “o Brasil propugnará pela formação de um tribunal internacional dos direitos humanos”.
Assim sendo, pode-se concluir que o Ordenamento Brasileiro, com a aludida modificação constitucional, ampliou o reconhecimento de jurisdição penal, trazendo importantes conseqüências como a nova espécie de jurisdição penal internacional, que passará a combater novos tipos penais com grande eficácia.
Com efeito, pode-se dizer que a partir da Emenda Constitucional nº 45/2004 o princípio lógico, ontológico e deontológico da vida passa a ser realmente protegido por nosso ordenamento (conferir VERDÚ, Pablo Lucas. Teoria General de las Articulaciones Constitucionales. Madrid: Dykinson, 1940, pág. 44).
Importante ressaltar que a aludida disposição constitucional é impactante, pois permite que se questione às responsabilidades jurídicas e políticas dos representantes dos cidadãos em nosso país, de nosso Direito e do nosso sistema democrático perante a comunidade internacional.
Frise- se que a Organização dos Estados Americanos (OEA) tem como missão a promoção da democracia e defesa dos direitos humanos, mediante a Convenção Americana dos Direitos Humanos.
Nesse sentido, saliente-se ainda que esse tratado regional é obrigatório para os Estados que o ratificaram, sendo também o desfecho final de um processo que se iniciou no final da Segunda Guerra Mundial, quando as nações da América se reuniram no México e lá decidiram que deveria ser negociada uma declaração sobre direitos humanos, que pudesse posteriormente ser adotada como convenção regional.
Sendo assim, com o objetivo de proteger os direitos essenciais do homem no continente Americano, a Convenção criou dois órgãos competentes para reconhecer e combater as violações aos direitos humanos, à saber: (i) a Comissão Interamericana dos Direitos Humanos; e (ii) a Corte Interamericana dos Direitos Humanos, as quais exercem funções distintas e complementares.
A Corte Interamericana dos Direitos Humanos se configura como o órgão jurisdicional do sistema interamericano de direitos humanos, a qual condenou o Brasil a indenizar a família de Damião Ximenes Lopes por danos materiais e imateriais, que chegam a US$ 140 mil (aproximadamente R$ 314 mil) no prazo de um ano.
Além disso, determinou que o país investigue e puna os responsáveis pelo crime de forma célere, isto é, que conclua o mais rápido possível os processos civil e criminal que ainda estão em andamento.
Uma atitude louvável do governo Observe-se, ainda, que, sendo a primeira vez que a Corte se pronuncia sobre violações de direitos humanos de portadores de transtornos mentais, representa também um passo importante para o aprimoramento da política pública de saúde mental no Brasil.
Nesse sentido, a sentença estabelece que o Estado brasileiro deve regulamentar e monitorar os serviços públicos de saúde mental e investigar e combater a impunidade das violações de direitos humanos nesses locais.
Além disso, deve também continuar a implementar as reformas psiquiátricas, já iniciadas, no sentido de melhorar a atual situação dos portadores de transtornos mentais.
Portanto, verifica-se um amadurecimento na relação entre direito doméstico e internacional (regional), que passam a unir esforços pelo primado da dignidade da pessoa humana.
Oportuno destacar, a louvável atitude do governo federal que, ao invés de contestar a decisão – irrecorrível e com prazo máximo de cumprimento de 1 (um) ano –, informou, em nota oficial, que o Estado brasileiro já se encontra estudando as formas necessárias para dar “pleno cumprimento a todos os itens da sentença da Corte”.
Com efeito, para garantir uma maior celeridade à ação penal, foi constituído um grupo de estudo que deverá ser integrado por representantes da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, da Presidência da República, do Conselho Nacional de Justiça, do Ministério das Relações Exteriores e da Advocacia-Geral da União, para dinamizar o presente caso e outros processos judiciais internos, cujos objetos estão sob consideração dos órgãos internacionais de proteção e promoção dos direitos humanos.
Disso tudo, pode-se concluir que, na medida em que o Brasil é um país signatário do Tratado Interamericano da Costa Rica, inclusive tendo-o ratificando em 1992, o qual incluiu, portanto a Convenção Interamericana e, por conseqüência, a própria Corte, no nosso direito e nas nossas instituições; a ausência desta última (a Corte) na lista dos órgãos do Poder Judiciário, do art. 92 da Constituição Federal, não constitui óbice a sua constatação, como nova espécie de órgão do Poder Judiciário brasileiro de Jurisdição Internacional.
Em outras palavras, pode-se dizer que nosso Poder Judiciário se expande do nacional para o internacional − nesse particular, para o interamericano – aceitando plenamente, em matéria de direitos humanos, uma jurisdição autônoma e internacional.
Portanto, com a ampliação internacional do Poder Judiciário brasileiro, ele não se esgota nos seus tribunais internos, restritos à lista do artigo 92 da Constituição Federal,mas se amplia à jurisdição de tribunais supranacionais,ou seja, daqueles em que a soberania brasileira também faz parte numa fração ideal, contudo, indivisível e integral, decorrente dos termos do parágrafo 4º do artigo 5º da Constituição Federal, que dispõe que o Brasil se submete também mà jurisdição de Tribunal Penal Internacional, a cuja criação manifestou adesão.
Resta evidente que a norma constitucional não se limita ao Tribunal Penal Internacional de Roma, apesar da coincidência terminológica entre o nome deste e o texto constitucional, segundo a expressão fixada no parágrafo 4º, qual seja, “Tribunal Penal Internacional”.
Frisese que o Poder Reformador não apontou uma espécie, e sim um gênero, haja vista que o Tribunal de Roma já havia sido ratificado pelo Governo brasileiro em meados de 2002 e o texto constitucional se refere à jurisdição de – e não do – Tribunal Penal Internacional.
De fato, o Governo brasileiro assinou o tratado internacional referente ao Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional em 07.02.2000, tendo o mesmo sido aprovado pelo Parlamento brasileiro por intermédio do Decreto Legislativo nº 112, de 06.06.2002 e na seqüência efetuou o respectivo depósito da carta de ratificação em 20.06.2002.
Posteriormente, o Governo brasileiro promulgou o referido tratado por intermédio do Decreto Presidencial nº 4388, de 25.09.2002.
Em outras palavras, entende-se que a norma constitucional não indica este ou aquele, portanto, não se refere a um determinado tribunal, como numa primeira leitura poderiam ser pensado.
Refere-se, sim, a uma nova categoria de instituto jurídico, consagrado positivamente na Constituição Federal, qual seja “Tribunal Penal Internacional, a cuja criação tenha (o Brasil) manifestado adesão”.
Nesse sentido, a categoria, reconhecida constitucionalmente, de “Tribunal Penal Internacional” é novo instrumental de afirmação, não só da existência, como também da eficácia das normas jurídicas, advinda da cláusula de abertura, inserida no parágrafo 2º do artigo 5º da Constituição Federal, que promove a aplicação do conteúdo dos tratados internacionais em matéria de direitos humanos.
Desse modo, verifica-se que a Corte Interamericana de Direitos Humanos enquadra-se nessa categoria de Tribunal Penal Internacional, seja pela matéria criminal conhecível, seja pelo fato segundo o qual os Tribunais Penais não se limitam à aplicação de sanções, mas, também, conforme o artigo 63 do respectivo tratado, cabe-lhes assegurar as liberdades tolhidas, no que se compreendem inclusive as ações penais do Estado, por parte dos seus agentes do Poder Executivo, do Legislativo e do próprio Judiciário.
Dignidade da pessoa: fundamento da República Dentro dessa mesma perspectiva, cumpre observar que, desde sua adesão, a finalidade do Estado brasileiro se conecta com o espírito da Constituição em vigor, que estabelece um extenso marco de proteção dos direitos humanos.
Nesse diapasão, não se pode olvidar que a Constituição Federal de 1988 elegeu como fundamento da República a dignidade da pessoa humana (art. 1º, III) e a cidadania (art. 1º, II), observando que o Brasil deve-se reger, em suas relações internacionais, pela prevalência dos direitos humanos (art. 4º, II), por ser objetivo fundamental do país a promoção do bem de todos, erradicação da pobreza e a marginalização e a construção de uma sociedade justa, livre e solidária (art. 3º, I, III e IV da CF).
Frise-se que, no que se refere ao poder jurisdicional da referida corte e sua função de garantia e proteção dos direitos humanos, ela não atua imediatamente como um nível de proteção concorrente ao interno. Pelo contrário, age apenas nos casos de falha ou ausência de tutela por parte do direito pátrio, como na trágica morte de Damião.
Portanto, pode-se dizer que os mecanismos internacionais de proteção se constituem tutela supranacional suplementar de atuação, à medida que servem de ampliação e controle da jurisdição interna, muito embora sempre com a anuência de cada Estado, haja vista a manifestação expressa e soberana de submissão a essa nova espécie de jurisdição.
Neste sentido, a ordem constitucional brasileira, a partir da Emenda Constitucional n. 45/2004, estabelece uma ampliação quanto à eficácia na proteção e garantia dos direitos humanos, que traz como conseqüência também a necessidade de distinção entre sentenças estrangeiras e internacionais, tendo em vista que estas últimas passam a submeter o Brasil dentro de suas jurisdições.
O tema alusivo à homologação de sentença estrangeira é objeto de norma constitucional, conforme preceitua o artigo 105, inciso I, alínea i (incluída pela Emenda Constitucional 45/2004) da Constituição Federal. Com efeito, na atualidade, compete ao Superior Tribunal de Justiça a homologação das sentenças estrangeiras.
Cada Estado dispõe de poder jurisdicional nos limites de seu território, competindo às autoridades judiciárias nacionais conhecerem das causas que nele tenham sede.
Assim sendo, o julgamento proferido no estrangeiro, via de regra, não tem eficácia em território diverso do que foi prolatado.
No entanto, em decorrência da necessidade de coexistência entre os Estados soberanos, bem como por exigências de ordem prática, a maioria dos sistemas de direito positivo confere eficácia, nos territórios dos Estados dos quais emanam, às sentenças proferidas no exterior, seja pela extensão dos efeitos da sentença ao território de outro Estado, seja pela atribuição à sentença de efeitos idênticos aos quais teria uma decisão nacional de conteúdo igual.
Nesse sentido, convém transcrever as precisas palavras do Min. Celso de Mello, que definem a homologação de sentença estrangeira, como: “processo de caráter homologatório, que se reveste de caráter constitutivo e faz instaurar, perante o E. Superior Tribunal de Justiça, uma situação de contenciosidade limitada.
Destina-se a ensejar a verificação de determinados requisitos, fixados pelo ordenamento positivo nacional, propiciando, desse modo, o reconhecimento pelo Estado brasileiro de sentenças estrangeiras, com o objetivo de viabilizar a produção dos efeitos jurídicos que lhe são inerentes (..) constitui um pressuposto de eficácia de sentenças proferidas por Tribunais estrangeiros” (STF, Sentença Estrangeira n° 5.093-EUA, Rel. o Min. Celso de Mello, j. em 08.2.96 publicada na Revista Trimestral de Jurisprudência n° 164, págs. 919-915).
A homologação de sentença estrangeira apresenta um duplo papel, à medida que é forma de se conferir eficácia à sentença proferida no estrangeiro e, ainda, de padronizar critérios de atendimento aos princípios de segurança e certeza jurídica (conferir KALICHSZTEIN, Juliana. Homologação de Sentenças e Laudos Arbitrais Estrangeiros no Brasil. Rio de Janeiro: Lúmen Juris, 2002, pág. 32).
Exatamente por isso, o artigo 17 da Lei de Introdução ao Código Civil é taxativo no sentido de que “as leis, atos e sentenças de outro país, bem como quaisquer declarações de vontade, não terão eficácia no Brasil, quando ofenderem a soberania nacional, a ordem pública e os bons costumes”.
Conforme se verifica, a lei nacional considera a sentença estrangeira capaz de adquirir eficácia no país, mas subordina tal aquisição a um ato formal de reconhecimento praticado por órgão judiciário nacional.
Nota-se, portanto, que a homologação estrangeira é diferente da sentença proferida pelo Tribunal Penal Internacional, organismo internacional no qual o país também exerceu sua soberania e jurisdição.Importante destacar, que no Tribunal Penal Internacional, cada país ao ratificar o estatuto, aceitou soberanamente suas condições e se fez, assim, também julgador.
Nesse sentido, Valério Oliveira Mazzuoli elucida a questão, afirmando que: “Sentenças proferidas por ‘tribunais internacionais’ não se enquadram na roupagem de ‘sentenças estrangeiras’ a que se referem os dispositivos citados na CF/88 e no CPC.
Por sentença estrangeira deve se entender aquela proferida por um tribunal afeto à soberania de determinado Estado, e não a emanada de um tribunal internacional que tem jurisdição sobre os Estados” (ver MAZZUOLI, Valério de Oliveira. Tribunal Penal Internacional e o Direito Bra Brasileiro. São Paulo: Ed. Premier Máxima, 2005, págs. 80-81).
Ressalte-se que o exercício desta jurisdição internacional baseia-se em ato de liberalidade do Estado aderente em relação a sua soberania, pois a jurisdição é um atributo da soberania e o Estado aderente, manifestando-se soberanamente no âmbito internacional, passa uma parcela dessa soberania para a entidade supranacional, que passa a dispor de jurisdição sobre o próprio Estado, mas não deixa de exercer sua vontade de aplicar a lei e de julgar de acordo com o conjunto de leis acordadas. Também, nessa mesma perspectiva, André Giardina esclarece que:
“Sentenças internacionais são atos judiciais emanados de organismos judiciários internacionais de cuja formação o Estado participou com o produto de sua vontade, seja porque aceitou a sua jurisdição obrigatória, como é o caso do TPI, seja porque, mediante acordo especial, concordou em submeter a solução de determinada controvérsia a um organismo internacional, como a Corte Internacional de Justiça”
(conferir GIARDINA, Andréa. La mise en oeuvre au niveau national des arrêts et des décisions internationaux In: Recueil des Cours, vol. 165, 1979-IV, págs. 234-352).
Portanto, resta clara a distinção entre homologação de sentença estrangeira na qual o país não opinou, não julgou e não aplicou a lei, mas apenas e tão somente homologou a sentença por uma conveniência e uma sentença em que país nem precisa homologar, pois já está de acordo com a decisão, antes mesmo de ser proferida, na medida em que o tribunal internacional possui jurisdição sobre o próprio Estado, obrigando-o perante a comunidade internacional a respeitar suas decisões, sob pena de responsabilidade internacional (nesse sentido vide: RAMOS, André de Carvalho.
O Estatuto do Tribunal Penal Internacional e a Constituição brasileira. págs. 283-284). Sendo assim, por derradeiro, conclui-se que no caso do Brasil, o Superior Tribunal de Justiça não tem competência constitucional para homologar sentenças proferidas por tribunais internacionais, haja vista que o Brasil se submete à jurisdição de qualquer Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão.
Desse modo, entendese que a recente condenação em virtude da morte de Damião imposta pela Corte Interamericana de Direitos Humanos prescindirá do processo de homologação de sentença frente ao STJ. p
Por Vladmir Silveira
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2019.04.07 14:28 guerrilheiro_urbano LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA: Por que têm tanto medo de Lula livre?

Faz um ano que estou preso injustamente, acusado e condenado por um crime que nunca existiu. Cada dia que passei aqui fez aumentar minha indignação, mas mantenho a fé num julgamento justo em que a verdade vai prevalecer. Posso dormir com a consciência tranquila de minha inocência. Duvido que tenham sono leve os que me condenaram numa farsa judicial.
O que mais me angustia, no entanto, é o que se passa com o Brasil e o sofrimento do nosso povo. Para me impor um juízo de exceção, romperam os limites da lei e da Constituição, fragilizando a democracia. Os direitos do povo e da cidadania vêm sendo revogados, enquanto impõem o arrocho dos salários, a precarização do emprego e a alta do custo de vida. Entregam a soberania nacional, nossas riquezas, nossas empresas e até o nosso território para satisfazer interesses estrangeiros.
Hoje está claro que a minha condenação foi parte de um movimento político a partir da reeleição da presidenta Dilma Rousseff, em 2014. Derrotada nas urnas pela quarta vez consecutiva, a oposição escolheu o caminho do golpe para voltar ao poder, retomando o vício autoritário das classes dominantes brasileiras.
O golpe do impeachment sem crime de responsabilidade foi contra o modelo de desenvolvimento com inclusão social que o país vinha construindo desde 2003. Em 12 anos, criamos 20 milhões de empregos, tiramos 32 milhões de pessoas da miséria, multiplicamos o PIB por cinco. Abrimos a universidade para milhões de excluídos. Vencemos a fome.
Aquele modelo era e é intolerável para uma camada privilegiada e preconceituosa da sociedade. Feriu poderosos interesses econômicos fora do país. Enquanto o pré-sal despertou a cobiça das petrolíferas estrangeiras, empresas brasileiras passaram a disputar mercados com exportadores tradicionais de outros países.

O impeachment veio para trazer de volta o neoliberalismo, em versão ainda mais radical. Para tanto, sabotaram os esforços do governo Dilma para enfrentar a crise econômica e corrigir seus próprios erros. Afundaram o país num colapso fiscal e numa recessão que ainda perdura. Prometeram que bastava tirar o PT do governo que os problemas do país acabariam.
O povo logo percebeu que havia sido enganado. O desemprego aumentou, os programas sociais foram esvaziados, escolas e hospitais perderam verbas. Uma política suicida implantada pela Petrobras tornou o preço do gás de cozinha proibitivo para os pobres e levou à paralisação dos caminhoneiros. Querem acabar com a aposentadoria dos idosos e dos trabalhadores rurais.
Nas caravanas pelo país, vi nos olhos de nossa gente a esperança e o desejo de retomar aquele modelo que começou a corrigir as desigualdades e deu oportunidades a quem nunca as teve. Já no início de 2018 as pesquisas apontavam que eu venceria as eleições em primeiro turno.
Era preciso impedir minha candidatura a qualquer custo. A Lava Jato, que foi pano de fundo no golpe do impeachment, atropelou prazos e prerrogativas da defesa para me condenar antes das eleições. Haviam grampeado ilegalmente minhas conversas, os telefones de meus advogados e até a presidenta da República. Fui alvo de uma condução coercitiva ilegal, verdadeiro sequestro. Vasculharam minha casa, reviraram meu colchão, tomaram celulares e até tablets de meus netos.
Nada encontraram para me incriminar: nem conversas de bandidos, nem malas de dinheiro, nem contas no exterior. Mesmo assim fui condenado em prazo recorde, por Sergio Moro e pelo TRF-4, por “atos indeterminados” sem que achassem qualquer conexão entre o apartamento que nunca foi meu e supostos desvios da Petrobras. O Supremo negou-me um justo pedido de habeas corpus, sob pressão da mídia, do mercado e até das Forças Armadas, como confirmou recentemente Jair Bolsonaro, o maior beneficiário daquela perseguição.

Minha candidatura foi proibida contrariando a lei eleitoral, a jurisprudência e uma determinação do Comitê de Direitos Humanos da ONU para garantir os meus direitos políticos. E, mesmo assim, nosso candidato Fernando Haddad teve expressivas votações e só foi derrotado pela indústria de mentiras de Bolsonaro nas redes sociais, financiada por caixa 2 até com dinheiro estrangeiro, segundo a imprensa.
Os mais renomados juristas do Brasil e de outros países consideram absurda minha condenação e apontam a parcialidade de Sergio Moro, confirmada na prática quando aceitou ser ministro da Justiça do presidente que ele ajudou a eleger com minha condenação. Tudo o que quero é que apontem uma prova sequer contra mim.
Por que têm tanto medo de Lula livre, se já alcançaram o objetivo que era impedir minha eleição, se não há nada que sustente essa prisão? Na verdade, o que eles temem é a organização do povo que se identifica com nosso projeto de país. Temem ter de reconhecer as arbitrariedades que cometeram para eleger um presidente incapaz e que nos enche de vergonha.
Eles sabem que minha libertação é parte importante da retomada da democracia no Brasil. Mas são incapazes de conviver com o processo democrático.

Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (2003-2010)
https://www1.folha.uol.com.bopiniao/2019/04/por-que-tem-tanto-medo-de-lula-livre.shtml
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2019.04.04 03:49 DocDepamine Bom dia, Dr. Tanto Faz.

Bom dia, Dr. Tanto faz. É um pouco assustador pensar em me abrir para alguém que nem me conhece direito. Alguém que acha que eu realmente uso "para". "Pra" é mais fácil. Se acostume, doutor. Mesmo que aumente a minha mensalidade, se acostume.
É, eu totalmente roubei isso do Aminé. Um ótimo rapper, se você quer saber. One Point Five vale só pela primeira track, que é de onde eu roubei esse conceito todo. Espero que não me encontre com nenhum Dr. TC.
Eu tenho um problema em me conectar com a minha geração e meus conhecidos. Por quê? Primeiro que eu nunca vi nenhum filme da Marvel que não fosse do Homem-Aranha. Eu gosto do Homem-Aranha. O segundo filme com o Tobey Maguire é bem legal, e não minto que fiquei emocionado quando todo mundo segurou ele depois de ele salvar aquele trem em movimento. E isso que ninguém percebe direito. Eu sou bem sensível, se você quer saber. Eu só não mostro isso porque faz eu me sentir vulnerável, então eu pago de casca-grossa e finjo que não chorei pra caralho assistindo Click do Adam Sandler.
Talvez seja porque toda a minha vida eu fui considerado e me considerei deslocado, mas eu não sei me relacionar direito com os outros. Talvez sejam meus gostos meio estranhos para música, talvez seja que eu assista à séries que ninguém vê, ou talvez seja porque quando eu era menor eu era tímido e por metade da minha infância eu achei isso era alguma coisa boa, e agora eu colho o que eu plantei (ou tentei plantar, já que ao que parece a árvore morreu e estou catando o adubo).
Eu queria ser um cara que se contenta com pouco. Sabe, eu vejo o pessoal que vai em festa e passa o rodo e fico envergonhado e meio triste. Eu vejo o pessoal que beija sem amor e acho o máximo. Eu acho tudo isso muito superficial, mas eu bem que queria ser superficial se isso melhorasse o meu ânimo e minha auto-estima. Acharia o máximo mesmo que só falassem "ei, vamos para essa festa?" mesmo sabendo que eu ia recusar, ou talvez sabendo que os ia surpreender falando "sim". Porém acho que todo mundo já me vê como o antissocial fracassado, então nem pra tentar tentam. Eu sinto falta desse convite, que me faz se sentir um pouco especial. E eu gosto disso, de me sentir especial. Mas de uns tempos pra cá, tá cada vez mais difícil se sentir especial nesse mundão. Tem muita gente nele pra eu me sentir único, e muita gente passando o rodo pra eu me sentir satisfeito do jeito que eu sou. Não que eu me ache feio - me acho mediano. Não que eu me ache o completo desastre social - me acho mediano. Não que eu me ache um completo tapado, burro e ignorante - me acho mediano. E isso me irrita, ser mediano. E o pior - ser mediamente mediano. Eu balanço entre ser o convencional e o completo contrário do mainstream. Eu acho que devia maratonar os filmes da Marvel e começar a desgrudar dessa esperança boba que eu tenho de "achar o par perfeito" que até hoje eu tenho e odeio o fato que eu acredito nisso. Eu devia começar a passar o rodo e beijar sem amor. Melhor do que passar as tardes trancado no quarto e não beijar ninguém. E tem só um tanto limitado de música dos anos 80 que você pode ouvir até enjoar e fingir que está tudo mais do que ok.
E esse não é um texto de um saudosista que nunca viveu a época que idolatra, mas é mais um desabafo de um cara que não tem e não quer ser taxado por uma psicóloga pra ser tachado de doente mental que tem muito tempo livre para pensar e pouco para sair com amigos. Em parte, porque seus amigos são escassos e normalmente lhe dão bolo numa base regular, então ele tem de achar um refúgio em algum lugar, e acha em meio de palavras rebuscadas que um dia leu no dicionário e nunca esqueceu, tudo em prol de xingar a geração de que faz parte e que tanto o irrita, quando na verdade deveria tacar o foda-se e ir curtir a vida como um ser humano normal. Ao invés disso, fica triste que os seus textos performam horrivelmente quando postados. Como talvez venha a ser o caso desse aqui. Aliás, ainda tem alguém lendo isso? Se tem, bom dia! Ou boa tarde, talvez? Pode ser até um ousado boa noite! Como vai você? Como foi o dia? Alguém já te perguntou essas coisas hoje?
Eu tô cansado de escrever histórias e ficar horas pensando em plot twists inteligentes se ninguém vai ler. E também tô cansado de tentar me vangloriar do meu trabalho duro e sempre achar que eu soei prepotente e que eu tenho um complexo de Deus. Eu rebaixo demais o meu trabalho até que eu perca a motivação para trabalhar. E quer saber? Todo mundo precisa de uma filosofia barata às vezes, e agora é minha vez de escrever bosta. Se ninguém vai ver, eu quero é fazer merda e falar sobre meus sentimentos. Se a polícia não viu, é permitido!
Eu honestamente tô meio desanimado pra criar pessoas fictícias baseadas no meu eu real quando certas vezes eu quero falar mais dos meus problemas do que usar sinestesia pra descrever um sentimento de amor que eu mesmo mal sinto e para falar sobre o formato de uma garrafa de uísque e sua cor extremamente específica, tal como o gosto que eu não faço a menor ideia de qual que é e nem a lei me permite saber o gosto, então eu procuro alguma coisa aqui e ali e formulo o que eu penso que é. E no fim do dia, eu nem sei qual o sabor desse uísque que me soa estupidamente delicioso e nem sei quem sou eu de verdade e quem é o Mark Philsen de San Monero ou o Joseph Heiselmann de Saint Hrodric.
Eu realmente não sei para quem eu estou escrevendo. Eu sou um esquizofrênico literário. Escrevo sobre mim para mim mesmo enquanto guardo meus sentimentos numa caixinha enterrada no fundo da minha alma. Não a mais limpa e lustrosa de todas, mas uma alma, afinal. E eu não quero que isso seja minha falha tentativa de parecer culto para pessoas que não verão minha pessoa além do que eu filtro para teclar e soltar na rede. Eu não quero ser culto, inteligente, ou qual quer que seja a palavra que você descreva um gênio de quinta categoria. No fim do dia, eu quero ser eu mesmo e deixar meu pau balançar no vento. Porém, ainda tenho medo do julgamento dos outros e tenho menos auto-confiança do que penso que tenho, e ficar pelado em público é atentado ao pudor e o pessoal do reformatório quebraria meu queixo com um só cruzado de esquerda. Então eu deixo meu pau dentro da minha cueca e minha calça cobrindo minha cueca e minhas pernas.
Talvez eu precise de um psicólogo de verdade.

I sit here and tell you my problems,
that's how this works, right?
I'm s'posed to be open and honest,
but I got time, right?
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